Questões de Concurso Público UNIFAL-MG 2025 para Vestibular

Foram encontradas 70 questões

Q3928887 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
No texto precedente, Fernanda Torres relata sua experiência como atriz do elenco do filme Kuarup, dirigido por Ruy Guerra e inspirado no romance Quarup, de Antonio Callado. A partir dos argumentos que sustentam a opinião da atriz no relato apresentado, é correto afirmar que, na perspectiva de Fernanda Torres,  
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Q3928888 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Um gênero textual é uma classificação de texto baseada em suas características estruturais, funcionais e sociais. Considerando-se essa definição de gênero textual e as características do texto Kuarup, apresentado anteriormente, é correto enquadrá-lo no gênero 
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Q3928889 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Considerando-se as relações de concordância e as estratégias de coesão adotadas na construção do texto Kuarup, é correto afirmar que a palavra “Acontece” (segundo período do primeiro parágrafo) classifica-se como  
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Q3928890 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
No texto Kuarup, a palavra “circo” em “Um circo grande como aquele” (segundo período do terceiro parágrafo), evidencia o emprego  
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Q3928891 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Assinale a opção em que, no trecho destacado do texto Kuarup, o emprego de vírgula(s) se justifica por separar elementos de função adverbial, tal como no trecho “Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses” (segundo período do terceiro parágrafo). 
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Q3928892 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Assinale a opção em que o termo (ou expressão) destacado do texto Kuarup é empregado como elemento coesivo de referência ao filme Kuarup, mencionado no início do primeiro parágrafo.
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Q3928893 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Considerando-se os aspectos estéticos peculiares da arte literária, é correto afirmar que o texto I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias, é literário porque
Alternativas
Q3928894 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Com base na temática e na estrutura literária do texto I-Juca Pirama, é correto afirmar que ele é representativo do movimento literário denominado
Alternativas
Q3928895 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere à relação entre literatura, identidade e sociedade, infere-se da leitura do fragmento de I-Juca Pirama que esse texto  
Alternativas
Q3928896 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere ao gênero literário, o texto I-Juca Pirama caracteriza-se como  
Alternativas
Q3928897 Inglês
Text 1A15


    Last year, I had a strange dream. My father and I were walking through a canal with difficulty as thousands of fish were released around us. In the dream, I knew that the fish thought they were drowning, as if they had to face death before becoming adults. The next day, my father told me that when I was three, he had taken me to see fish being put into a pond. I could not remember it, but the vision had stayed in my mind. Memories, like images, can return years later in unexpected ways.

    Today, it is common to see old images suddenly appear online. We spend hours looking at photos that record our daily lives in ways never seen before. For young people under twenty-five, who have grown up with social media, childhood is no longer private or mysterious. According to Kate Eichhorn, a media historian at the New School, this constant exposure is sure to affect how identity develops, although we are not yet sure exactly how.

    Eichhorn explains that there are two sides. On the positive side, children and teenagers have more control than before. In the past, adults were the ones who decided how childhood should be remembered, using books, photo albums, or home videos. Today, young people can create and share their own images without depending on adults. This gives them the power to tell their own stories and decide what to remember about their lives.

    On the negative side, social media can make it difficult to leave the past behind. We are not the only ones posting—our friends and families also share moments of our lives, often without asking us. This makes it hard to forget mistakes or change identities. Eichhorn warns that the danger now is not that childhood disappears, but that it might never end, because the past is always visible online.

    It would, indeed, be surprising if we could see painful memories as finished and gone. But most difficult experiences are not captured on screens. Social media shows only part of life, often the happy or triumphant side, and leaves out the tears and struggles. What remains online is rarely the full truth, but fragments that stay with us, shaping how we remember ourselves.


Nausicaa Renner. How Social Media Shapes Our Identity.
Internet:<www.newyorker.com>  (adapted).  
In text 1A15, the author mentions that childhood is no longer private or mysterious for those who grew up with social media. The main idea behind this statement is that  
Alternativas
Q3928898 Inglês
Text 1A15


    Last year, I had a strange dream. My father and I were walking through a canal with difficulty as thousands of fish were released around us. In the dream, I knew that the fish thought they were drowning, as if they had to face death before becoming adults. The next day, my father told me that when I was three, he had taken me to see fish being put into a pond. I could not remember it, but the vision had stayed in my mind. Memories, like images, can return years later in unexpected ways.

