Questões de Concurso Público SEPLAG-AL 2026 para Analista Previdenciário - Área: Jurídica

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Q4370264 Português
Texto CB2A1-I

        O grande número de bets que atuam no Brasil tem provocado o aumento extraordinário de apostas, o que tem despertado a preocupação com o crescimento de casos patológicos. Segundo um artigo de pesquisadores da Noruega e Reino Unido, que revisaram dados de 4,6 milhões de pessoas, os apostadores chegam a correr risco atentar contra a própria vida. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente, em consequência do grande número de plataformas online que passaram a atuar no país, a partir de 2018, quando foi sancionada a lei que permitiu a exploração comercial de apostas esportivas e jogos caça-níquel.

         Inicialmente, os manuais de diagnóstico médico enquadravam o jogo patológico na categoria dos transtornos de controle do impulso, ao lado da piromania (impulso de atear fogo), da cleptomania (impulso de furtar sem razão aparente) ou de transtorno explosivo intermitente, que causa surtos de agressividade. Com o tempo, estudos realizados em centros de diversos países, entre eles os da USP, mostraram que, no que diz respeito tanto à ativação cerebral quanto ao curso da doença, a relação problemática com o jogo se assemelhava mais às dependências químicas que aos transtornos ligados ao impulso. Em 2013, essa relação passou a ser qualificada como uma dependência induzida pelo comportamento — e não por uma substância química, como no caso do álcool — e recebeu o nome de ludopatia.

        No caso de quem desenvolve esse distúrbio, o fator que o provoca é a aposta. Empenhar um valor na expectativa de receber um retorno maior ativa as conexões cerebrais associadas à sensação de gratificação e de recompensa. Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada. Uma consequência da habituação do organismo é que o apostador passa a ter de jogar mais vezes ou empenhar valores mais elevados.

        Além da preocupação com o potencial aumento de adultos com transtorno do jogo, os especialistas em saúde mental estão apreensivos com o que pode ocorrer com as crianças e os adolescentes. Bem antes das febres das bets, sabia-se que a frequência de adolescentes que participavam de jogos de azar no Brasil era 6,9% inferior à de países nos quais o jogo era liberado. No entanto, a proporção de jovens que desenvolviam a relação problemática com o jogo era a mesma, 1,6%. Com o cérebro ainda em maturação, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis à propaganda, revelando dificuldade em tomar decisões baseadas nas consequências de longo prazo, afirmam os especialistas. E acrescentam que o que se observa, no momento, é a experimentação da sociedade com novas formas de jogos de azar, mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno.

Ricardo Zorzetto; Ana Paula Orlandi. Os efeitos nocivos dos jogos online.
In: Revista FAPESP, 344, 2024, p. 13-21 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I.


Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o trecho “e recebeu o nome de ludopatia” (final do segundo parágrafo) fosse reescrito como e recebeu o nome de transtorno do jogo, ou ludopatia.

Alternativas
Q4370265 Português
Texto CB2A1-I

        O grande número de bets que atuam no Brasil tem provocado o aumento extraordinário de apostas, o que tem despertado a preocupação com o crescimento de casos patológicos. Segundo um artigo de pesquisadores da Noruega e Reino Unido, que revisaram dados de 4,6 milhões de pessoas, os apostadores chegam a correr risco atentar contra a própria vida. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente, em consequência do grande número de plataformas online que passaram a atuar no país, a partir de 2018, quando foi sancionada a lei que permitiu a exploração comercial de apostas esportivas e jogos caça-níquel.

         Inicialmente, os manuais de diagnóstico médico enquadravam o jogo patológico na categoria dos transtornos de controle do impulso, ao lado da piromania (impulso de atear fogo), da cleptomania (impulso de furtar sem razão aparente) ou de transtorno explosivo intermitente, que causa surtos de agressividade. Com o tempo, estudos realizados em centros de diversos países, entre eles os da USP, mostraram que, no que diz respeito tanto à ativação cerebral quanto ao curso da doença, a relação problemática com o jogo se assemelhava mais às dependências químicas que aos transtornos ligados ao impulso. Em 2013, essa relação passou a ser qualificada como uma dependência induzida pelo comportamento — e não por uma substância química, como no caso do álcool — e recebeu o nome de ludopatia.

