Questões de Concurso Público MCTI 2008 para Analista em C&T Pleno 1-I - Psicologia
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1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
Infere-se do texto que os filósofos exerciam o ofício dos deuses ao apresentarem seus tratados, doutrinas e experimentos à sociedade.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
Tanto na linha 4 quanto na 18, a substituição do ponto-evírgula por dois-pontos manteria a correção gramatical e o sentido original dos respectivos períodos.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
No trecho “não tinha tempo nem maneira de rir” (l.4-5), o narrador se refere à maneira inóspita dos egípcios.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
Nos trechos “que desde muito tinham notícias dos nossos dois amigos” (l.5-6) e “que a filosofia bastava ao filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente” (l.10-11), os elementos gramaticais grifados exercem a mesma função sintática.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
No trecho “fizeram-lhes um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos, discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes, papiros, crocodilos, zebras, púrpuras” (l.6-9), os pronomes grifados referem-se a “dois amigos” (l.6).
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
No trecho “Tão nobre resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos principais e à mesma plebe” (l.11-13), a substituição de “como” por quanto mantém a correção gramatical do texto.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
Em “à mesma plebe” (l.13), o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
O trecho “Temos coisa melhor do que esses tratados” (l.16) admite, sem prejuízo para a correção gramatical e o sentido original do texto, a seguinte reescrita: Temos coisa melhor que esses tratados.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
No trecho “Não é esse o ofício dos deuses?” (l.21), o pronome demonstrativo refere-se ao objeto da doutrina de Stroibus.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
No trecho “deixa-me experimentar primeiro” (l.26), o pronome exerce a função de complemento das formas verbais “deixa” e “experimentar”.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
No trecho “divulgá-la-ei como a maior riqueza” (l.27-28), a colocação do pronome antes da forma verbal ou depois dela são opções que manteriam a correção gramatical do trecho.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
No trecho “que a verdade recente viesse aposentar as que eles mesmos possuíam” (l.31-32), o termo “as” exerce a função sintática de complemento direto da forma verbal “possuíam”.
1 Os garotos alexandrinos não trataram os dois sábios
com o escárnio dos garotos cipriotas. A terra era grave como
a íbis pousada numa só pata, pensativa como a esfinge,
4 circunspecta como as múmias, dura como as pirâmides; não
tinha tempo nem maneira de rir. Cidade e corte, que desde
muito tinham notícias dos nossos dois amigos, fizeram-lhes
7 um recebimento régio, mostraram conhecer seus escritos,
discutiram as suas idéias, mandaram-lhes muitos presentes,
papiros, crocodilos, zebras, púrpuras. Eles, porém, recusaram
10 tudo, com simplicidade, dizendo que a filosofia bastava ao
filósofo, e que o supérfluo era um dissolvente. Tão nobre
resposta encheu de admiração tanto aos sábios como aos
13 principais e à mesma plebe. E aliás, diziam os mais sagazes,
que outra coisa se podia esperar de dois homens tão
sublimes, que em seus magníficos tratados...
16 — Temos coisa melhor do que esses tratados,
interrompia Stroibus. Trago uma doutrina, que, em pouco,
vai dominar o universo; cuido nada menos que em
19 reconstituir os homens e os Estados, distribuindo os talentos
e as virtudes.
— Não é esse o ofício dos deuses? Objetava um.
22 — Eu violei o segredo dos deuses, acudia Stroibus.
O homem é a sintaxe da natureza, eu descobri as leis da
gramática divina...
25 — Explica-te.
— Mais tarde; deixa-me experimentar primeiro.
Quando a minha doutrina estiver completa, divulgá-la-ei
28 como a maior riqueza que os homens jamais poderão receber
de um homem.
Imaginem a expectação pública e a curiosidade dos
31 outros filósofos, embora incrédulos de que a verdade recente
viesse aposentar as que eles mesmos possuíam. Entretanto,
esperavam todos. Os dois hóspedes eram apontados na rua
34 até pelas crianças. Um filho meditava trocar a avareza do pai,
um pai a prodigalidade do filho, uma dama a frieza de um
varão, um varão os desvarios de uma dama, porque o Egito,
37 desde os Faraós até aos Lágides, era a terra de Putifar, da
mulher de Putifar, da capa de José, e do resto. Stroibus
tornou-se a esperança da cidade e do mundo.
