Questões de Concurso Público Prefeitura de Borrazópolis - PR 2026 para Médico
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Médico Clínico Geral que atue em áreas de saúde tem aulas sobre eletrocardiograma (ECG) durante a graduação e provável durante a realização de especializações. Para poder compreender o mecanismo fisiopatológico das alterações apresentadas o(a) médico(a) tem que ter conhecimento em anatomia, fisiologia e anatomopatologia do coração. Sobre o assunto de eletrocardiograma e suas bases para compreensão, analise os itens a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
I - O diagnóstico de hipertrofia ventricular requer a análise de várias derivações no ECG. A hipertrofia ventricular direita caracteriza-se por desvio do eixo para a direita, juntamente com a presença de uma onda R mais significativa do que a onda S na derivação V1, enquanto na derivação V6, observa-se uma onda S mais significativa do que a onda R. A hipertrofia ventricular esquerda é caracterizada por critérios de voltagem, seja pelo cálculo da voltagem da onda R em V5 ou V6 mais a onda S em V1 ou V2 excedendo 35 mm, seja pela voltagem da onda R excedendo 13 mm na derivação aVL. Raramente, também há a presença de anormalidades secundárias da repolarização, incluindo inversão assimétrica da onda T e infradesnivelamento do segmento ST, comumente também denominado padrão de sobrecarga; o desvio do eixo para a esquerda frequentemente acompanha esse padrão.
II - O eixo cardíaco está relacionado à área de massa muscular significativa dentro do sistema de condução saudável. Um eixo cardíaco típico situa-se entre -30 e +90 graus. Uma maneira rápida de estimar o eixo é observando as derivações I e aVF. Pode-se definir um eixo normal quando o complexo QRS é positivo nas derivações I e aVF. Um desvio do eixo para a esquerda (entre 0 e -90 graus) é definido pela presença de QRS positivo na derivação I e negativo na derivação aVF, e um desvio do eixo para a direita (entre +90 e 180 graus) pela presença de QRS negativo na derivação I e positivo na derivação aVF. Se ambos os complexos QRS forem negativos nas derivações I e aVF, trata-se de um desvio extremo do eixo para a direita ou eixo indeterminado (entre -90 e 180 graus). Outros métodos utilizados para determinar o eixo cardíaco incluem a análise de três derivações, a análise de derivações isoelétricas, etc.
III - As derivações I, II, aVF e V1 requerem inspeção para uma interpretação precisa do ritmo. Isso envolve a observação de cinco pontos: a presença ou ausência de ondas P regulares, a duração dos complexos QRS (estreitos ou largos), a correlação entre as ondas P e os complexos QRS, se o ritmo é regular ou irregular e a morfologia das ondas P. Um ECG com ritmo regular apresenta ondas P regulares precedendo um complexo QRS. Além disso, o ritmo sinusal normal demonstra ondas P positivas nas derivações I, II e aVF, sugerindo uma propagação descendente da ativação atrial a partir do nó SA.
Paciente, 67 anos, branca, analfabeta, heterossexual, aposentada, procedente e residente no interior do Paraná. Trazida pela filha ao atendimento de emergência onde referiu que na noite anterior perdeu parte do movimento do corpo, hoje, está com dificuldade para falar. Paciente apresentava-se afebril e dispneica. Quando questionada sobre demais sistemas negou alterações. Não soube informar sobre desenvolvimento neuropsicomotor, menopausada há 12 anos. Refere ser diabética há 12 anos, faz uso de metformina. Nega demais comorbidade, alergias, cirurgias e transfusões sanguíneas. Filha afirma histórico familiar de IAM. Quando questionada sobre hábitos de vida refere dieta equilibrada, sedentarismo, ex-fumante, nega etilismo. Paciente realizou exame de imagem (tomografia computadorizada) e apresentou a seguinte imagem:
Obs.: AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Sobre este assunto, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Sobre os marcadores tumorais femininos, correlacione a coluna I com a coluna II e assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
COLUNA I:
I - CA 125 (Antígeno de Câncer 125).
II - CA 15-3 (Antígeno de Câncer 15-3).
III - CEA (Antígeno Carcinoembrionário).
IV - CA 19-9.
V - AFP (Alfa-fetoproteína).
COLUNA II:
( ) A - Principal marcador para câncer de ovário, também usado para monitorar resposta ao tratamento.
( ) B - Marcador mais comum para câncer de mama, utilizado principalmente para monitorar pacientes em tratamento.
( ) C - Pode estar elevado no câncer de mama, cólon, estômago e pulmão.
( ) D - Relacionado a tumores no pâncreas e vias biliares.
( ) E - Pode indicar tumores de fígado ou tumores germinativos.
Paciente, masculino, 74 anos, com dificuldade para urinar e retenção urinária aguda nas últimas 24 horas. Apresenta diminuição do jato urinário e aumento da frequência urinária (nictúria) há cerca de 1 ano. Relato de sensação de esvaziamento incompleto e necessidade de esforço abdominal (sintomas obstrutivos). Sobre este assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:
I - A hiperplasia prostática benigna (HPB) torna-se muito menos frequente à medida que os homens envelhecem, especialmente depois dos 50 anos de idade. A causa exata é conhecida, mas provavelmente envolve alterações causadas por hormônios, incluindo a testosterona e, especialmente, dihidrotestosterona (um hormônio relacionado à testosterona).
II - Se a obstrução for prolongada, a bexiga pode esticar demais, causando incontinência por transbordamento. À medida que a bexiga se estica, as pequenas veias da bexiga e da uretra também se esticam. Às vezes, estas veias se rompem quando os homens fazem força para urinar, fazendo com que sangue entre na urina.
III - Homens que têm sintomas de obstrução urinária podem ser solicitados a urinar em um aparelho que mede o volume e a frequência do fluxo de urina (teste chamado urofluxometria). Imediatamente após a urofluxometria, os médicos realizam um exame de ultrassom da bexiga para determinar o quanto a bexiga foi esvaziada. Ambos os testes ajudam a diagnosticar a presença e gravidade da obstrução urinária.