Questões de Concurso Público Prefeitura de São Francisco - MG 2026 para Supervisor Pedagógico

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Q4262048 Pedagogia

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece aprendizagens essenciais para a Educação Básica e orienta a elaboração dos currículos das redes e instituições de ensino. Entretanto, a sua implementação exige interpretação à luz da legislação educacional e das concepções pedagógicas que fundamentam a prática escolar. Nessa perspectiva, Dermeval Saviani defende que a escola deve garantir a apropriação crítica dos conhecimentos historicamente produzidos pela humanidade, contribuindo para a formação integral dos sujeitos.



Considerando os pressupostos da BNCC, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e da pedagogia históricocrítica, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4262049 Pedagogia

A gestão democrática da educação constitui um dos princípios fundamentais da organização da educação pública brasileira e pressupõe a participação dos diferentes segmentos da comunidade escolar nos processos de planejamento, acompanhamento e avaliação das ações educativas. Nesse contexto, o supervisor pedagógico exerce papel estratégico na articulação entre a gestão escolar, o trabalho docente e a implementação das políticas educacionais. Considerando o disposto na Lei n.º 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases (LDB), e as contribuições de José Carlos Libâneo acerca da organização e gestão da escola, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.



( ) A gestão democrática do ensino público constitui princípio previsto na LDB, devendo ser implementada conforme as normas dos respectivos sistemas de ensino.


( ) O supervisor pedagógico exerce função predominantemente fiscalizadora, cabendo-lhe controlar o cumprimento dos planejamentos e das metodologias adotadas pelos professores.


( ) A elaboração, o acompanhamento e a avaliação do Projeto Político-Pedagógico devem ocorrer de forma coletiva, envolvendo a participação dos diferentes sujeitos da comunidade escolar.


( ) O supervisor pedagógico atua como mediador do trabalho pedagógico, articulando a formação docente, o currículo, a avaliação e a implementação das políticas educacionais na escola.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.

Alternativas
Q4262050 Pedagogia
Uma escola identifica resultados insatisfatórios nas avaliações externas e, diante desse cenário, a equipe docente decide intensificar a aplicação de provas e simulados semanais, acreditando que essa estratégia eleva o desempenho dos estudantes. Considerando a concepção de avaliação defendida por Cipriano Carlos Luckesi, o supervisor pedagógico deve orientar a equipe a compreender que:
Alternativas
Q4262051 Pedagogia

A teoria histórico-cultural de Lev S. Vygotsky compreende que o desenvolvimento cognitivo resulta da interação entre o sujeito e o contexto sociocultural, sendo o conhecimento construído mediante processos de mediação. Nessa perspectiva, analise o trecho a seguir.


Segundo Vygotsky, o desenvolvimento humano ocorre por meio da ____________________, sendo a ____________________ um elemento central no processo de apropriação do conhecimento pelo sujeito.



Assinale a alternativa que apresenta os termos que corretamente preenchem as lacunas do trecho supracitado, na ordem.

Alternativas
Q4262052 Pedagogia

O conselho de classe constitui uma instância colegiada de natureza pedagógica, destinada à análise do processo de ensino e aprendizagem, à avaliação do trabalho educativo e ao planejamento de intervenções que contribuem para o desenvolvimento dos estudantes. Nessa perspectiva, o supervisor escolar exerce papel fundamental na articulação das discussões e na promoção de práticas pedagógicas coletivas.

Considerando os objetivos, a estrutura e o funcionamento do conselho de classe, assinale a alternativa que apresenta corretamente o papel do supervisor escolar nesse processo.

Alternativas
Q4262053 Pedagogia

O Projeto Político-Pedagógico (PPP) constitui um dos principais instrumentos de organização do trabalho pedagógico da escola, expressando sua identidade, seus princípios, suas finalidades educativas e estratégias para a promoção da aprendizagem. A sua elaboração, implementação e avaliação devem ocorrer de forma coletiva, articulando as dimensões pedagógica, administrativa e social da instituição escolar.