Machado de Assis. Conto Alexandrino. In: John Gledson. 50 Contos
de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 193.
Com relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens de 1 a 13.
No trecho “Stroibus tornou-se a esperança da cidade e do mundo” (l.38-39), o verbo foi empregado em sua forma pronominal, cujo significado é converter-se, transformar-se, fazer-se.
1 As condições do ambiente são determinantes para a
história genética dos indivíduos, mesmo quando ainda estão
dentro do útero materno. Mais uma prova disso vem de um
4 estudo feito com o material genético de pessoas que
nasceram na Holanda, no fim da Segunda Guerra Mundial,
quando o país passava por um embargo de comida imposto
7 pelos alemães entre dezembro de 1944 e junho de 1945.
Cientistas dos EUA e da Holanda avaliaram o DNA
de 122 pessoas. Metade do grupo estava no início da fase
10 uterina quando o embargo começou (as crianças nasceram
durante o embargo ou logo depois). Os dados delas foram
comparados com os de seus irmãos, que não foram gerados
13 nem nasceram no período de racionamento.
O resultado obtido no estudo, publicado na revista
PNAS, mostra que a falta de comida, nos primeiros meses de
16 gestação, altera o material genético dos filhos. Nenhum
deles, porém, nasceu abaixo do peso ou com algum problema
evidente de saúde.
19 As análises mostraram que o gene IGF2 (fator de
crescimento semelhante à insulina 2) dos holandeses que
tiveram, nos anos 40, suas mães expostas à privação de
22 alimentos passou por um processo chamado pelos cientistas
de alteração epigenética, que é diferente de uma mutação
tradicional. O gene IGF2 dos fetos sofreu a perda de radicais
25 de metila (CH3). A metilação é importante porque ajuda a
silenciar genes que podem ser indesejáveis. No caso do
IGF2, quando ele deixa de ser silenciado, o potente fator de
28 crescimento que ele sintetiza pode ficar mais disponível no
organismo. A conseqüência imediata desse processo é que o
produto do IGF2 pode servir de combustível para o
31 desenvolvimento de tumores no futuro.
O pesquisador Lambert Lumey, principal autor do
estudo, afirmou que o resultado dessa pesquisa “é a prova,
34 mais uma vez, de que o ambiente tem um poder muito grande
sobre os nossos genes”.
Folha de S.Paulo, 28'10'2008, A-16 (com adaptações).
Quanto às idéias e aos aspectos lingüístico-gramaticais do texto, julgue os itens a seguir.
Depreende-se do texto que o ser humano, devido a efeitos de variáveis do ambiente no qual foi gerado, ainda que não aparentes, pode ter sido modificado geneticamente.
1 As condições do ambiente são determinantes para a
história genética dos indivíduos, mesmo quando ainda estão
dentro do útero materno. Mais uma prova disso vem de um
4 estudo feito com o material genético de pessoas que
nasceram na Holanda, no fim da Segunda Guerra Mundial,
quando o país passava por um embargo de comida imposto
7 pelos alemães entre dezembro de 1944 e junho de 1945.
Cientistas dos EUA e da Holanda avaliaram o DNA
de 122 pessoas. Metade do grupo estava no início da fase
10 uterina quando o embargo começou (as crianças nasceram
durante o embargo ou logo depois). Os dados delas foram
comparados com os de seus irmãos, que não foram gerados
13 nem nasceram no período de racionamento.
O resultado obtido no estudo, publicado na revista
PNAS, mostra que a falta de comida, nos primeiros meses de
16 gestação, altera o material genético dos filhos. Nenhum
deles, porém, nasceu abaixo do peso ou com algum problema
evidente de saúde.
19 As análises mostraram que o gene IGF2 (fator de
crescimento semelhante à insulina 2) dos holandeses que
tiveram, nos anos 40, suas mães expostas à privação de
22 alimentos passou por um processo chamado pelos cientistas
de alteração epigenética, que é diferente de uma mutação
tradicional. O gene IGF2 dos fetos sofreu a perda de radicais
25 de metila (CH3). A metilação é importante porque ajuda a
silenciar genes que podem ser indesejáveis. No caso do
IGF2, quando ele deixa de ser silenciado, o potente fator de
28 crescimento que ele sintetiza pode ficar mais disponível no
organismo. A conseqüência imediata desse processo é que o
produto do IGF2 pode servir de combustível para o
31 desenvolvimento de tumores no futuro.
