Questões de Concurso Público Prefeitura de Itapoá - SC 2025 para Professor Disciplina de Matemática

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Q3678673 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
No trecho “o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma encruzilhada”, o termo destacado é usado em sentido figurado. Assinale a alternativa cujo sinônimo se ajusta CORRETAMENTE ao uso metafórico do texto.
Alternativas
Q3678674 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que destaca CORRETAMENTE uma preposição acidental.
Alternativas
Q3678675 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Em “O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu”, o termo destacado se classifica como:
Alternativas
Q3678676 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE o termo oracional destacado em: “Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas”.
Alternativas
Q3678677 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Em “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, os termos destacados devem ser classificados como:
Alternativas
Q3678678 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que classifica, respectivamente, os termos destacados no trecho “para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque”.
Alternativas
Q3678679 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Em “o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro”, a locução conjuntiva introduz a noção de:
Alternativas
Q3678680 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
No trecho “Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.”, o verbo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de significado, por:
Alternativas
Q3678681 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o antecedente do pronome destacado em “Eles praticavam uma ‘queima de baixa intensidade’ nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada”.
Alternativas
Q3678682 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
No trecho “Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves”, as palavras destacadas devem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q3678683 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS palavras oxítonas.
Alternativas
Q3678684 Português
TEXTO


O COMBATE A INCÊNDIOS FLORESTAIS FRENTE À MUDANÇA CLIMÁTICA


    As chamas devastam as florestas há milhões de anos, mas os incêndios florestais que assolam a Califórnia e, no último ano, o Brasil e vários outros países do mundo, são sem precedentes, queimando por mais tempo e a temperaturas mais altas, em parte devido às mudanças climáticas.

    A menor incidência de chuvas e as secas mais prolongadas deixam as florestas tão ressecadas que a simples queda de um raio pode gerar um pequeno foco, que rapidamente se transforma em um inferno antes que equipes de combate ao fogo consigam conter os danos.

    No ano passado, o Brasil, por exemplo, enfrentou a maior seca da história, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O número recorde de focos de incêndio fez também com que a fumaça, oriunda principalmente do fogo na Amazônia, encobrisse o céu em todo o país e se espalhasse por outras regiões. E o Brasil concentra atualmente 76% dos incêndios em toda a América do Sul, com mais de 5 mil focos em todo o país.

    Em agosto de 2024, grandes incêndios consumiram florestas no oeste do Canadá e dos Estados Unidos, forçando a retirada de dezenas de milhares de habitantes. Os primeiros dias de 2025 foram marcados por chamas violentas ao redor de Los Angeles.

    No Canadá, um incêndio que se deslocou rapidamente devastou Jasper e o parque nacional ao redor, na província de Alberta, destruindo pelo menos um terço dos edifícios da cidade. O parque é parte de uma área declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, e conhecido por suas Rocky Mountains.

    “Qualquer bombeiro vai lhe dizer que há pouco ou nada a fazer quando uma parede de fogo como essa está vindo na sua direção”, afirma Mike Ellis, secretário de Segurança Pública de Alberta. “Ninguém antecipou que o incêndio viria tão rápido, tão grande assim.”

    Fogo alimentado pela mudança climática já devastou o Canadá em 2023, consumindo cerca de 18,4 milhões de hectares de vegetação e lançando gigantescas nuvens de fumaça sobre partes dos EUA. Em meados do mesmo ano, grandes incêndios irromperam igualmente na Itália, Grécia e Espanha.

    Do outro lado do mundo, os megaincêndios na Austrália em 2019 e 2020 devastaram quase 24 milhões de hectares, queimando também florestas que anteriormente eram capazes de resistir ao fogo.

    Enquanto o planeta continuar a aquecer com a queima de combustíveis fósseis, a tendência é que a ocorrência desses incêndios se agrave, colocando em risco vidas humanas e de animais selvagens.

    “Não estamos no caminho certo para a redução de riscos”, afirmava, em agosto de 2022, Hamish Clarke, pesquisador da escola de ecossistemas e ciências florestais da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Precisamos urgentemente mudar de rumo e reduzir de maneira séria as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

    Clarke é coautor de um artigo sobre o risco de queimadas na Austrália, segundo o qual “as mudanças climáticas excedem a capacidade de adaptação de nossos sistemas ecológico e social”. No texto, os autores afirmam que o gerenciamento de incêndios florestais chegou a uma “encruzilhada”.

     Relacionamos abaixo três áreas fundamentais nas quais o gerenciamento de incêndios tenta se adaptar à nova realidade climática.

    A queima controlada ou “prescrita” da vegetação de florestas, realizada com maior frequência nos meses mais frios do ano, ajuda a diminuir os danos dos incêndios florestais no verão ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo.

