Questões de Concurso Público Prefeitura de Terra Roxa - PR 2021 para Médico Especialista Ginecologista Obstetra

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Q4353615 Português
Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe imigrantes da Venezuela 


    Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

    O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

    Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário. 

    Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

    “Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

    De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

    Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

    Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.


FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-empregovenezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q4353616 Português
Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe imigrantes da Venezuela 


    Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

    O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

    Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário. 

    Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

    “Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

    De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

    Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

    Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.


FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-empregovenezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Quanto ao tipo textual o texto predominantemente é: 
Alternativas
Q4353617 Português
Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe imigrantes da Venezuela 


    Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

    O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

    Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário. 

    Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

    “Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

    De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

    Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

    Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.


FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-empregovenezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Assinale a alternativa na qual todas as palavras sejam proparoxítonas:
Alternativas
Q4353618 Português
Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe imigrantes da Venezuela 


    Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

    O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

    Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário. 

    Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

    “Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

    De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

    Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

    Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.


FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-empregovenezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Assinale a alternativa cujo advérbio em destaque estabeleça a circunstância de modo: 
Alternativas
Q4353619 Português
Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe imigrantes da Venezuela 


    Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

    O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

    Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário. 

    Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

    “Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

    De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

    Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

    Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.


FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-empregovenezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Assinale a alternativa que apresente a justificativa para o emprego da crase no período: “As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá”.
Alternativas
Q4353620 Português
Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe imigrantes da Venezuela 


    Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

    O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

    Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário. 

    Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

    “Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

    De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

    Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

    Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.


FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-empregovenezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelo termo em destaque no período: “O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema”.
Alternativas
Q4353621 Português
Com emprego e solidariedade, Paraná acolhe imigrantes da Venezuela 


    Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o seu país desde 2015 por conta da crise política e social que vem assolando a região. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM). Os cidadãos da Venezuela já são um dos maiores grupos populacionais deslocados do mundo e os países latino-americanos recebem a vasta maioria – o Brasil é o quarto na América do Sul a abrigar os migrantes, atrás da Colômbia, Peru e Chile. Fora a dor de deixar para trás casa e família, em uma travessia que na maioria das vezes é feita a pé até Pacaraima (município no norte de Roraima), os cidadãos enfrentam períodos de vulnerabilidade até conseguirem se estabelecer nos novos países.

    O ritmo de fluxo de saída fez com que os países vizinhos tomassem medidas para acolher os venezuelanos. No Brasil, por exemplo, desde meados de 2018, ocorre a Operação Acolhida, uma ação das Forças Armadas em conjunto com outras agências governamentais e auxílio da ONU e de entidades da sociedade civil. Com abrigos em Pacaraima e também na capital Boa Vista, os imigrantes são recebidos nas acomodações com refeições, banheiros e atendimento médico. Além disso, a Operação tem feito parcerias com empresas de todo o país para que os venezuelanos consigam empregos em outras partes do país, em um banco de dados chamado de sistema acolhedor.

    Segundo a tenente Stéphane da Silva, uma das integrantes da Operação em Boa Vista, não existe incentivo fiscal para as empresas. “É mais a questão do serviço social por parte dos empresários que desejam apoiar”, diz. O empregador deixa claro qual perfil necessita e os profissionais são selecionados pelo sistema. Com o trabalho garantido, o imigrante é levado de ônibus ou em um voo da Força Aérea Brasileira para a cidade ou o aeroporto mais próximo para que seja feito o que o Exército chama de interiorização, ou seja, realocação em uma nova cidade. Além disso, segundo a tenente, há apoio das agências da ONU e acordo com companhias aéreas brasileiras, que cedem assentos gratuitamente. Na nova cidade, é realizado apoio social ao imigrante com subsídio para aluguel no primeiro mês, até o recebimento do salário. 

    Dados da Operação Acolhida de dezembro de 2019 mostram que mais de 27 mil venezuelanos foram assistidos desde abril de 2018 (mas estima-se que, desde o começo da crise imigratória, mais de 260 mil venezuelanos vieram ao Brasil). Atualmente, a cidade que mais recebe os imigrantes via Acolhida é Manaus (cerca de 4 mil pessoas); Curitiba é a quarta (1,2 mil), e o Paraná um dos estados que mais ofertou empregos – foram 174 vagas preenchidas de agosto a dezembro de 2019.

