Questões de Concurso Público EMBRAPA 2025 para Pesquisador – Área: Ciências Agrárias – Subárea: Entomologia Agrícola
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É incomum a utilização de fitoseídeos para o controle do ácaro-rajado e da mosca-branca em vários países, incluído o Brasil.
Em se tratando de doenças controláveis com fungicidas protetores ou outros métodos de controle, é admitida a substituição desses métodos por fungicidas suscetíveis a problemas de resistência, desde que estes sejam usados com cautela. 59 Fitopatol
Fitopatologia é a ciência em que se estudam as doenças de plantas, seus fatores causadores, seus mecanismos de produção, métodos de prevenção e controle e as interações patógeno-planta.
O princípio da exclusão envolve medidas de controle — como escolha de área, época de plantio e profundidade de semeadura — para prevenir a transmissão de doenças a partir do plantio em locais e períodos em que o inóculo é ineficiente ou ausente.
Acerca da apicultura, julgue o item subsecutivo.
As abelhas, no processo evolutivo, surgiram como consequência do aparecimento das flores.
A polinização realizada pelas abelhas Apis mellifera aumenta a quantidade de grãos na cultura de café.
O uso do nucleopoliedrovírus de Anticarsia gemmatalis (AgNPV) no controle da lagarta da soja (A. gemmatalis) é vantajoso em relação ao uso de inseticidas tradicionais, pelo custo inferior, pela facilidade de difusão dessa tecnologia no campo e pela boa capacidade de recuperação da cultura da soja à desfolha, embora o vírus não possa ser produzido no campo.
Normalmente, o nível de controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) é o mesmo para a cultura do milho ou do sorgo, independentemente se estão em monocultivo ou em consórcio com pastagens.
Somente após 20 dias da ocorrência da oviposição da lagarta-do-cartucho, as lagartas estarão entre o terceiro e o quarto instar, sendo que este ponto não deve ser ultrapassado para se efetuar o controle, o que significaria prejuízos com danos irreversíveis.
No controle da Spodoptera frugiperda, a coleta de uma média de seis mariposas por armadilha com feromônio indica momento da tomada da decisão de utilização de controle com inseticida químico, sendo essa tomada de decisão fundamentada em informações biológicas e tecnológicas utilizadas no cultivo de milho e sorgo.
O uso do controle biológico da lagarta-do-cartucho, respeitando-se sete dias de carência após a aplicação de inseticidas químicos, para se evitar a mortalidade das vespinhas, tem apresentado bons resultados, desde que haja um monitoramento eficaz que detecte a praga ainda na fase de ovo.
A broca da cana-de-açúcar, Diatraea saccharalis, é um lepidóptero que, na sua fase larval, causa danos diretos e indiretos à cana-de-açúcar. Entre os principais inimigos naturais dessa praga, encontram-se os parasitoides, moscas nativas Paratheresia claripalpis e Lydella minense, e a vespinha introduzida Cotesia flavipes.
O uso do silício tem reduzido a incidência de pragas, pela deposição de sílica na parede das células e pela associação da sílica com constituintes da parede celular, tornando-a menos acessível às enzimas de degradação, possibilitando resistência mecânica aos insetos e fungos.
Em extensas plantações de soja, nas regiões sul e central do Brasil, o nucleopoliedrovírus de Anticarsia gemmatalis (AgNPV) tem-se mostrado eficiente e seguro no controle da praga, com mortalidade das larvas acima de 80% e o desfolhamento da soja abaixo do limiar de dano econômico.
Foi demonstrado que populações de insetos, após quinze gerações submetidas à pressão de seleção do vírus AgNPV (vírus de poliedrose nuclear de Anticarsia gemmatalis) em laboratório, foram capazes de desenvolver resistência cerca de dez vezes superior àquela de insetos suscetíveis, assim como foi detectada resistência muito superior em populações naturais de insetos de regiões submetidas a várias aplicações do vírus, quando comparada com populações de insetos de regiões onde nunca ocorreu aplicação do vírus.
O uso inadequado de inseticidas prejudica a eficiência da vespinha Trissolcus basalis, que ocorre naturalmente nas lavouras de soja. No intuito de preservar, aumentar e antecipar a ocorrência da vespinha, recomenda-se que o parasitoide seja liberado nas folhagens das plantas de soja nas primeiras semeaduras, com a soja no final do florescimento, quando os percevejos começam a invadir a cultura e iniciam a oviposição.
O uso do fungo Metarhizium anisopliae, aplicado em área total, na forma inundativa, na quantidade de aproximadamente 1 kg do produto comercial por hectare, na forma de pó molhável, com cerca de 50% de fungo e 50% de inertes (arroz moído), controla cigarrinhas da cana-de-açúcar e das pastagens.
Resultados de pesquisas demonstram que o controle biológico da broca da cana-de-açúcar, Diatraea saccharalis, por meio de liberações inoculativas de Cotesia flavipes continua sendo altamente exitoso, com real contribuição na redução da intensidade de infestação da praga, a qual era inicialmente de 10% e foi reduzida para 2%, um nível considerado ótimo.
Espécies de parasitoides do gênero Trichogramma, entre elas o Trichogramma pretiosum, vêm sendo utilizadas para o controle da traça-do-tomateiro (Tuta absoluta). As liberações de T. pretiosum para o controle biológico da traça devem ser realizadas duas vezes por mês, utilizando-se em cada liberação 45 polegadas quadradas de T. pretiosum por hectare.
A análise faunística normalmente é baseada nos insetos coletados por meio dos diferentes tipos de armadilhas em uma dada região, sendo normalmente realizada através do uso de índices faunísticos, tais como riqueza, frequência, constância e dominância de espécies.