O pesquisador Lambert Lumey, principal autor do
estudo, afirmou que o resultado dessa pesquisa “é a prova,
34 mais uma vez, de que o ambiente tem um poder muito grande
sobre os nossos genes”.
Folha de S.Paulo, 28'10'2008, A-16 (com adaptações).
Quanto às idéias e aos aspectos lingüístico-gramaticais do texto, julgue os itens a seguir.
No texto, predomina o relato do autor, do ponto de vista de cientistas norte-americanos e holandeses, acerca de um acontecimento do fim da Segunda Guerra Mundial, em que os fatos se encadeiam de maneira conseqüente e lógica, em tempo e ambiente circunscritos.
1 As condições do ambiente são determinantes para a
história genética dos indivíduos, mesmo quando ainda estão
dentro do útero materno. Mais uma prova disso vem de um
4 estudo feito com o material genético de pessoas que
nasceram na Holanda, no fim da Segunda Guerra Mundial,
quando o país passava por um embargo de comida imposto
7 pelos alemães entre dezembro de 1944 e junho de 1945.
Cientistas dos EUA e da Holanda avaliaram o DNA
de 122 pessoas. Metade do grupo estava no início da fase
10 uterina quando o embargo começou (as crianças nasceram
durante o embargo ou logo depois). Os dados delas foram
comparados com os de seus irmãos, que não foram gerados
13 nem nasceram no período de racionamento.
O resultado obtido no estudo, publicado na revista
PNAS, mostra que a falta de comida, nos primeiros meses de
16 gestação, altera o material genético dos filhos. Nenhum
deles, porém, nasceu abaixo do peso ou com algum problema
evidente de saúde.
19 As análises mostraram que o gene IGF2 (fator de
crescimento semelhante à insulina 2) dos holandeses que
tiveram, nos anos 40, suas mães expostas à privação de
22 alimentos passou por um processo chamado pelos cientistas
de alteração epigenética, que é diferente de uma mutação
tradicional. O gene IGF2 dos fetos sofreu a perda de radicais
25 de metila (CH3). A metilação é importante porque ajuda a
silenciar genes que podem ser indesejáveis. No caso do
IGF2, quando ele deixa de ser silenciado, o potente fator de
28 crescimento que ele sintetiza pode ficar mais disponível no
organismo. A conseqüência imediata desse processo é que o
produto do IGF2 pode servir de combustível para o
31 desenvolvimento de tumores no futuro.
O pesquisador Lambert Lumey, principal autor do
estudo, afirmou que o resultado dessa pesquisa “é a prova,
34 mais uma vez, de que o ambiente tem um poder muito grande
sobre os nossos genes”.
Folha de S.Paulo, 28'10'2008, A-16 (com adaptações).
Quanto às idéias e aos aspectos lingüístico-gramaticais do texto, julgue os itens a seguir.
No trecho “Nenhum deles, porém, nasceu abaixo do peso ou com algum problema evidente de saúde” (l.16-18), a conjunção adversativa pode, sem prejuízo para o sentido original do texto, ser substituída por contudo, todavia ou no entanto.
1 As condições do ambiente são determinantes para a
história genética dos indivíduos, mesmo quando ainda estão
dentro do útero materno. Mais uma prova disso vem de um
4 estudo feito com o material genético de pessoas que
nasceram na Holanda, no fim da Segunda Guerra Mundial,
quando o país passava por um embargo de comida imposto
7 pelos alemães entre dezembro de 1944 e junho de 1945.
Cientistas dos EUA e da Holanda avaliaram o DNA
de 122 pessoas. Metade do grupo estava no início da fase
10 uterina quando o embargo começou (as crianças nasceram
durante o embargo ou logo depois). Os dados delas foram
comparados com os de seus irmãos, que não foram gerados
13 nem nasceram no período de racionamento.