    “Temos recebido muitas vagas do Sul do país, principalmente no setor de agricultura”, fala a tenente, que destaca ainda a importância da redistribuição de pessoas possibilitada pela ação. “Boa Vista é uma cidade que está inchada, com poucas oportunidades de trabalho. Com a sensibilização que temos feito com as empresas em todo o país, há uma consciência maior sobre o problema”, acredita. Essa sensibilização à qual Stephanie se refere é a conversa dos integrantes da Acolhida em companhias por todo o país.

    De Maringá, a empresa de transporte Transpanorama é uma das parceiras da Operação Acolhida, que iniciou processo seletivo para contratação de imigrantes em junho de 2019; dos 1.954 colaboradores, 38 são venezuelanos. Uma equipe foi a Roraima para fazer a seleção no abrigo em Boa Vista. “A primeira política foi efetivar todos os imigrantes assim que chegaram em Maringá, com as mesmas condições dos motoristas brasileiros. Eles ficaram em alojamentos montados pela empresa, na estrutura da matriz, inspirada na utilizada pelo Exército em Roraima”, explica o gerente de RH da Transpanorama, Jean Salgals. Depois disso, os novos funcionários receberam um treinamento de 90 dias que incluiu não só a parte prática de direção mas também língua portuguesa, cultura brasileira, gestão financeira e legislação de trânsito. Outra medida tomada pela empresa para facilitar o processo de integração foi a de fornecer aulas de espanhol para colaboradores brasileiros que teriam maior interface com os venezuelanos. As famílias dos imigrantes chegaram à cidade após 90 dias, com orientação profissional e informações sobre o sistema educacional brasileiro, em uma parceria com o Instituto Sendas, de Maringá.

    Em Curitiba, uma das empresas que ofereceu vagas aos venezuelanos foi o Shopping Mueller – são sete funcionários estrangeiros em diferentes áreas do shopping, como atendimento e setor administrativo. No início, o shopping teve dúvidas sobre a barreira da língua. “Mas foi uma grata surpresa. São pessoas que vieram ao Brasil com uma disposição incrível de recomeçar, de fazer parte. Os lojistas aderiram e a diversidade foi bem interessante, ocorreu uma troca ótima com os funcionários brasileiros”, destaca a superintendente do Mueller, Daniela Baruch. O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas – muitas pessoas com ensino superior trabalham atualmente em vagas operacionais.

    Auxiliar de auditoria no Shopping Mueller, Carlos Ramos, 27 anos, chegou ao Brasil em maio de 2018. Morou em Boa Vista e Rorainópolis antes de chegar a Curitiba em junho do ano passado. Decidiu, por conta própria, tentar a sorte na capital paranaense após assistir a vídeos sobre a cidade no YouTube. “Via que era uma cidade legal para morar, juntei dinheiro e vim. As pessoas aqui ajudam muito e as oportunidades para crescer e viver são muito boas, mas é preciso trabalhar e estudar para tudo sair bem”, diz ele, que costuma passear pelo Jardim Botânico em suas folgas do trabalho. “É o melhor lugar aqui de Curitiba”. Com o trabalho fixo, conseguiu trazer da Venezuela a irmã, Yolicar, que trabalha em uma loja de brinquedos no centro da cidade. Os pais continuam na Venezuela. “Eles não querem vir para cá por causa da idade e por medo de perder a casa”. Carlos não tem planos de voltar ao país natal. “Se as coisas melhorarem por lá, vai demorar uns 10 anos. E nesse tempo eu posso fazer a minha vida aqui no Brasil, formar minha família, conseguir outras coisas. Voltar seria começar do zero”. Foi sua origem imigrante – de uma família de libaneses fugida da guerra civil – que impulsionou o empresário Rachid Cury, proprietário da rede de restaurantes Kharina, a abrir oportunidades de emprego para imigrantes e refugiados. Desde a vinda de haitianos ao Brasil, a partir de 2010, Cury iniciou as contratações. “Fizemos alguns testes e gostamos do resultado. É para eles terem uma primeira oportunidade de se estabelecer no Brasil”. Hoje, a rede conta com funcionários do Haiti, Venezuela, Chile e Paraguai.