        No caso de quem desenvolve esse distúrbio, o fator que o provoca é a aposta. Empenhar um valor na expectativa de receber um retorno maior ativa as conexões cerebrais associadas à sensação de gratificação e de recompensa. Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada. Uma consequência da habituação do organismo é que o apostador passa a ter de jogar mais vezes ou empenhar valores mais elevados.

        Além da preocupação com o potencial aumento de adultos com transtorno do jogo, os especialistas em saúde mental estão apreensivos com o que pode ocorrer com as crianças e os adolescentes. Bem antes das febres das bets, sabia-se que a frequência de adolescentes que participavam de jogos de azar no Brasil era 6,9% inferior à de países nos quais o jogo era liberado. No entanto, a proporção de jovens que desenvolviam a relação problemática com o jogo era a mesma, 1,6%. Com o cérebro ainda em maturação, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis à propaganda, revelando dificuldade em tomar decisões baseadas nas consequências de longo prazo, afirmam os especialistas. E acrescentam que o que se observa, no momento, é a experimentação da sociedade com novas formas de jogos de azar, mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno.

Ricardo Zorzetto; Ana Paula Orlandi. Os efeitos nocivos dos jogos online.
In: Revista FAPESP, 344, 2024, p. 13-21 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I.


No período “Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada.” (terceiro parágrafo), o pronome “elas” retoma coesivamente “conexões cerebrais”, expressão empregada no período anterior.

Alternativas
Q4370266 Português
Texto CB2A1-I

        O grande número de bets que atuam no Brasil tem provocado o aumento extraordinário de apostas, o que tem despertado a preocupação com o crescimento de casos patológicos. Segundo um artigo de pesquisadores da Noruega e Reino Unido, que revisaram dados de 4,6 milhões de pessoas, os apostadores chegam a correr risco atentar contra a própria vida. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente, em consequência do grande número de plataformas online que passaram a atuar no país, a partir de 2018, quando foi sancionada a lei que permitiu a exploração comercial de apostas esportivas e jogos caça-níquel.

         Inicialmente, os manuais de diagnóstico médico enquadravam o jogo patológico na categoria dos transtornos de controle do impulso, ao lado da piromania (impulso de atear fogo), da cleptomania (impulso de furtar sem razão aparente) ou de transtorno explosivo intermitente, que causa surtos de agressividade. Com o tempo, estudos realizados em centros de diversos países, entre eles os da USP, mostraram que, no que diz respeito tanto à ativação cerebral quanto ao curso da doença, a relação problemática com o jogo se assemelhava mais às dependências químicas que aos transtornos ligados ao impulso. Em 2013, essa relação passou a ser qualificada como uma dependência induzida pelo comportamento — e não por uma substância química, como no caso do álcool — e recebeu o nome de ludopatia.

        No caso de quem desenvolve esse distúrbio, o fator que o provoca é a aposta. Empenhar um valor na expectativa de receber um retorno maior ativa as conexões cerebrais associadas à sensação de gratificação e de recompensa. Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada. Uma consequência da habituação do organismo é que o apostador passa a ter de jogar mais vezes ou empenhar valores mais elevados.

        Além da preocupação com o potencial aumento de adultos com transtorno do jogo, os especialistas em saúde mental estão apreensivos com o que pode ocorrer com as crianças e os adolescentes. Bem antes das febres das bets, sabia-se que a frequência de adolescentes que participavam de jogos de azar no Brasil era 6,9% inferior à de países nos quais o jogo era liberado. No entanto, a proporção de jovens que desenvolviam a relação problemática com o jogo era a mesma, 1,6%. Com o cérebro ainda em maturação, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis à propaganda, revelando dificuldade em tomar decisões baseadas nas consequências de longo prazo, afirmam os especialistas. E acrescentam que o que se observa, no momento, é a experimentação da sociedade com novas formas de jogos de azar, mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno.

Ricardo Zorzetto; Ana Paula Orlandi. Os efeitos nocivos dos jogos online.
In: Revista FAPESP, 344, 2024, p. 13-21 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I.


Entende-se da leitura do texto que o acesso aos jogos de azar pelas plataformas online potencializa os efeitos nefastos dessa prática. 