O resultado obtido no estudo, publicado na revista
PNAS, mostra que a falta de comida, nos primeiros meses de
16 gestação, altera o material genético dos filhos. Nenhum
deles, porém, nasceu abaixo do peso ou com algum problema
evidente de saúde.
19 As análises mostraram que o gene IGF2 (fator de
crescimento semelhante à insulina 2) dos holandeses que
tiveram, nos anos 40, suas mães expostas à privação de
22 alimentos passou por um processo chamado pelos cientistas
de alteração epigenética, que é diferente de uma mutação
tradicional. O gene IGF2 dos fetos sofreu a perda de radicais
25 de metila (CH3). A metilação é importante porque ajuda a
silenciar genes que podem ser indesejáveis. No caso do
IGF2, quando ele deixa de ser silenciado, o potente fator de
28 crescimento que ele sintetiza pode ficar mais disponível no
organismo. A conseqüência imediata desse processo é que o
produto do IGF2 pode servir de combustível para o
31 desenvolvimento de tumores no futuro.
O pesquisador Lambert Lumey, principal autor do
estudo, afirmou que o resultado dessa pesquisa “é a prova,
34 mais uma vez, de que o ambiente tem um poder muito grande
sobre os nossos genes”.
Folha de S.Paulo, 28'10'2008, A-16 (com adaptações).
Quanto às idéias e aos aspectos lingüístico-gramaticais do texto, julgue os itens a seguir.
A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso se substituísse a oração “que podem ser indesejáveis” (l.26) pela seguinte: o que pode ser indesejável.
1 As condições do ambiente são determinantes para a
história genética dos indivíduos, mesmo quando ainda estão
dentro do útero materno. Mais uma prova disso vem de um
4 estudo feito com o material genético de pessoas que
nasceram na Holanda, no fim da Segunda Guerra Mundial,
quando o país passava por um embargo de comida imposto
7 pelos alemães entre dezembro de 1944 e junho de 1945.
Cientistas dos EUA e da Holanda avaliaram o DNA
de 122 pessoas. Metade do grupo estava no início da fase
10 uterina quando o embargo começou (as crianças nasceram
durante o embargo ou logo depois). Os dados delas foram
comparados com os de seus irmãos, que não foram gerados
13 nem nasceram no período de racionamento.
O resultado obtido no estudo, publicado na revista
PNAS, mostra que a falta de comida, nos primeiros meses de
16 gestação, altera o material genético dos filhos. Nenhum
deles, porém, nasceu abaixo do peso ou com algum problema
evidente de saúde.
19 As análises mostraram que o gene IGF2 (fator de
crescimento semelhante à insulina 2) dos holandeses que
tiveram, nos anos 40, suas mães expostas à privação de
22 alimentos passou por um processo chamado pelos cientistas
de alteração epigenética, que é diferente de uma mutação
tradicional. O gene IGF2 dos fetos sofreu a perda de radicais
25 de metila (CH3). A metilação é importante porque ajuda a
silenciar genes que podem ser indesejáveis. No caso do
IGF2, quando ele deixa de ser silenciado, o potente fator de
28 crescimento que ele sintetiza pode ficar mais disponível no
organismo. A conseqüência imediata desse processo é que o
produto do IGF2 pode servir de combustível para o
31 desenvolvimento de tumores no futuro.
O pesquisador Lambert Lumey, principal autor do
estudo, afirmou que o resultado dessa pesquisa “é a prova,
34 mais uma vez, de que o ambiente tem um poder muito grande
sobre os nossos genes”.
Folha de S.Paulo, 28'10'2008, A-16 (com adaptações).
Quanto às idéias e aos aspectos lingüístico-gramaticais do texto, julgue os itens a seguir.
Na linha 27, a oração adverbial “quando ele deixa de ser silenciado” está isolada por vírgulas devido ao fato de ter sido deslocada de sua posição na ordem direta.
1 As condições do ambiente são determinantes para a
história genética dos indivíduos, mesmo quando ainda estão
dentro do útero materno. Mais uma prova disso vem de um
4 estudo feito com o material genético de pessoas que
nasceram na Holanda, no fim da Segunda Guerra Mundial,
quando o país passava por um embargo de comida imposto
7 pelos alemães entre dezembro de 1944 e junho de 1945.
