Questões de Concurso Público FME de Niterói - RJ 2024 para Assistente Social

Foram encontradas 22 questões

Q3418947 Serviço Social
De acordo com Maria Carmelita Yazbek, em artigo publicado no ano de 2018 no periódico Serviço Social em Revista, a hegemonia do capitalismo sob dominância financeira tem radicalizado a questão social e implicado alterações nas políticas sociais que incidem sobre o trabalho profissional do(a) assistente social. Entre as repercussões que esse quadro impõe ao trabalho dos(as) assistentes sociais, está
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Q3418948 Serviço Social
No segundo volume da publicação do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), de 2020, intitulada Atribuições privativas do/a assistente social em questão, Raquel Raichelis chama atenção para o que ela denomina de “nova” morfologia do trabalho e para a necessidade de se debater seus rebatimentos nas competências e atribuições do(a) assistente social. Entre as transformações pelas quais vem passando o mundo do trabalho, está 
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Q3418949 Serviço Social
Ainda sobre a chamada “nova” morfologia do trabalho e suas repercussões para o trabalho profissional do(a) assistente social, pode-se afirmar, com base em Raichelis (2020), que 
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Q3418950 Serviço Social
Ao analisar as implicações da pandemia da covid-19 para a política social como direito de cidadania, Camila Pereira e Potyara PereiraPereira, em artigo publicado na Revista Argumentum no ano de 2021, afirmam que
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Q3418951 Serviço Social
Ao analisar as origens da profissão de Serviço Social no Brasil e seu significado social na sociedade capitalista, Marilda Iamamoto compreende essa profissão como 
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Q3418952 Serviço Social
Marilda Iamamoto identifica, em capítulo do livro Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais (CFESS-ABEPSS, 2009), que, desde os anos 1980, o debate no Serviço Social tem sido polarizado por um duplo e contraditório movimento. Esse movimento opõe 
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Q3418953 Serviço Social
Tomando por base o livro Política Social: fundamentos e história, de autoria de Elaine Behring e Ivanete Boschetti, pode-se afirmar que
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Q3418955 Serviço Social
No texto intitulado O Serviço Social na Educação: novas perspectivas sócio-ocupacionais, de 2007, Ney Almeida assinala algumas questões centrais para se pensar a atuação de assistentes sociais na política educacional. Uma delas é
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Q3418956 Serviço Social
De acordo com Yolanda Guerra, no livro organizado em conjunto pelo CFESS e pela ABEPSS, de 2009, Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais, a perspectiva de totalidade configura um dos fundamentos constitutivos do método crítico-dialético e considera que: 
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Q3418958 Serviço Social
É um dos deveres definidos pelo Código de Ética Profissional de Assistentes Sociais, ao tratar da relação com as instituições empregadoras e outras, no capítulo II, art.8º:
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Q3418959 Serviço Social
O Conselho Federal de Serviço Social, na publicação intitulada Serviço Social na Educação (2001) considera, entre as possíveis contribuições do serviço social, a identificação de fatores determinantes para os processos que mais afligem o campo educacional, citando, entre esses fatores: 
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Q3418960 Serviço Social
No texto Subsídios para a Atuação de Assistentes Sociais na Política de Educação, o Conselho Federal de Serviço Social, no item 2.3 – As ações profissionais dos(as) assistentes sociais na Política de Educação, considera que há exigência de um conjunto de competências específicas que devem articular diversas dimensões da atuação profissional. Faz parte desse conjunto de dimensões: 
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Q3418961 Serviço Social
Fávero em CFESS (2014, p. 40) considera que um elemento na prática cotidiana favorece a cristalização do pensar e do agir, impossibilitando mudanças. Para a autora, essa cristalização do pensamento é traduzida em preconceitos e produzida por um elemento específico que é dotado de intencionalidade. O elemento que promove esse processo, é, segundo a autora: 
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Q3418962 Serviço Social
Para Gaudêncio Frigotto (Frigotto, 2015, p. 206), as mudanças da base material e política das relações sociais capitalistas trouxeram um caráter regressivo em todas as esferas da sociedade e seu preço é a perda de direitos da classe trabalhadora. Para o autor, as novas noções – sociedade do conhecimento, qualidade total, formação por competências, empregabilidade − mascaram a regressão: 
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Q3418963 Serviço Social
Marilda Iamamoto (CFESS, 2012, p. 64), ao tratar das questões pertinentes ao trabalho das equipes interdisciplinares, considera que é preciso desmistificar a ideia de que há uma diluição das particularidades profissionais no trabalho integrado de diferentes categorias. Para a autora, ao contrário, a equipe condensa uma unidade:
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Q3418964 Serviço Social
Regina Célia Mioto (Mioto, 2012, p.172) ressalta a importância da interpretação e do direcionamento das demandas das famílias pelos(as) assistentes sociais. Para a autora, essas demandas são expressões das necessidades decorrentes das desigualdades sociais e não podem ser tomadas como problemas de família. Trata-se de um desafio que demanda a adoção como carro chefe, para o conhecimento das famílias, da categoria
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Q3418965 Serviço Social
A Lei Federal nº 8.662/1993 define em seu art. 4º as competências do(a) assistente social.
Entre essas competências, pode-se citar: 
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Q3418966 Serviço Social
Para Charles Toniolo de Sousa (Sousa, 2008, p.123), uma prática profissional competente e qualificada tem os instrumentos e técnicas definidos pelos
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Q3418974 Serviço Social