    Today, it is common to see old images suddenly appear online. We spend hours looking at photos that record our daily lives in ways never seen before. For young people under twenty-five, who have grown up with social media, childhood is no longer private or mysterious. According to Kate Eichhorn, a media historian at the New School, this constant exposure is sure to affect how identity develops, although we are not yet sure exactly how.

    Eichhorn explains that there are two sides. On the positive side, children and teenagers have more control than before. In the past, adults were the ones who decided how childhood should be remembered, using books, photo albums, or home videos. Today, young people can create and share their own images without depending on adults. This gives them the power to tell their own stories and decide what to remember about their lives.

    On the negative side, social media can make it difficult to leave the past behind. We are not the only ones posting—our friends and families also share moments of our lives, often without asking us. This makes it hard to forget mistakes or change identities. Eichhorn warns that the danger now is not that childhood disappears, but that it might never end, because the past is always visible online.

    It would, indeed, be surprising if we could see painful memories as finished and gone. But most difficult experiences are not captured on screens. Social media shows only part of life, often the happy or triumphant side, and leaves out the tears and struggles. What remains online is rarely the full truth, but fragments that stay with us, shaping how we remember ourselves.


Nausicaa Renner. How Social Media Shapes Our Identity.
Internet:<www.newyorker.com>  (adapted).  
According to the ideas of Kate Eichhorn, media historian mentioned in text 1A15, one of the positive effects of the use of social media by young people is that they  
Alternativas
Q3928899 Inglês
Text 1A15


    Last year, I had a strange dream. My father and I were walking through a canal with difficulty as thousands of fish were released around us. In the dream, I knew that the fish thought they were drowning, as if they had to face death before becoming adults. The next day, my father told me that when I was three, he had taken me to see fish being put into a pond. I could not remember it, but the vision had stayed in my mind. Memories, like images, can return years later in unexpected ways.

    Today, it is common to see old images suddenly appear online. We spend hours looking at photos that record our daily lives in ways never seen before. For young people under twenty-five, who have grown up with social media, childhood is no longer private or mysterious. According to Kate Eichhorn, a media historian at the New School, this constant exposure is sure to affect how identity develops, although we are not yet sure exactly how.

    Eichhorn explains that there are two sides. On the positive side, children and teenagers have more control than before. In the past, adults were the ones who decided how childhood should be remembered, using books, photo albums, or home videos. Today, young people can create and share their own images without depending on adults. This gives them the power to tell their own stories and decide what to remember about their lives.

    On the negative side, social media can make it difficult to leave the past behind. We are not the only ones posting—our friends and families also share moments of our lives, often without asking us. This makes it hard to forget mistakes or change identities. Eichhorn warns that the danger now is not that childhood disappears, but that it might never end, because the past is always visible online.

    It would, indeed, be surprising if we could see painful memories as finished and gone. But most difficult experiences are not captured on screens. Social media shows only part of life, often the happy or triumphant side, and leaves out the tears and struggles. What remains online is rarely the full truth, but fragments that stay with us, shaping how we remember ourselves.


Nausicaa Renner. How Social Media Shapes Our Identity.
Internet:<www.newyorker.com>  (adapted).  
In the third paragraph of text 1A15, the pronoun “them”, in “This gives them the power to tell their own stories and decide what to remember about their lives” (last sentence), refers to 
Alternativas
Q3928900 Inglês
Text 1A15


    Last year, I had a strange dream. My father and I were walking through a canal with difficulty as thousands of fish were released around us. In the dream, I knew that the fish thought they were drowning, as if they had to face death before becoming adults. The next day, my father told me that when I was three, he had taken me to see fish being put into a pond. I could not remember it, but the vision had stayed in my mind. Memories, like images, can return years later in unexpected ways.

    Today, it is common to see old images suddenly appear online. We spend hours looking at photos that record our daily lives in ways never seen before. For young people under twenty-five, who have grown up with social media, childhood is no longer private or mysterious. According to Kate Eichhorn, a media historian at the New School, this constant exposure is sure to affect how identity develops, although we are not yet sure exactly how.

