Questões de Concurso Público MatinhosPREV - PR 2026 para Contador
Foram encontradas 8 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Violência contra mulher resiste a avanços legislativos
Aos 20 anos, a Lei Maria da Penha se consolidou como uma das maiores conquistas no combate à violência contra a mulher no Brasil: de janeiro a junho, houve 596 mil novas ações baseadas nela, e a Justiça concedeu 337 mil medidas protetivas, ou duas por minuto, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça revelado pelo GLOBO. O volume de processos instaurados no ano passado passou de 1 milhão, 74,4% acima de cinco anos atrás e número mais alto na série histórica. Mas infelizmente isso não tem bastado para debelar a chaga. Os 1.571 feminicídios cometidos em 2025 também representaram um recorde, e os estupros aumentaram 72% em dez anos — só no ano passado, houve um caso a cada seis minutos.
No campo legislativo e jurídico, o Brasil desenvolveu um arcabouço avançado na defesa da mulher. Em 2012, ao julgar duas ações, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, nos casos de lesão corporal em violência doméstica, o Ministério Público pode processar o agressor mesmo sem representação da vítima. Impede-se, com isso, que ameaças ou reconciliação forçada paralisem os processos.
O assassinato de mulheres no contexto de violência doméstica ou familiar, tipificado como feminicídio, entrou no Código Penal em 2015. Desde o início foi considerado crime hediondo, sujeito a penas pesadas, agravadas em 2024 para entre 20 e 40 anos de reclusão. Também em 2015, o Superior Tribunal de Justiça começou a editar uma série de quatro súmulas, consolidada em 2017, eliminando possibilidades de abrandamento na aplicação da lei.
Entre 2019 e 2021, o Congresso alterou a legislação para permitir que o delegado ou o policial afastem o agressor da vítima mesmo sem decisão judicial. Também é desse período a conversão da perseguição (stalking) em crime. Em 2023, medidas protetivas passaram a ser concedidas com base em depoimento da mulher, sem necessidade de boletim de ocorrência, inquérito ou processo. Naquele ano, o STF estabeleceu que o juiz não pode, por iniciativa própria, marcar audiência para a mulher desistir do processo — apenas a vítima detém tal prerrogativa. No ano seguinte, estipulou que medida protetiva não tem prazo fixo e deve vigorar enquanto houver risco. O Congresso aprovou recentemente um reforço à Lei Maria da Penha, reconhecendo a violência contra terceiros — como filhos ou parentes — para atingir a mulher no rol dos crimes hediondos.
Apesar de todos esses avanços, a aplicação da lei apresenta desafios, como demonstra, entre tantos outros casos, o depoimento ao GLOBO da escritora Carla Lemos, criadora do blog Modices, sobre a grave agressão que sofreu numa roda de samba da Lapa, no Rio. De forma remota, a delegada de plantão disse não haver elementos suficientes que justificassem deter o agressor.
O balanço da Lei Maria da Penha no momento em que ela completa 20 anos mostra não haver omissão legal. A questão é mais complexa. Evidentemente, é preciso continuar a ajustar e ampliar o escudo jurídico de proteção às mulheres. Mas apenas isso tem sido incapaz de deter a escalada de crimes que derivam da cultura machista entranhada há séculos na população brasileira. Há um trabalho tão ou mais relevante a fazer no campo da educação, das práticas e hábitos sociais, muitas vezes tolerantes com comportamentos que deveriam ser inaceitáveis em qualquer sociedade civilizada.
(__) Em “[...] de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça revelado pelo GLOBO”, a expressão destacada estabelece uma relação de conformidade, indicando a fonte em que se fundamentam os dados apresentados.
(__) Em “Mas infelizmente isso não tem bastado para debelar a chaga”, o termo destacado estabelece uma relação de oposição, introduzindo uma ideia que contrasta com a expectativa decorrente dos avanços anteriormente mencionados.
(__) Em “[...] medida protetiva não tem prazo fixo e deve vigorar enquanto houver risco”, o termo destacado estabelece uma relação temporal, indicando que a medida deve permanecer vigente durante o período em que houver risco.
