Questões de Concurso Público Prefeitura de São Miguel do Guamá - PA 2019 para Auxiliar de Saúde Bucal - ASB

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Q4409937 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
A crônica de Martha Medeiros trata:
Alternativas
Q4409938 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Quando a família dizia: "(...) bem-vinda ao planeta Terra.", significava:
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Q4409939 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
No excerto: "Quando eu era criança, criancinha mesmo (...)", о substantivo no diminutivo sugere, no texto ideia:
Alternativas
Q4409940 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
O sentido dado às palavras no texto está correto, exceto em:
Alternativas
Q4409941 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Assinale a alternativa em que o substantivo sofre variação de gênero.
Alternativas
Q4409942 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
O sentido de "É para segmentar as castas." (parágrafo quarto), no texto é:
Alternativas
Q4409943 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
A cronista usou: Fulana, Beltrana e Sicrana com intento de:
Alternativas
Q4409944 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
O coletivo de "pessoas" está inadequado em:
Alternativas
Q4409945 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Assinale a alternativa em que o dígrafo "ch", presente em choque, está correto:
Alternativas
Q4409946 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Em: "Fulana era generosa com as amigas (...)", a classe de palavras que há mais de uma ocorrência é:
Alternativas
Q4409947 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Ao trocar a frase: "Sicrana era minha amigona na quarta-feira (...)" para o masculino plural, teremos: 
Alternativas
Q4409948 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Os sinônimos de "indole" e "áspero" são, respectivamente:
Alternativas
Q4409949 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
A conjugação do verbo da estrutura: "Eu chegava em casa (...)", no mesmo tempo e modo está incorreta em:
Alternativas
Q4409950 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
No primeiro parágrafo, a oração: "Quando eu era criança, criancinha mesmo (...)", a oração classifica-se como:
Alternativas
Q4409951 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
O adjetivo está no superlativo absoluto sintético em:
Alternativas
Q4409952 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Sobre a oração: "Eu estava apertada.", só está inadequado afirmar:
Alternativas
Q4409953 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Falhou a separação em sílaba da palavra em:
Alternativas
Q4409954 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Marque a alternativa em que há acentos pelas palavras serem proparoxítonas:
Alternativas
Q4409955 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Palavras como barato e bastante ficam invariáveis quando são advérbios: "Muito mais barato.". Esta classificação ocorre também em:
Alternativas
Q4409956 Não definido
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.


O papel higiênico da empregada


   Quando eu era criança, criancinha mesmo, achava quе todo mundo era do bem. Até que comecei a crescer e descobri que nem tanto assim. Lembro que, ainda menina, foi um choque quando descobri que as pessoas mentiam, engavam, eram agressivas. Não estou falando de bandidos da tevê, e sim de garotas da minha aula, vizinhos, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com as amigas e, ao mesmo tempo, estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era minha amigona na quarta-feira e na quinta me virava o rosto, por nada. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao planeta Terra.

   Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam uma vez a outra, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento-padrão que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que, certo dia, fui à casa de uma colega para estudar. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadissima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

   Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Eis ali a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a indole das pessoas.

   Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja este o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

  As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais, e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário que pode se manifestar por meio de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor. 


(MEDEIROS, Martha. O meu melhor. São Paulo: Planeta do Brail, 2019. p. 157/158.)
Sobre: "O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira (...)",é correto afirmar:
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: A
4: C
5: D
6: A
7: D
8: D
9: C
10: A
11: C
12: C
13: A
14: B
15: C
16: B
17: B
18: D
19: C
20: A