    Eichhorn explains that there are two sides. On the positive side, children and teenagers have more control than before. In the past, adults were the ones who decided how childhood should be remembered, using books, photo albums, or home videos. Today, young people can create and share their own images without depending on adults. This gives them the power to tell their own stories and decide what to remember about their lives.

    On the negative side, social media can make it difficult to leave the past behind. We are not the only ones posting—our friends and families also share moments of our lives, often without asking us. This makes it hard to forget mistakes or change identities. Eichhorn warns that the danger now is not that childhood disappears, but that it might never end, because the past is always visible online.

    It would, indeed, be surprising if we could see painful memories as finished and gone. But most difficult experiences are not captured on screens. Social media shows only part of life, often the happy or triumphant side, and leaves out the tears and struggles. What remains online is rarely the full truth, but fragments that stay with us, shaping how we remember ourselves.


Nausicaa Renner. How Social Media Shapes Our Identity.
Internet:<www.newyorker.com>  (adapted).  
It is correct to conclude from text 1A15 that what makes it difficult for young people to “leave the past behind” (fourth paragraph) is 
Alternativas
Q3928901 Inglês
Text 1A15


    Last year, I had a strange dream. My father and I were walking through a canal with difficulty as thousands of fish were released around us. In the dream, I knew that the fish thought they were drowning, as if they had to face death before becoming adults. The next day, my father told me that when I was three, he had taken me to see fish being put into a pond. I could not remember it, but the vision had stayed in my mind. Memories, like images, can return years later in unexpected ways.

    Today, it is common to see old images suddenly appear online. We spend hours looking at photos that record our daily lives in ways never seen before. For young people under twenty-five, who have grown up with social media, childhood is no longer private or mysterious. According to Kate Eichhorn, a media historian at the New School, this constant exposure is sure to affect how identity develops, although we are not yet sure exactly how.

    Eichhorn explains that there are two sides. On the positive side, children and teenagers have more control than before. In the past, adults were the ones who decided how childhood should be remembered, using books, photo albums, or home videos. Today, young people can create and share their own images without depending on adults. This gives them the power to tell their own stories and decide what to remember about their lives.

    On the negative side, social media can make it difficult to leave the past behind. We are not the only ones posting—our friends and families also share moments of our lives, often without asking us. This makes it hard to forget mistakes or change identities. Eichhorn warns that the danger now is not that childhood disappears, but that it might never end, because the past is always visible online.

    It would, indeed, be surprising if we could see painful memories as finished and gone. But most difficult experiences are not captured on screens. Social media shows only part of life, often the happy or triumphant side, and leaves out the tears and struggles. What remains online is rarely the full truth, but fragments that stay with us, shaping how we remember ourselves.


Nausicaa Renner. How Social Media Shapes Our Identity.
Internet:<www.newyorker.com>  (adapted).  
Choose the option in which the fragment “this constant exposure is sure to affect how identity develops” (last sentence of the second paragraph of text 1A15) is adequately translated into Portuguese.  
Alternativas
Q3928902 Artes Visuais
Acerca das manifestações artísticas ao longo da história, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3928903 Artes Visuais
Assinale a opção correta a respeito da arte moderna e da arte contemporânea.  
Alternativas
Q3928904 Artes Visuais
A cultura visual digital é aquela que produz arte  
Alternativas
Q3928905 Sociologia
Por meio da arte, é possível conhecer as diversas manifestações culturais. Considerando a relação entre arte, identidade e diversidade cultural, assinale a opção correta. 
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Q3928906 Artes Visuais
Imagem associada para resolução da questão


A obra Bastidores, da artista Rosana Paulino, é composta por um conjunto de seis fotografias de mulheres negras, reproduzidas sobre tecido e presas em arcos de madeira em formato redondo, algo típico das obras renascentistas. Nessa obra, a artista 
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Respostas
1: A
2: D
3: A
4: B
5: B
6: E
7: B
8: D
9: E
10: E
11: D
12: C
13: A
14: B
15: C
16: B
17: C
18: A
19: C
20: A