FONTE: Jornal Gazeta do Povo. Disponível no endereço eletrônico: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/operacao-acolhida-empregovenezuelanos-pr/?ref=mais-na-gazeta Acesso em 26 de fevereiro de 2020.
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pela oração subordinada em destaque no período: “O shopping também firmou uma parceria com o Sesi Paraná para que os estrangeiros possam aprender português e revalidar seus diplomas...”
Alternativas
Q4353622 Matemática
Em uma liquidação de roupas, camisetas e bermudas tem desconto de 50%, já as calças o desconto é de 30%. Reginaldo comprou nesta liquidação uma camiseta no valor de etiqueta de R$ 120,90, uma bermuda de R$ 140,60 e uma calça de 288,50. Estes valores são antes de se aplicar o desconto. Qual foi o valor pago por Reginaldo pelos produtos adquiridos?
Alternativas
Q4353623 Matemática
Na semana da Páscoa Vitor resolveu fazer uma boa ação e além de passar uma tarde com as crianças de uma casa lar de sua cidade, entregar um bombom para cada criança que lá reside. O bombom que escolheu é vendido em caixas com 12 unidades e ele precisa de 210 bombons. Qual o número mínimo de caixas que ele precisa comprar para atingir a quantidade que precisa? 
Alternativas
Q4353624 Matemática
Os trabalhadores de uma cooperativa de recicláveis conseguem mensalmente reciclar 3,5 toneladas de todo o lixo que chega até eles. Mas após passarem por uma capacitação de como selecionar, classificar e armazenar os recicláveis este aproveitamento passou para 4,55 toneladas. Qual foi o aumento percentual que os trabalhadores conseguiram?
Alternativas
Q4353625 Matemática
Um conjunto pode ser limitado (número finito de elementos) ou ilimitado (número infinito de elementos). Das seguintes opções apenas uma alternativa representa um conjunto em que seus elementos são infinitos e está representado pela letra:
Alternativas
Q4353626 Matemática
Por uma dúzia de garrafas de vinho o dono de um restaurante pagou R$ 378,00. Se ele precisa comprar 64 garrafas deste vinho vai ter quer desembolsar: 
Alternativas
Q4353627 Matemática
Em uma excursão o ônibus que vai transportar os turistas tem capacidade de 42 lugares e está lotado. Entre os 42 turistas temos homens, mulheres e crianças, se o número de mulheres e homens é igual e o de crianças um terço do número de mulheres. Se somarmos a quantidade de mulheres e crianças no ônibus teremos um total de: 
Alternativas
Q4353628 Matemática
Um filme muito aguardado pelo público é exibido em três horários pelo cinema Vip, na cidade X, as sessões ocorrem as 14:00 h, 18:00 h e 21:00 h. A sessão que teve o menor número de expectadores foi a das 14 h com 82 pessoas, já a que estava mais lotada foi a das 21 horas com 126 expectadores. Se utilizarmos a notação de conjunto para ilustrar esta situação onde x representa a quantidade de expectadores, ela será representada pela letra:
Alternativas
Q4353629 História e Geografia de Estados e Municípios
Desde o século XVI, diversas expedições foram criadas para explorar o que se tornou o território paranaense. Qual dos nomes abaixo está relacionado às explorações do Rio Tibagi no final do século XVIII? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4353630 Direito Constitucional
Analise as assertivas e assinale a alternativa correta. Na sociedade brasileira, quais dos itens abaixo são considerados bens da União?

I - Lagos e rios.
II - Mar territorial.
III - Recursos minerais.
IV - Terras indígenas tradicionais.
Alternativas
Q4353631 Conhecimentos Gerais
Qual dos cientistas abaixo está associado à invenção de alguns dos primeiros modelos de avião no mundo? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4353632 Geografia
Qual cidade abaixo possui a maior população do Sul do Brasil? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4353633 História e Geografia de Estados e Municípios
No início do século XX, o movimento paranista buscou criar uma identidade para os habitantes do Paraná. Todos os elementos abaixo foram transformados por esse grupo em símbolos dessa identidade, EXCETO:
Alternativas
Q4353634 Direito Constitucional
Na área de segurança pública, qual dos estados brasileiros abaixo passou por intervenção federal no ano de 2018? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: D
4: E
5: B
6: C
7: D
8: B
9: D
10: A
11: A
12: A
13: E
14: D
15: C
16: E
17: B
18: B
19: A
20: D