Questões de Concurso Público Polícia Federal 2025 para Perito Criminal Federal - Área 21: Antropologia Forense
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Para a verificação da maioridade penal, pode-se fazer uso do método de Cameriere, que, baseado na análise radiográfica do fechamento radicular dos terceiros molares, consiste na verificação do índice de maturação do terceiro molar inferior esquerdo.
No cadáver encontrado ao ar livre, observa-se, mais frequentemente, a seguinte sequência de decomposição: primeiramente se decompõem a pele e órgãos internos; em seguida, os ligamentos e tendões e articulações mais frágeis, como a temporomandibular e cintura pélvica; a seguir, as articulações mais fortes como as das mãos, dos pés e das articulações vertebrais; e, por fim, a óssea.
Segundo entendimento já consolidado na literatura científica a respeito da decomposição de cadáveres carbonizados, o calor, ao eliminar grande parte das bactérias, diminui a velocidade de decomposição e gera uma sobreestimativa do intervalo post-mortem.
Na diogênese do osso, existem dois mecanismos predominantes que podem ocorrer de forma isolada ou simultânea: a ação bacteriana e a ação química.
A tortura pode ser identificada pela evidência de múltiplas fraturas em diferentes fases de evolução, situação equivalente à encontrada na síndrome da criança sacudida.
As lesões peri mortem ocorrem no osso biomecanicamente fresco e sempre estão relacionadas à causa da morte.
A regra de Puppe auxilia a verificação da sequência de golpes ao analisar os traços de fratura que se interrompem em fraturas preexistentes.
O biselamento é o melhor indicativo para a determinação da direção do projétil.
Objetos desvinculados dos corpos devem ser vinculados ao corpo mais próximo ainda na cena, para que não seja perdida a referência do local onde foi encontrado.
Em tragédias de massa, a equipe de perícia deve iniciar seu trabalho antes do início dos trabalhos da equipe de resgate.
Os métodos primários, realizados apenas pela equipe de antropologia forense, são utilizados para identificar, de forma inequívoca, vítimas de tragédia de massa.
A classificação do tipo de desastre é fundamental para avaliar se existe número fixo, identificável e confiável de vítimas.
A antropologia forense é frequentemente utilizada na exumação de fossas comuns e na identificação de vítimas de regimes autoritários.
Todos os centros de perícias e institutos médico-legais brasileiros dispõem de laboratórios dedicados a análises em antropologia forense, o que possibilita que as instituições estatais atuem em contextos de violações aos direitos humanos.
A antropologia forense deve atuar com base na verdade, na justiça e na reparação, o que exige sensibilidade ética e compromisso com as vítimas.
Para preservar a neutralidade das nações, a Convenção de Genebra proíbe a identificação de mortos em conflitos armados.
A atuação em contextos de direitos humanos exige padronização metodológica, considerando a natureza excepcional dos casos.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha atua de forma neutra, imparcial e independente em zonas de conflito armado, não sendo órgão subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU).
O Protocolo de Istambul fornece diretrizes para documentar sinais físicos e psicológicos de tortura, com base em avaliações médicas e periciais.
O Protocolo de Minnesota recomenda a dispensa de exame antropológico quando o contexto da morte for de conhecimento público, visando assegurar o respeito à sensibilidade social e à dignidade das vítimas.