Alternativas
Q4370267 Português
Texto CB2A1-I

        O grande número de bets que atuam no Brasil tem provocado o aumento extraordinário de apostas, o que tem despertado a preocupação com o crescimento de casos patológicos. Segundo um artigo de pesquisadores da Noruega e Reino Unido, que revisaram dados de 4,6 milhões de pessoas, os apostadores chegam a correr risco atentar contra a própria vida. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente, em consequência do grande número de plataformas online que passaram a atuar no país, a partir de 2018, quando foi sancionada a lei que permitiu a exploração comercial de apostas esportivas e jogos caça-níquel.

         Inicialmente, os manuais de diagnóstico médico enquadravam o jogo patológico na categoria dos transtornos de controle do impulso, ao lado da piromania (impulso de atear fogo), da cleptomania (impulso de furtar sem razão aparente) ou de transtorno explosivo intermitente, que causa surtos de agressividade. Com o tempo, estudos realizados em centros de diversos países, entre eles os da USP, mostraram que, no que diz respeito tanto à ativação cerebral quanto ao curso da doença, a relação problemática com o jogo se assemelhava mais às dependências químicas que aos transtornos ligados ao impulso. Em 2013, essa relação passou a ser qualificada como uma dependência induzida pelo comportamento — e não por uma substância química, como no caso do álcool — e recebeu o nome de ludopatia.

        No caso de quem desenvolve esse distúrbio, o fator que o provoca é a aposta. Empenhar um valor na expectativa de receber um retorno maior ativa as conexões cerebrais associadas à sensação de gratificação e de recompensa. Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada. Uma consequência da habituação do organismo é que o apostador passa a ter de jogar mais vezes ou empenhar valores mais elevados.

        Além da preocupação com o potencial aumento de adultos com transtorno do jogo, os especialistas em saúde mental estão apreensivos com o que pode ocorrer com as crianças e os adolescentes. Bem antes das febres das bets, sabia-se que a frequência de adolescentes que participavam de jogos de azar no Brasil era 6,9% inferior à de países nos quais o jogo era liberado. No entanto, a proporção de jovens que desenvolviam a relação problemática com o jogo era a mesma, 1,6%. Com o cérebro ainda em maturação, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis à propaganda, revelando dificuldade em tomar decisões baseadas nas consequências de longo prazo, afirmam os especialistas. E acrescentam que o que se observa, no momento, é a experimentação da sociedade com novas formas de jogos de azar, mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno.

Ricardo Zorzetto; Ana Paula Orlandi. Os efeitos nocivos dos jogos online.
In: Revista FAPESP, 344, 2024, p. 13-21 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I.


De acordo com o texto, os especialistas em saúde mental verificaram que a ludopatia afeta crianças e adolescentes de forma diferenciada em países em que o jogo é liberado.

Alternativas
Q4370268 Português
Texto CB2A1-I

        O grande número de bets que atuam no Brasil tem provocado o aumento extraordinário de apostas, o que tem despertado a preocupação com o crescimento de casos patológicos. Segundo um artigo de pesquisadores da Noruega e Reino Unido, que revisaram dados de 4,6 milhões de pessoas, os apostadores chegam a correr risco atentar contra a própria vida. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente, em consequência do grande número de plataformas online que passaram a atuar no país, a partir de 2018, quando foi sancionada a lei que permitiu a exploração comercial de apostas esportivas e jogos caça-níquel.

         Inicialmente, os manuais de diagnóstico médico enquadravam o jogo patológico na categoria dos transtornos de controle do impulso, ao lado da piromania (impulso de atear fogo), da cleptomania (impulso de furtar sem razão aparente) ou de transtorno explosivo intermitente, que causa surtos de agressividade. Com o tempo, estudos realizados em centros de diversos países, entre eles os da USP, mostraram que, no que diz respeito tanto à ativação cerebral quanto ao curso da doença, a relação problemática com o jogo se assemelhava mais às dependências químicas que aos transtornos ligados ao impulso. Em 2013, essa relação passou a ser qualificada como uma dependência induzida pelo comportamento — e não por uma substância química, como no caso do álcool — e recebeu o nome de ludopatia.