Considerando os pressupostos teóricos sobre o PPP, analise as afirmativas a seguir.



I- O PPP constitui um processo permanente de construção coletiva, orientando a organização do trabalho pedagógico e a identidade da instituição escolar.


II- O PPP caracteriza-se como um documento técnico-administrativo elaborado exclusivamente pela equipe gestora, visando ao cumprimento das exigências legais dos sistemas de ensino.


III- O PPP, após a sua aprovação, deve permanecer inalterado durante a sua vigência, garantindo estabilidade às ações pedagógicas da escola.



Está CORRETO apenas o que se afirma em

Alternativas
Q4262054 Pedagogia

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) estabelecem princípios éticos, políticos e estéticos que orientam a organização das práticas pedagógicas, reconhecendo a criança como sujeito histórico, social e de direitos.

Nesse contexto, o currículo deve articular experiências, interações e brincadeiras, promovendo o desenvolvimento integral das crianças.

Considerando as DCNEI (2009), analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.



( ) A criança é reconhecida como sujeito histórico e de direitos, que constrói a sua identidade por meio das interações, das brincadeiras e das diferentes experiências vivenciadas.


( ) As práticas de educar e cuidar constituem dimensões indissociáveis do trabalho pedagógico desenvolvido na Educação Infantil.


( ) A avaliação deve assumir caráter classificatório e quantitativo, subsidiando a promoção ou a retenção das crianças ao final de cada etapa.


( ) As interações e as brincadeiras constituem eixos estruturantes das práticas pedagógicas na Educação Infantil.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.

Alternativas
Q4262055 Pedagogia

A organização dos tempos e espaços na escola não se limita à distribuição de horários ou à ocupação física dos ambientes. Trata-se de uma dimensão pedagógica que expressa concepções de ensino, aprendizagem e formação humana. Na perspectiva de Paulo Freire, o espaço educativo deve favorecer o diálogo, a participação e a construção coletiva do conhecimento.

Considerando essa concepção e as implicações da organização dos tempos e espaços para a prática pedagógica, analise as afirmativas a seguir.



I- A organização dos tempos e espaços escolares deve favorecer práticas dialógicas, colaborativas e contextualizadas, reconhecendo os estudantes como sujeitos ativos do processo educativo.


II- A organização pedagógica fundamenta-se na centralização do conhecimento na figura do professor, cuja função principal consiste na transmissão unilateral dos conteúdos escolares.


III- A prática pedagógica comprometida com a formação crítica pressupõe tempos e espaços que estimulem a participação, a problematização da realidade e a autonomia dos estudantes.



Está CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Q4262056 Pedagogia

A formação inicial e continuada dos profissionais da educação constitui elemento essencial para a melhoria da qualidade do ensino e para o fortalecimento das práticas pedagógicas. Nessa perspectiva, a formação continuada deve estar articulada ao cotidiano escolar, favorecendo a reflexão crítica sobre a prática docente e o desenvolvimento profissional dos educadores.


Considerando os pressupostos da formação inicial e continuada de profissionais da educação, analise as afirmativas a seguir.



I- A formação continuada caracteriza-se como um processo permanente de desenvolvimento profissional, articulado às demandas da prática pedagógica e às necessidades da escola.


II- A formação continuada restringe-se à participação em cursos e capacitações promovidos por instituições externas, independentemente das experiências vivenciadas no contexto escolar.


III- A reflexão crítica sobre a prática docente, a troca de experiências entre os profissionais e o trabalho colaborativo constituem elementos fundamentais da formação continuada.



Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q4262057 Pedagogia

Em uma escola da rede pública, os índices de evasão escolar e de baixo rendimento acadêmico vêm aumentando nos últimos anos. Após analisar a realidade institucional, o supervisor pedagógico constatou que o currículo se encontra desarticulado da realidade sociocultural dos estudantes e que as práticas pedagógicas são predominantemente fragmentadas e pouco participativas.


Considerando a função social dos Especialistas em Assuntos Educacionais na sociedade contemporânea, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.



