Questões de Concurso Público Prefeitura de Juvenília - MG 2026 para Professor Peb II - Ciências

Foram encontradas 30 questões

Q3952728 Biologia
Embora haja diversas semelhanças entre células animais e vegetais, ambas possuem muitas particularidades, entre as quais pode ser citada a presença de lisossomos somente em células animais. Essas organelas possuem o lúmen rico em enzimas hidrolíticas capazes de digerir moléculas complexas, como polissacarídeos, lipídios, proteínas e ácidos nucleicos. Apesar disso, as células vegetais possuem uma organela com função correspondente. A figura a seguir ilustra a anatomia de uma célula vegetal. Analise-a.  Imagem associada para resolução da questão

De acordo com o texto, a figura e os seus conhecimentos sobre o assunto, a estrutura presente em células vegetais com função correspondente àquela dos lisossomos em células animais está corretamente indicada por
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Q3952729 Biologia
O processo de digestão envolve diferentes etapas. Para isso, os alimentos devem ser ingeridos, digeridos, e os nutrientes, absorvidos, o que envolve vários órgãos do sistema digestório. A depender da composição do alimento, diferentes enzimas digestivas podem atuar acelerando o processo de digestão. Por exemplo, a enzima ________ atua na digestão do amido.
A enzima ________, por sua vez, atua na digestão de proteínas. As enzimas conhecidas como ________ atuam na digestão de lipídios.
As palavras que completam corretamente as lacunas do fragmento de texto apresentado, na ordem, são: 
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Q3952730 Biologia
A membrana plasmática é muito permeável à água. A osmose é a passagem de moléculas de água do meio menos concentrado para o meio mais concentrado em solutos. Nesse sentido, se o meio intracelular está mais concentrado em relação ao meio extracelular, a água entra na célula. Caso o meio extracelular esteja mais concentrado do que o interior da célula, a água sai. Acerca da osmose em células animais e vegetais, assinale a alternativa CORRETA.
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Q3952731 Biologia

O nitrogênio é um dos elementos mais importantes para os seres vivos, compondo proteínas e ácidos nucleicos. Embora seja encontrado em grande abundância na atmosfera terrestre, em sua forma gasosa (N2), não pode ser diretamente assimilado pela maioria dos organismos. Essa limitação, no entanto, é resolvida por uma série de transformações químicas que compõem o chamado Ciclo do Nitrogênio, as quais tornam esse elemento essencial biodisponível. O diagrama a seguir apresenta as etapas do Ciclo do Nitrogênio de forma simplificada. Analise-o com atenção. 


Imagem associada para resolução da questão


Analise as afirmativas a seguir sobre o diagrama:


I- As bactérias do gênero Rhizobium, que vivem associadas às raízes de leguminosas, atuam principalmente em 1.


II- A etapa 2 inclui o processo de nitrosação, no qual amônia (NH3) é convertida em nitrato (NO3 - ), e de nitratação, no qual o NO3 - é convertido em nitrito (NO2 - ).


III- O íon NO3 - , formado em 2, pode ser diretamente assimilado pelas plantas.


Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)

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Q3952732 Medicina
A tecnologia de reprodução assistida (ART) abrange uma variedade de procedimentos médicos usados para tratar a infertilidade e auxiliar indivíduos e casais na gravidez. Desde o primeiro nascimento bem-sucedido por fertilização in vitro (FIV), em 1978, a ART evoluiu para um campo altamente especializado, e em rápido avanço, que integra endocrinologia reprodutiva, embriologia, genética e cuidado personalizado ao paciente.
Fonte: JAIN, Meaghan; FANG, Elisa; SINGH, Manvinder. Assisted Reproductive Technology (ART) Techniques. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2025. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK576409/. Acesso em: 27 jan. 2026.
Analise as afirmativas a seguir a respeito da tecnologia de reprodução assistida e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) As taxas de sucesso da tecnologia de reprodução assistida diminuem com o aumento da idade materna, em especial, devido ao esgotamento do número de ovócitos e à diminuição da sua qualidade.
( ) A fertilização in vitro (FIV), a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (IICE) e o congelamento de óvulos ou embriões são alguns exemplos de técnicas utilizadas.
( ) O risco de gestação gemelar é aumentado na técnica de fertilização in vitro (FIV).
( ) O congelamento de embriões pode ser indicado para pacientes com câncer, antes de tratamentos quimioterápicos ou radioterápicos, como uma tentativa de preservar a fertilidade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
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Q3952733 Zoologia

Analise a tirinha a seguir para responder a esta questão.

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De acordo com os seus conhecimentos sobre a ordem Testudines (tartarugas, cágados e jabutis) e a situação apresentada na tirinha, pode-se afirmar que: 

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Q3952734 Biologia
Analise o heredograma a seguir, que representa a herança genética para uma determinada doença ligada ao sexo.  Imagem associada para resolução da questão