(__) Em “Apesar de todos esses avanços, a aplicação da lei apresenta desafios”, a expressão destacada estabelece uma relação de causa, indicando que os avanços alcançados são responsáveis pelos desafios existentes na aplicação da lei.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Violência contra mulher resiste a avanços legislativos
Aos 20 anos, a Lei Maria da Penha se consolidou como uma das maiores conquistas no combate à violência contra a mulher no Brasil: de janeiro a junho, houve 596 mil novas ações baseadas nela, e a Justiça concedeu 337 mil medidas protetivas, ou duas por minuto, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça revelado pelo GLOBO. O volume de processos instaurados no ano passado passou de 1 milhão, 74,4% acima de cinco anos atrás e número mais alto na série histórica. Mas infelizmente isso não tem bastado para debelar a chaga. Os 1.571 feminicídios cometidos em 2025 também representaram um recorde, e os estupros aumentaram 72% em dez anos — só no ano passado, houve um caso a cada seis minutos.
No campo legislativo e jurídico, o Brasil desenvolveu um arcabouço avançado na defesa da mulher. Em 2012, ao julgar duas ações, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, nos casos de lesão corporal em violência doméstica, o Ministério Público pode processar o agressor mesmo sem representação da vítima. Impede-se, com isso, que ameaças ou reconciliação forçada paralisem os processos.
O assassinato de mulheres no contexto de violência doméstica ou familiar, tipificado como feminicídio, entrou no Código Penal em 2015. Desde o início foi considerado crime hediondo, sujeito a penas pesadas, agravadas em 2024 para entre 20 e 40 anos de reclusão. Também em 2015, o Superior Tribunal de Justiça começou a editar uma série de quatro súmulas, consolidada em 2017, eliminando possibilidades de abrandamento na aplicação da lei.
Entre 2019 e 2021, o Congresso alterou a legislação para permitir que o delegado ou o policial afastem o agressor da vítima mesmo sem decisão judicial. Também é desse período a conversão da perseguição (stalking) em crime. Em 2023, medidas protetivas passaram a ser concedidas com base em depoimento da mulher, sem necessidade de boletim de ocorrência, inquérito ou processo. Naquele ano, o STF estabeleceu que o juiz não pode, por iniciativa própria, marcar audiência para a mulher desistir do processo — apenas a vítima detém tal prerrogativa. No ano seguinte, estipulou que medida protetiva não tem prazo fixo e deve vigorar enquanto houver risco. O Congresso aprovou recentemente um reforço à Lei Maria da Penha, reconhecendo a violência contra terceiros — como filhos ou parentes — para atingir a mulher no rol dos crimes hediondos.
Apesar de todos esses avanços, a aplicação da lei apresenta desafios, como demonstra, entre tantos outros casos, o depoimento ao GLOBO da escritora Carla Lemos, criadora do blog Modices, sobre a grave agressão que sofreu numa roda de samba da Lapa, no Rio. De forma remota, a delegada de plantão disse não haver elementos suficientes que justificassem deter o agressor.
O balanço da Lei Maria da Penha no momento em que ela completa 20 anos mostra não haver omissão legal. A questão é mais complexa. Evidentemente, é preciso continuar a ajustar e ampliar o escudo jurídico de proteção às mulheres. Mas apenas isso tem sido incapaz de deter a escalada de crimes que derivam da cultura machista entranhada há séculos na população brasileira. Há um trabalho tão ou mais relevante a fazer no campo da educação, das práticas e hábitos sociais, muitas vezes tolerantes com comportamentos que deveriam ser inaceitáveis em qualquer sociedade civilizada.
I. Em “o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, nos casos de lesão corporal em violência doméstica, o Ministério Público pode processar o agressor”, o termo destacado é uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
II. Em “Impede-se, com isso, que ameaças ou reconciliação forçada paralisem os processos”, o termo destacado é um pronome relativo e introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa.
III. Em “[...] comportamentos que deveriam ser inaceitáveis em qualquer sociedade civilizada”, o termo destacado é um pronome relativo, retoma o substantivo “comportamentos”, exerce a função sintática de sujeito da oração que introduz e inicia uma oração subordinada adjetiva restritiva.
Está CORRETO o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Campanha de Proteção de Dados Pessoais: golpes e links suspeitos*
Dando continuidade à campanha de proteção de dados pessoais, apresentam-se orientações para evitar golpes do tipo phishing, isto é, fraudes que induzem a pessoa a fornecer dados privados ou a acessar links maliciosos.
Nem tudo o que chega ao seu e-mail, caixa de mensagem ou WhatsApp é confiável.
Não sabe se conhece o contato? Não clique em links nem abra arquivos anexos enviados por números desconhecidos.
Mesmo que a mensagem pareça vir de um contato conhecido, analise o contexto e os detalhes. Na dúvida, não clique: golpistas podem se passar por pessoas ou empresas confiáveis.
Leia QR Codes apenas quando tiver certeza de que a fonte é segura.
Prefira acessar sites digitando o endereço (URL) diretamente no navegador, em vez de clicar em links recebidos.