( ) O supervisor pedagógico deve promover a articulação entre currículo, prática pedagógica e realidade social dos estudantes, contribuindo para a permanência, a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos educandos.


( ) A atuação do supervisor deve priorizar medidas administrativas e disciplinares, transferindo aos professores a responsabilidade exclusiva pela redução da evasão escolar.


( ) A construção coletiva de estratégias pedagógicas, envolvendo gestores, professores e comunidade escolar, constitui uma das atribuições do supervisor no enfrentamento dos problemas educacionais.


( ) A função social do supervisor pedagógico restringe-se ao acompanhamento burocrático do trabalho docente e ao cumprimento das normas administrativas da instituição.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.

Alternativas
Q4262058 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?



    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.

    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.

    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.

    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.

    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]



Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

De acordo com o texto, abraçar uma árvore causa estranheza porque “[...] rompe uma lógica dominante [...]” na atualidade, a qual está relacionada à



I- produtividade.


II- tecnologia.


III- desempenho


IV- resultado.


V- excentricidade.



Estão CORRETOS os itens

Alternativas
Q4262059 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?



    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.

    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.

    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.

    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.

    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]



Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Considere a passagem “No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla.”

De acordo com o texto, a ecopsicologia é uma área que



I- estabelece relação entre o ser humano e o meio ambiente.


II- postula que basta estar na natureza para se integrar a ela.


III- relaciona a saúde emocional à integração com a natureza.


IV- defende que o ser humano e o ambiente são inseparáveis.


V- gera a interdisciplinaridade, pois une ecologia e psicologia.



Estão CORRETAS apenas as afirmativas 

Alternativas
Q4262060 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?



    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.

    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.

    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.

    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.

    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]



Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Entre as críticas ao comportamento do homem presentes no texto, estão



I- a substituição do natural pelo artificial.


II- a visão negativa do descanso.


III- o hábito dos “banhos de floresta”.


IV- a desconexão com a natureza.


V- o ritmo acelerado da vida.



Estão CORRETOS apenas os itens 

Alternativas
Q4262061 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?



    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.

    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.

    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.

    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.

    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]



Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Considere a passagem “Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos.”

É CORRETO afirmar que em “(des)organiza” o prefixo foi colocado entre parênteses com a intenção de criar sentido

Alternativas
Q4262062 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?



    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.

    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.

    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.

    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.

    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]



Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Na passagem “As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais [...]”, o verbo “vêm” encontra-se acentuado, de acordo com a norma, porque se trata
Alternativas
Q4262063 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?



    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.

    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.

    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.

    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.

    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]



Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Na passagem “Não se trata apenas de ‘estar na natureza’, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente.”, em relação ao uso do pronome “se”, é CORRETO afirmar que, de acordo com a norma,
Alternativas
Q4262064 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?



    Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.

    Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.

    Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.

    O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.

    No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]



Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.

Na passagem “No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla.”, a vírgula foi usada, de acordo com a norma, para intercalar
Alternativas
Q4262065 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere. 




Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026. 


Assinale a passagem do texto 1 que estabelece relação discursiva com o texto 02. 
Alternativas
Q4262066 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere. 




Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026. 


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição das falas que compõem o texto 02.



I- A preposição “para” insere, nas falas dos quadros em que é usada, ideia de finalidade.


II- A preposição “de”, usada na fala do quarto quadro, é exigida pelo verbo “lembrar”.


III- O termo “ah”, presente na fala do terceiro quadro, pertence à classe das interjeições.


IV- O verbo “lembrar”, presente na fala do terceiro quadro, foi usado como pronominal.


V- O termo “se”, presente na fala do terceiro quadro, expressa uma ideia de condição.



Estão CORRETAS apenas as afirmativas 

Alternativas
Q4262067 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere. 




Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 20 jun. 2026. 


A forma verbal “estiverem”, usada na terceira fala, encontra-se conjugada no 
Alternativas
Respostas
1: A
2: E
3: B
4: C
5: B
6: A
7: D
8: C
9: D
10: E
11: A
12: B
13: B
14: E
15: D
16: C
17: E
18: C
19: A
20: D