Cientistas dos EUA e da Holanda avaliaram o DNA
de 122 pessoas. Metade do grupo estava no início da fase
10 uterina quando o embargo começou (as crianças nasceram
durante o embargo ou logo depois). Os dados delas foram
comparados com os de seus irmãos, que não foram gerados
13 nem nasceram no período de racionamento.
O resultado obtido no estudo, publicado na revista
PNAS, mostra que a falta de comida, nos primeiros meses de
16 gestação, altera o material genético dos filhos. Nenhum
deles, porém, nasceu abaixo do peso ou com algum problema
evidente de saúde.
19 As análises mostraram que o gene IGF2 (fator de
crescimento semelhante à insulina 2) dos holandeses que
tiveram, nos anos 40, suas mães expostas à privação de
22 alimentos passou por um processo chamado pelos cientistas
de alteração epigenética, que é diferente de uma mutação
tradicional. O gene IGF2 dos fetos sofreu a perda de radicais
25 de metila (CH3). A metilação é importante porque ajuda a
silenciar genes que podem ser indesejáveis. No caso do
IGF2, quando ele deixa de ser silenciado, o potente fator de
28 crescimento que ele sintetiza pode ficar mais disponível no
organismo. A conseqüência imediata desse processo é que o
produto do IGF2 pode servir de combustível para o
31 desenvolvimento de tumores no futuro.
O pesquisador Lambert Lumey, principal autor do
estudo, afirmou que o resultado dessa pesquisa “é a prova,
34 mais uma vez, de que o ambiente tem um poder muito grande
sobre os nossos genes”.
Folha de S.Paulo, 28'10'2008, A-16 (com adaptações).
Quanto às idéias e aos aspectos lingüístico-gramaticais do texto, julgue os itens a seguir.
No período “A conseqüência (...) tumores no futuro” (l.29-31), o trecho “que o produto do IGF2 pode servir de combustível para o desenvolvimento de tumores no futuro” exerce a função sintática de sujeito.
1 As condições do ambiente são determinantes para a
história genética dos indivíduos, mesmo quando ainda estão
dentro do útero materno. Mais uma prova disso vem de um
4 estudo feito com o material genético de pessoas que
nasceram na Holanda, no fim da Segunda Guerra Mundial,
quando o país passava por um embargo de comida imposto
7 pelos alemães entre dezembro de 1944 e junho de 1945.
Cientistas dos EUA e da Holanda avaliaram o DNA
de 122 pessoas. Metade do grupo estava no início da fase
10 uterina quando o embargo começou (as crianças nasceram
durante o embargo ou logo depois). Os dados delas foram
comparados com os de seus irmãos, que não foram gerados
13 nem nasceram no período de racionamento.
O resultado obtido no estudo, publicado na revista
PNAS, mostra que a falta de comida, nos primeiros meses de
16 gestação, altera o material genético dos filhos. Nenhum
deles, porém, nasceu abaixo do peso ou com algum problema
evidente de saúde.
19 As análises mostraram que o gene IGF2 (fator de
crescimento semelhante à insulina 2) dos holandeses que
tiveram, nos anos 40, suas mães expostas à privação de
22 alimentos passou por um processo chamado pelos cientistas
de alteração epigenética, que é diferente de uma mutação
tradicional. O gene IGF2 dos fetos sofreu a perda de radicais
25 de metila (CH3). A metilação é importante porque ajuda a
silenciar genes que podem ser indesejáveis. No caso do
IGF2, quando ele deixa de ser silenciado, o potente fator de
28 crescimento que ele sintetiza pode ficar mais disponível no
organismo. A conseqüência imediata desse processo é que o
produto do IGF2 pode servir de combustível para o
31 desenvolvimento de tumores no futuro.
O pesquisador Lambert Lumey, principal autor do
estudo, afirmou que o resultado dessa pesquisa “é a prova,
34 mais uma vez, de que o ambiente tem um poder muito grande
sobre os nossos genes”.
Folha de S.Paulo, 28'10'2008, A-16 (com adaptações).
Quanto às idéias e aos aspectos lingüístico-gramaticais do texto, julgue os itens a seguir.
A expressão “principal autor do estudo” (l.32-33) tem natureza explicativa e faz referência ao termo que a antecede.