A definição de dança proposta por COSTA (1962) – "arte que ensina regras para o
movimento rítmico e expressivo do corpo humano, criado pelo desejo espontâneo de
exprimir [...] o estado da nossa alma" – ancora-se em uma tradição teórica que distingue o
movimento dançado do movimento cotidiano. Contemporaneamente, essa tensão entre
técnica e espontaneidade foi aprofundada por abordagens somáticas e fenomenológicas da
dança. Para autores como Isabel Marques (2008) e a perspectiva da educação somática, o
corpo na dança não pode mais ser pensado a partir de uma epistemologia meramente
mecanicista, mas sim como um "território vivo de experiências”. Considerando esse debate
contemporâneo sobre a relação entre técnica, percepção e expressividade na dança,
assinale a alternativa que melhor articula a crítica às visões tradicionais do movimento
dançado com os desdobramentos pedagógicos atuais.