Questões de Concurso Público Prefeitura de São Miguel do Guamá - PA 2019 para Auxiliar de Fiscal de Tributo

Foram encontradas 50 questões

Q4410219 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Se: "A vida começa no fim da sua zona de conforto.", viver é:
Alternativas
Q4410220 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Compreende-se como "zona de conforto":
Alternativas
Q4410221 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
O provérbio questionado pela autora, no texto, é:
Alternativas
Q4410222 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, bastante desagradável.", o advérbio "ironicamente" foi usado na frase:
Alternativas
Q4410223 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
O vocábulo "banca", no segundo parágrafo, tem sentido diferente do texto em:
Alternativas
Q4410224 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Não foi corretamente identificada a figura em:
Alternativas
Q4410225 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
"Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida.". O conectivo "como" conota:
Alternativas
Q4410226 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "É o trabalho das 8h às 18h.", há o emprego do acento indicativo da crase. Esse fenômeno não ocorre em:
Alternativas
Q4410227 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
O termo destacado entre parênteses não é conjunção em:
Alternativas
Q4410228 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "É engraçado pensar (...)", a oração substantiva "pensar tem funçãode:
Alternativas
Q4410229 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Os parênteses foram usados, no terceiro parágrafo, para:
Alternativas
Q4410230 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Sobre: "Aquilo fazia algum sentido.", é correto afirmar que:
Alternativas
Q4410231 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)

Excerto para a questão.



"A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria (...)".



A autora optou pela norma coloquial no aspecto de(da):

Alternativas
Q4410232 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)

Excerto para a questão.



"A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria (...)".



"E mesmo nas vezes em que a gente não consegue...", a troca de "a gente" por nós exigiria a mudança da forma verbal para:

Alternativas
Q4410233 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)

Excerto para a questão.



"A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria (...)".



A análise da frase está incorreta em: 

Alternativas
Q4410234 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir.", o par de palavras antônimas está em:
Alternativas
Q4410235 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Houve falha na substituição do termo pelo pronome em:
Alternativas
Q4410236 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "(...) é bastante desagradável (...)", o termo "bastante" classifica-se morfologicamente como:
Alternativas
Q4410237 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
As vírgulas foram empregadas em: "A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos.":
Alternativas
Q4410238 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "(...) ele não é tudo isso (...)", pode-se detectar:
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: B
4: C
5: C
6: B
7: D
8: D
9: C
10: A
11: B
12: D
13: A
14: B
15: B
16: D
17: C
18: B
19: D
20: A