Analise as afirmativas a seguir sobre o heredograma:
I- Trata-se de uma patologia genética ligada ao cromossomo Y.
II- Os indivíduos do sexo feminino não podem transmitir o gene afetado.
III- Trata-se de uma patologia genética dominante ligada ao cromossomo X.
IV- O gene afetado encontra-se em um dos cromossomos autossomos.
Está CORRETO o que se afirma apenas em
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Q3952735 Química
Em um experimento, adicionou-se água destilada, de pH 7, a uma placa de Petri. Em seguida, acrescentou-se um pequeno pedaço de sódio metálico (Na(s)) e, posteriormente, gotas de fenolftaleína (indicador ácido-base). A reação observada foi vigorosa, com produção de chamas, e a solução apresentou coloração rosa ao final do experimento, com elevação do pH para 12.
A equação balanceada do processo é
2Na(s) + 2H2O(l) → 2NaOH(aq) + H2(g) + energia
Considerando a alta reatividade do sódio com a água descrita no experimento, assinale a alternativa que explica corretamente a mudança de pH e o fenômeno térmico observado.
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Q3952736 Biologia
Alterações no globo ocular podem causar diferentes tipos de defeitos na visão. A figura a seguir ilustra duas dessas condições patológicas. Analise-a para responder a esta pergunta. 
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Considere as afirmativas a seguir:
I- A figura A ilustra a miopia, condição caracterizada pelo alongamento excessivo do olho, ou convergência excessiva do cristalino, fazendo com que a imagem de objetos se forme à frente da retina.
II- A condição ilustrada em A pode ser corrigida com o auxílio de lentes convergentes.
III- A figura B ilustra a hipermetropia, condição caracterizada pelo encurtamento excessivo do olho, ou convergência diminuída do cristalino, fazendo com que a imagem de objetos se forme, em teoria, atrás da retina.
IV- A condição ilustrada em B pode ser corrigida com o auxílio de lentes convergentes.
Está CORRETO o que se afirma apenas em
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Q3952737 Biologia
A eutrofização pode ser entendida como a superprodução de biomassa orgânica vegetal em ambientes aquáticos, devido ao enriquecimento de nutrientes, como nitrogênio (N) e fósforo (P). Tal processo pode ocorrer de forma natural e gradual, ou de forma artificial, por influência humana, como ilustrado na figura a seguir:  
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A eutrofização artificial pode impactar ecossistemas aquáticos direta e indiretamente, com efeitos em cascata. As afirmativas a seguir apresentam consequências desse tipo de eutrofização nesses ecossistemas:
1- Redução no suprimento de oxigênio na água, resultando na morte de organismos como peixes e outras plantas aquáticas por hipóxia.
2- Aporte antropogênico de N e P.
3- Limitação da passagem de luz solar através da água.
4- Prejuízos à fotossíntese, levando à morte de plantas.
5- Aumento da demanda de oxigênio por microrganismos aeróbicos para a fixação da matéria orgânica.
6- Afloramento exacerbado de algas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA desses eventos.
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Q3952738 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
De acordo com o texto, a anestesia emocional é um transtorno que
Alternativas
Q3952739 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Analise os comportamentos a seguir, tendo em vista aqueles que vão de encontro à anestesia emocional.
I- Encontrar sentido para a vida.
II- Sair dos padrões habituais.
III- Proteger-se do sofrimento.
IV- Viver com intensidade.
V- Evitar a frustração.
Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em 
Alternativas
Q3952740 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Considere a passagem “’A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’”.
De acordo com o texto, a pessoa funcional é aquela que consegue
I- seguir uma rotina, mesmo passando por instabilidade emocional.
II- realizar atividades, desde que esteja equilibrado emocionalmente.
III- cumprir responsabilidades, mesmo diante de problemas emocionais.
IV- enfrentar corajosamente a frustação e o sofrimento inerentes à vida.
V- ter uma vida intensa, mesmo estando anestesiado emocionalmente.
Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3952741 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada 
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Q3952742 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir.”, os verbos do último período formam uma figura de linguagem denominada 
Alternativas
Q3952743 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, o verbo “ver”, flexionado no plural, assume a forma “veem” (ve + e + m). Analise os verbos a seguir, tendo em vista aqueles que, no plural, seguem essa mesma estrutura.
I- Crer.
II- Ler.
III- Dar.
IV- Ter
V- Vir.
Estão CORRETOS os verbos 
Alternativas
Q3952744 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”

        Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    
        Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
   
        Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
    
        Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    
        Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
   
        No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]

BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.”, o sinal gráfico indicativo de crase foi usado, na expressão “às vezes”, de acordo com a norma, porque se trata de uma 
Alternativas
Q3952745 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão.

Texto 02

Sobre as ideias que se podem inferir do texto 02, verifica-se que, em relação ao ponto de vista dos personagens, ele apresenta
Alternativas
Q3952746 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão.

Texto 02

Na fala do terceiro quadro, as vírgulas foram usadas, de acordo com a norma, para intercalar um(a) 
Alternativas
Q3952747 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão.

Texto 02

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o uso dos verbos nas falas que compõem o texto 02.
I- Todos os verbos usados pertencem à primeira conjugação, pois, no infinitivo, terminam em -ar.
II- Todos os verbos usados são regulares, pois seguem o mesmo paradigma, quando flexionados.
III- Os verbos usados no segundo e terceiro quadro estão flexionados na primeira pessoa do plural.
IV- O verbo usado na fala do quarto quadro se encontra flexionado no tempo presente do indicativo.
V- O verbo usado na fala do quarto quadro se encontra flexionado na terceira pessoa do singular.
Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: A
4: B
5: C
6: E
7: D
8: A
9: C
10: E
11: D
12: B
13: B
14: D
15: C
16: A
17: E
18: A
19: C
20: E