“Ser professora é um estilo de vida”

(Wallace Cardozo, Rede Galápagos, Salvador)


No Recife, professora diz ter encontrado propósito de vida depois de começar a atuar com educação infantil: “Vou alfabetizar quantas crianças eu puder”



    O período de isolamento acabou sendo uma oportunidade para que nós, educadores, buscássemos novas soluções para a sala de aula. Na Internet, encontrei o Polo e resolvi fazer a formação Experiência e Protagonismo: a BNCC na Educação Infantil. Entendi que é preciso envolver a família para garantir o direito à aprendizagem das crianças pequenas. Pensando nisso, desenvolvi um podcast, o Educação & Família. Eu gravava em casa e enviava aos pais e responsáveis. Dessa forma, por menor que fosse seu nível de alfabetização, era possível estimular as crianças em casa.


    Enquanto estive fazendo o podcast, ainda não havia conhecido a minha turma pessoalmente. Quando finalmente retornamos à modalidade presencial, fiquei surpresa ao perceber que algumas das crianças já liam. O comprometimento da família é fundamental para a aprendizagem, e eu pude perceber isso também dentro de casa. Durante a pandemia, investi muito no incentivo à leitura para os meus dois filhos. Comprei livros e li com eles, que também voltaram à escola lendo.


    Além de professora sou gestora do Instituto Mucambo, cuja sede fica no quintal de minha casa. A organização surgiu para formalizar um projeto que outros educadores e eu já realizávamos, chamado Leituras Brincantes. Com crianças em situação de vulnerabilidade, realizamos atividades como mediação de leitura, contação de histórias e distribuição de livros, além de arrecadação e  doação de alimentos. No mesmo intuito de envolver as famílias, fazemos periodicamente rodas de leitura com as mães.


    Inscrevemos o Instituto Mucambo no programa Leia com uma criança e recebemos caixas de livros. Nesse processo, fiz mais uma formação no Polo, dessa vez voltada à mediação de leitura para o público infantil. Gosto dos cursos da plataforma porque são objetivos e práticos. Esse tipo de abordagem é muito importante para professores porque geralmente temos muita vontade de aprender, mas pouco tempo. Usei os livros na escola, no instituto e também em casa. Por aqui, o maior sucesso foi o Meu crespo é de rainha. Ao final da leitura, meus filhos perguntaram se o cabelo deles é crespo. Quando eu disse que não, disseram que queriam ter o cabelo crespo.


    Alfabetizar é o meu propósito. Em minha trajetória, pretendo ensinar a leitura e a escrita a quantas crianças conseguir. Esse é um direito delas. Fico pensando como seria a minha vida se eu não soubesse ler e escrever. Que perspectiva de vida têm aquelas pessoas que não são alfabetizadas? Foi por meio desse propósito que me encontrei ao começar a trabalhar com a educação infantil. 


    Antes disso, atuei com o Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Formada em letras, dava aulas de inglês e de língua portuguesa, até começar a lecionar na rede municipal, em 2016. Eu já entendia que a alfabetização era uma questão delicada, mesmo sem saber como funciona esse processo. Tive alunos do terceiro ano do ensino médio que não tinham autonomia para escrever.


    A educação infantil me fez entender vulnerabilidades, como a pobreza e outras violações de direito. Esses contextos também existiam na realidade dos outros públicos com quem eu trabalhava antes, mas as crianças não mentem. Elas me dizem que estão com fome, ou que passaram a noite trabalhando, ou mesmo que sofreram algum tipo de abuso. Alfabetizar crianças expostas a situações de vulnerabilidade ocasionadas pela pobreza é um desafio enorme.


    Desde que tive esse choque de realidade pela primeira vez, busco entender o impacto da pobreza no desenvolvimento cognitivo da criança. Durante a pandemia, por exemplo, enviamos fichas de atividades. Não funcionavam muito bem porque as fichas devem ser a finalização de todo um processo lúdico de ensino e aprendizagem, e os pais não são (nem têm que ocupar o papel de) professores. Uma parcela relevante deles tem um grau de escolaridade muito básico, o que aumentava o desafio.


    Ser professora é mais do que uma profissão. É um estilo de vida. Nós pensamos e falamos em educação 24 horas por dia, 7 dias por semana. O Instituto Mucambo, espaço onde posso experimentar, tem me ajudado muito nesse processo. Levo para a escola o que aprendo lá, e vice-versa. Trabalhar com crianças em vulnerabilidade é aprender todos os dias que não dá pra atuar só com um livro na mão numa realidade de insegurança alimentar. Como diz a letra da canção, “a gente quer comida, diversão e arte”. 


Disponível em: https://www.itausocial.org.br/noticias/serprofessora-e-um-estilo-devida/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAp5qsBhAPEiwAP0qeJjaA Tmxip8Xd_91FihDufStbSH1dmUZORUMHWGygoZiMKDVDyE6 bdBoCQvUQAvD_BwE. Acesso em 23 dez.2023.

De acordo com o relato da professora Rebeca, a relação com seus alunos em situação de vunerabilidade se deu presencialmente 
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Q3418985 Serviço Social
NÃO poderá contratar com o Poder Público Municipal 
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Respostas
1: A
2: C
3: E
4: A
5: B
6: C
7: E
8: D
9: C
10: A
11: D
12: E
13: E
14: B
15: A
16: C
17: D
18: B
19: C
20: B