    Em nações propensas a incêndios como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Portugal, Espanha e África do Sul, essa estratégia de gerenciamento do fogo vem sendo testada e utilizada há décadas.

    Também chamada de redução de danos, a técnica é “bastante eficiente em diminuir a intensidade e a gravidade dos incêndios”, afirma Víctor Resco de Dios, professor de engenharia florestal da Universidade de Lleida, na Espanha. Mas, para que possa ser um antídoto eficaz, a queima controlada sob temperaturas amenas deve ser feita em uma “escala espacial bastante grande”, afirma o engenheiro florestal.

    Na Europa, onde especialmente os países da região do Mar Mediterrâneo, como a Grécia, sofrem incêndios florestais bastante graves durante o verão na região, Resco de Dios sugere que uma redução substancial dos riscos exigiria uma queima controlada em uma área de 1,5 milhão de hectares.

    Contudo, um problema atual da queima controlada é o aumento dos riscos em razão dos efeitos gerados pelas mudanças climáticas.

    Após uma operação de queima controlada do Novo México, em maio de 2022, ter se transformado num dos piores incêndios florestais da história do estado americano, o Serviço Florestal dos EUA anunciou a suspensão dessas operações nas florestas nacionais em todo o país, mesmo que aquele tenha sido um caso raro.

    Durante milhares de anos, antes das invasões europeias, os povos originários dos EUA e da Austrália utilizavam uma forma de queimada controlada para reduzir a vegetação inflamável.

    Eles praticavam uma “queima de baixa intensidade” nos meses mais frios para reduzir a ameaça de incêndios que criava um terreno com um tipo de cobertura de grama amadeirada, semelhante a um parque, que também preservava a biodiversidade. Isso foi descrito pelos autores de um artigo de 2022, que também destacaram o “risco catastrófico gerado pelo gerenciamento não indígena de controle de queimadas”, no qual o fogo é suprimido em vez de ser gerenciado.

    A negação das técnicas indígenas significa que “as florestas australianas possuem mais material inflamável do que antes da invasão britânica”, disseram os pesquisadores. Desde que retomaram a posse de suas terras nativas nos anos 1990, os povos aborígenes vêm praticando com sucesso o gerenciamento de incêndios na região de Kimberly, no norte da Austrália, durante a estação de tempo frio e seco. [...]


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/como-combaterincêndios-florestais-num-cenário-de-mudanças-climáticas/a68180190>. Adaptado. Acesso em: 20 de setembro de 2025.
Em “ao reduzir a quantidade disponível de lenha e gravetos capazes de dar impulso ao fogo”, a oração reduzida em destaque exerce a função sintática de:
Alternativas
Q3678686 Matemática
Um ciclista pedala em velocidade constante de 24 km/h e leva 30 minutos para chegar até o parque. Certo dia, ele saiu atrasado e precisava chegar em apenas 20 minutos. Para isso, sua nova velocidade média deveria ser de:
Alternativas
Q3678687 Matemática
Uma universidade realizou 80 defesas de TCC em determinado semestre. Em 35% dessas defesas, os trabalhos foram avaliados com nota máxima. O total de bolsas de incentivo concedidas a esses estudantes com nota máxima foi de R$ 560.000,00.

Considerando apenas os estudantes que receberam nota máxima, o valor médio da bolsa concedida por estudante foi de:
Alternativas
Q3678688 Raciocínio Lógico
Sete mil computadores de um laboratório foram avaliados após dois anos de uso. Constatou-se que 2.400 apresentavam problemas de teclado, 1.800 apresentavam problemas de tela e 3.000 não apresentavam nenhum dos tipos de problema citados. O número de computadores que apresentavam somente problemas de teclado é:
Alternativas
Q3678689 Matemática
Um comerciante recebe um salário fixo de R$ 1.500,00 por mês, além de uma comissão de 12% sobre o valor total das vendas que realiza. Em determinado mês, ele conseguiu vender R$ 8.000,00 em mercadorias.

O salário total desse comerciante, nesse mês, foi de:
Alternativas
Q3678690 Matemática
Um produto teve seu preço de venda aumentado em 30% no período de janeiro a abril de 2025, devido a problemas tarifários. Em maio do mesmo ano, o preço do produto voltou a ser reajustado, passando de R$ 156,00 para R$ 179,40. Dessa forma, é CORRETO afirmar que, de janeiro a maio, o preço do produto sofreu um aumento total de:
Alternativas
Q3678692 Direito Constitucional
Considere a lacuna a seguir:

No que concerne aos servidores públicos, o poder Executivo, publicará _________________os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos.

Conforme Constituição Federal, assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna.
Alternativas
Respostas
1: A
2: E
3: B
4: C
5: A
6: B
7: D
8: D
9: E
10: C
11: A
12: E
13: A
14: D
15: D
16: E
17: C
18: B
19: D
20: B