Questões de Concurso Público EMBRAPA 2025 para Pesquisador – Área: Ciências Agrárias – Subárea: Entomologia Agrícola
Foram encontradas 41 questões
A maioria dos insetos terrestres não pode controlar sua temperatura corporal, sendo, portanto, muito dependentes das condições ambientais, particularmente da luz, que influencia na ecologia de insetos, uma vez que estes usam e respondem à luz para várias atividades, tais como: ritmo biológico, relógios circadianos, fotoperiodismo, percepção visual e orientação espacial.
O uso de atrativos à base de alimentos associados a armadilhas são frequentemente utilizados em levantamentos populacionais de moscas-das-frutas, sendo um componente importante nos programas de detecção dessas pragas.
Sob condições de clima temperado, a ocorrência de temperaturas mais elevadas durante o inverno e na primavera afetam a hibernação das pupas e levam à diminuição da sobrevivência de insetos-praga, bem como encurtam a estação de crescimento.
O manejo integrado de pragas fundamenta-se, entre outros, nos níveis de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas, e na biologia e ecologia da cultura e das pragas dessas culturas.
Os fragmentos florestais nativos devem ser evitados próximos às áreas de cultivo, pois contribuem para a manutenção da população de diversas pragas agrícolas.
Rotação de culturas é uma medida preventiva de controle de insetos-praga, uma vez que cria barreiras químicas que dificultam a localização, a reprodução e(ou) a colonização da cultura hospedeira.
Para que a avaliação da infestação de insetos represente adequadamente a densidade populacional na lavoura, deve-se atentar às estruturas da planta que sofreram injúrias decorrentes do ataque desses insetos.
Na implantação do manejo integrado de pragas (MIP), é necessário seguir as seguintes etapas: avaliação do agroecossistema; tomada de decisão; e seleção dos métodos de controle a serem adotados.
No estabelecimento dos níveis populacionais dos insetos, o nível de controle corresponde à densidade populacional média em um curto período de tempo, sem que medidas de controle sejam necessárias.
As plantas transgênicas, que expressam toxinas da bactéria B. thuringiensis (Bt), apresentam o mecanismo de resistência denominado de não preferência, e são menos utilizadas pelo inseto do que outra planta em igualdade de condições, seja para alimentação, oviposição ou abrigo.
Os genes inibidores de protease (IPs), utilizados no desenvolvimento de plantas resistentes ao ataque de insetos-praga, bloqueiam a ação das proteases intestinais e ocasionam a morte dos indivíduos por deficiência nutricional de proteínas.
No manejo da resistência dos insetos aos inseticidas, busca-se preservar a presença de genes suscetíveis dentro de uma população e reduzir a pressão de seleção para resistência, mantendo-se um nível adequado de proteção da cultura.
A destoxificação enzimática é um mecanismo em que o inseto resistente metaboliza o inseticida em uma taxa rápida, o nível da resistência é alto, e sua ocorrência independe do produto.
Redução da penetração é o mecanismo que modifica o sítio ligante do agrotóxico e diminui a efetividade do agrotóxico.
Abandonar a área onde ocorreu a pulverização de inseticidas, ou parar de se alimentar nesse local, caracteriza o mecanismo de resistência comportamental de insetos.
Em relação aos métodos de controle de inseto-praga, julgue o próximo item.
Além do monitoramento e da coleta em massa, os feromônios de insetos são utilizados para diminuir ou impedir que localizem o seu respectivo parceiro e, dessa forma, reduzir o acasalamento desses insetos.
Por ser incompatível com outros métodos de controle de insetos-praga, o uso do controle por resistência de plantas é inviável em programas de manejo integrado de pragas (MIP).
Serviço quarentenário, tratamentos quarentenários e medidas obrigatórias de controle, como o vazio sanitário, constituem métodos legislativos de controle de insetos pragas.
Entre as pragas das solanáceas, destacam-se os tripes, cujo ataque direto impede o desenvolvimento dos frutos, e cuja picada facilita a entrada de agentes patogênicos, especialmente vírus.
A destruição dos restos culturais é uma medida pouco eficaz no controle do bicudo-do-algodeiro, uma vez que a presença de poucas plantas de algodão na entressafra não altera a população desse inseto.