        No caso de quem desenvolve esse distúrbio, o fator que o provoca é a aposta. Empenhar um valor na expectativa de receber um retorno maior ativa as conexões cerebrais associadas à sensação de gratificação e de recompensa. Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada. Uma consequência da habituação do organismo é que o apostador passa a ter de jogar mais vezes ou empenhar valores mais elevados.

        Além da preocupação com o potencial aumento de adultos com transtorno do jogo, os especialistas em saúde mental estão apreensivos com o que pode ocorrer com as crianças e os adolescentes. Bem antes das febres das bets, sabia-se que a frequência de adolescentes que participavam de jogos de azar no Brasil era 6,9% inferior à de países nos quais o jogo era liberado. No entanto, a proporção de jovens que desenvolviam a relação problemática com o jogo era a mesma, 1,6%. Com o cérebro ainda em maturação, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis à propaganda, revelando dificuldade em tomar decisões baseadas nas consequências de longo prazo, afirmam os especialistas. E acrescentam que o que se observa, no momento, é a experimentação da sociedade com novas formas de jogos de azar, mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno.

Ricardo Zorzetto; Ana Paula Orlandi. Os efeitos nocivos dos jogos online.
In: Revista FAPESP, 344, 2024, p. 13-21 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I.


Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados caso o trecho “mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno” (último parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: todavia ainda será necessário muitos anos para que descubramos o tamanho do problema, que, certamente, não será pequeno.

Alternativas
Q4370269 Português
Texto CB2A1-I

        O grande número de bets que atuam no Brasil tem provocado o aumento extraordinário de apostas, o que tem despertado a preocupação com o crescimento de casos patológicos. Segundo um artigo de pesquisadores da Noruega e Reino Unido, que revisaram dados de 4,6 milhões de pessoas, os apostadores chegam a correr risco atentar contra a própria vida. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente, em consequência do grande número de plataformas online que passaram a atuar no país, a partir de 2018, quando foi sancionada a lei que permitiu a exploração comercial de apostas esportivas e jogos caça-níquel.

         Inicialmente, os manuais de diagnóstico médico enquadravam o jogo patológico na categoria dos transtornos de controle do impulso, ao lado da piromania (impulso de atear fogo), da cleptomania (impulso de furtar sem razão aparente) ou de transtorno explosivo intermitente, que causa surtos de agressividade. Com o tempo, estudos realizados em centros de diversos países, entre eles os da USP, mostraram que, no que diz respeito tanto à ativação cerebral quanto ao curso da doença, a relação problemática com o jogo se assemelhava mais às dependências químicas que aos transtornos ligados ao impulso. Em 2013, essa relação passou a ser qualificada como uma dependência induzida pelo comportamento — e não por uma substância química, como no caso do álcool — e recebeu o nome de ludopatia.

        No caso de quem desenvolve esse distúrbio, o fator que o provoca é a aposta. Empenhar um valor na expectativa de receber um retorno maior ativa as conexões cerebrais associadas à sensação de gratificação e de recompensa. Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada. Uma consequência da habituação do organismo é que o apostador passa a ter de jogar mais vezes ou empenhar valores mais elevados.

        Além da preocupação com o potencial aumento de adultos com transtorno do jogo, os especialistas em saúde mental estão apreensivos com o que pode ocorrer com as crianças e os adolescentes. Bem antes das febres das bets, sabia-se que a frequência de adolescentes que participavam de jogos de azar no Brasil era 6,9% inferior à de países nos quais o jogo era liberado. No entanto, a proporção de jovens que desenvolviam a relação problemática com o jogo era a mesma, 1,6%. Com o cérebro ainda em maturação, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis à propaganda, revelando dificuldade em tomar decisões baseadas nas consequências de longo prazo, afirmam os especialistas. E acrescentam que o que se observa, no momento, é a experimentação da sociedade com novas formas de jogos de azar, mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno.

Ricardo Zorzetto; Ana Paula Orlandi. Os efeitos nocivos dos jogos online.
In: Revista FAPESP, 344, 2024, p. 13-21 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I.


De acordo com o texto, a partir de 2013, os transtornos causados pelos jogos de azar passaram a ser associados ao controle do impulso, distinguindo-se da dependência química.