Utilize sempre conexões seguras (https).
Nunca instale aplicativos recebidos via mensagens ou links. Baixe-os nas lojas oficiais.
Bloqueie e denuncie perfis/e-mails suspeitos ou falsos.
Golpistas costumam explorar o medo e a urgência para induzir ações rápidas. Se a mensagem for alarmante ou urgente, desconfie; maiores são as chances de se tratar de uma fraude.
*Essa campanha é uma iniciativa do Comitê de Segurança da Informação e Proteção de Dados do TRT-6.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Campanha de Proteção de Dados Pessoais: golpes e links suspeitos*
Dando continuidade à campanha de proteção de dados pessoais, apresentam-se orientações para evitar golpes do tipo phishing, isto é, fraudes que induzem a pessoa a fornecer dados privados ou a acessar links maliciosos.
Nem tudo o que chega ao seu e-mail, caixa de mensagem ou WhatsApp é confiável.
Não sabe se conhece o contato? Não clique em links nem abra arquivos anexos enviados por números desconhecidos.
Mesmo que a mensagem pareça vir de um contato conhecido, analise o contexto e os detalhes. Na dúvida, não clique: golpistas podem se passar por pessoas ou empresas confiáveis.
Leia QR Codes apenas quando tiver certeza de que a fonte é segura.
Prefira acessar sites digitando o endereço (URL) diretamente no navegador, em vez de clicar em links recebidos.
Utilize sempre conexões seguras (https).
Nunca instale aplicativos recebidos via mensagens ou links. Baixe-os nas lojas oficiais.
Bloqueie e denuncie perfis/e-mails suspeitos ou falsos.
Golpistas costumam explorar o medo e a urgência para induzir ações rápidas. Se a mensagem for alarmante ou urgente, desconfie; maiores são as chances de se tratar de uma fraude.
*Essa campanha é uma iniciativa do Comitê de Segurança da Informação e Proteção de Dados do TRT-6.
I. Em “apresentam-se orientações para evitar golpes do tipo phishing”, o “se” é uma partícula apassivadora.
II. Em “Não sabe se conhece o contato?”, o “se” é uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
III. Em “Se a mensagem for alarmante ou urgente, desconfie”, o termo “se” introduz uma oração subordinada adverbial condicional.
IV. Em “maiores são as chances de se tratar de uma fraude”, o termo “se” é uma partícula apassivadora.
Está CORRETO o que se afirma em:
Um dia de jogo
Eram dois amigos apaixonados por futebol e, naquele domingo, foram assistir ___ partida no estádio. Ao chegarem, dirigiram-se ___ entrada principal e encontraram ___ funcionária responsável pelo setor. Depois de pedir informações ___ ela, tiveram acesso ___ arquibancadas e começaram ___ procurar seus lugares. Poucos minutos depois, já estavam acomodados, prontos para aproveitar o tão esperado jogo.
Considerando as regras de concordâncias verbal e nominal da norma-padrão da língua portuguesa, analise as assertivas a seguir.
I. Fazem três anos que os novos procedimentos foram adotados pela instituição.
II. Seguem anexas ao relatório as cópias dos documentos solicitados pela comissão.
II. Deve haver, entre os documentos encaminhados, informações suficientes para a análise do pedido.
IV. É proibida entrada de pessoas não autorizadas nas dependências do setor.
V. A comissão encontrou bastantes motivos para revisar os procedimentos adotados.
As referidas de concordância, de acordo a norma-padrão, estão CORRETAMENTE empregadas em:
I. Em “Quando terminou a reunião, os servidores deixaram a sala”, a vírgula está corretamente empregada para separar a oração subordinada adverbial temporal, anteposta à oração principal.
II. Em “Os servidores que apresentaram a documentação no prazo foram convocados para a próxima etapa”, a ausência de vírgulas está correta porque confere valor restritivo à oração em destaque, delimitando o grupo de servidores ao qual se refere a informação expressa na oração principal.
III. Em “Os candidatos, entregaram os documentos no prazo”, a vírgula está corretamente empregada para separar o sujeito “os candidatos” do restante da oração.
IV. Em “Senhores candidatos, leiam atentamente as instruções”, a vírgula está corretamente empregada para isolar o vocativo “Senhores candidatos”.
Está CORRETO o que se afirma em:
É importante que o responsável ______ cuidadosamente os documentos antes de concluir a ______ do pedido. Os servidores ______ adotado esse procedimento desde o ano passado, mas, em uma situação anterior, a equipe não ______ verificar todas as informações a tempo.