Alternativas
Q4370270 Português
Texto CB2A1-I

        O grande número de bets que atuam no Brasil tem provocado o aumento extraordinário de apostas, o que tem despertado a preocupação com o crescimento de casos patológicos. Segundo um artigo de pesquisadores da Noruega e Reino Unido, que revisaram dados de 4,6 milhões de pessoas, os apostadores chegam a correr risco atentar contra a própria vida. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente, em consequência do grande número de plataformas online que passaram a atuar no país, a partir de 2018, quando foi sancionada a lei que permitiu a exploração comercial de apostas esportivas e jogos caça-níquel.

         Inicialmente, os manuais de diagnóstico médico enquadravam o jogo patológico na categoria dos transtornos de controle do impulso, ao lado da piromania (impulso de atear fogo), da cleptomania (impulso de furtar sem razão aparente) ou de transtorno explosivo intermitente, que causa surtos de agressividade. Com o tempo, estudos realizados em centros de diversos países, entre eles os da USP, mostraram que, no que diz respeito tanto à ativação cerebral quanto ao curso da doença, a relação problemática com o jogo se assemelhava mais às dependências químicas que aos transtornos ligados ao impulso. Em 2013, essa relação passou a ser qualificada como uma dependência induzida pelo comportamento — e não por uma substância química, como no caso do álcool — e recebeu o nome de ludopatia.

        No caso de quem desenvolve esse distúrbio, o fator que o provoca é a aposta. Empenhar um valor na expectativa de receber um retorno maior ativa as conexões cerebrais associadas à sensação de gratificação e de recompensa. Nas pessoas com ludopatia, porém, elas parecem não funcionar de maneira adequada. Uma consequência da habituação do organismo é que o apostador passa a ter de jogar mais vezes ou empenhar valores mais elevados.

        Além da preocupação com o potencial aumento de adultos com transtorno do jogo, os especialistas em saúde mental estão apreensivos com o que pode ocorrer com as crianças e os adolescentes. Bem antes das febres das bets, sabia-se que a frequência de adolescentes que participavam de jogos de azar no Brasil era 6,9% inferior à de países nos quais o jogo era liberado. No entanto, a proporção de jovens que desenvolviam a relação problemática com o jogo era a mesma, 1,6%. Com o cérebro ainda em maturação, os adolescentes tornam-se mais vulneráveis à propaganda, revelando dificuldade em tomar decisões baseadas nas consequências de longo prazo, afirmam os especialistas. E acrescentam que o que se observa, no momento, é a experimentação da sociedade com novas formas de jogos de azar, mas ainda serão necessários muitos anos para descobrirmos o tamanho do problema e, certamente, não será pequeno.

Ricardo Zorzetto; Ana Paula Orlandi. Os efeitos nocivos dos jogos online.
In: Revista FAPESP, 344, 2024, p. 13-21 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I.


A correção gramatical do primeiro período do texto seria mantida caso se empregasse o sinal indicativo de crase em “a preocupação”. 

Alternativas
Q4370271 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


Os vocábulos “Inúteis”, “cólera” e “cemitério” são acentuados graficamente devido à mesma regra de acentuação gráfica.

Alternativas
Q4370272 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


Entende-se da leitura do texto que as medidas do avô durante os meses de seca eram motivadas pelo temor à cólera divina.

Alternativas
Q4370273 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


No texto, os “deveres simples” (segundo parágrafo) que o avô cumpria, voltados para o tratamento do gado e a criação dos filhos, são descritos por formas verbais no infinitivo.

Alternativas
Q4370274 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


Em “Sentar-se-ia” (segundo parágrafo), a mesóclise justifica-se pelo emprego do pronome “se” com verbo flexionado no futuro do pretérito do indicativo em início de período.

Alternativas
Q4370275 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


No trecho “meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs” (segundo parágrafo), o segmento “fanhoso e lento” exerce a função sintática de adjunto adverbial de modo.

Alternativas
Q4370276 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


A menção, no texto, às redes dobradas, nos meses de seca, é uma referência à impossibilidade de vivenciar momentos de sossego.

Alternativas
Q4370277 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


O texto caracteriza-se como narrativo e, nele, o uso do pronome possessivo na expressão “meu avô” (segundo parágrafo) é indicativo de que o narrador é personagem da narrativa.

Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: C
4: E
5: E
6: E
7: E
8: E
9: E
10: C
11: C
12: E
13: C
14: C