Questões de Concurso Público Prefeitura de Boa Vista - RR 2004 para Fonoaudiólogo
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Visa determinar o limiar de audibilidade nas freqüências entre 250 Hz e 10.000 Hz.
Por meio da audiometria tonal liminar, que é a principal avaliação audiológica, observa-se o tipo de perda auditiva e o nível mínimo de intensidade para que um som seja detectado. Julgue o item que segue, relativo a essa avaliação.
Nessa avaliação, em um primeiro momento, apresentam-se
ao paciente tons puros em fones de ouvido, para detectar os
limiares utilizando-se todos os sistemas auditivos, desde o
conduto auditivo externo até as zonas mais centrais de
processamento. Esse procedimento é denominado
mensuração de limiares auditivos por via óssea (VO).
Por meio da audiometria tonal liminar, que é a principal avaliação audiológica, observa-se o tipo de perda auditiva e o nível mínimo de intensidade para que um som seja detectado. Julgue o item que segue, relativo a essa avaliação.
Quando os limites auditivos situam-se fora da faixa
audiologicamente normal, que vai até 35 decibéis — nível de
audição (dBNA) —, complementa-se o teste retestando-se
nas freqüências entre 500 Hz e 6.000 Hz. Nesse caso, o
estímulo acústico é fornecido por meio de um vibrador
colocado na região retroauricular, com o intuito de eliminar
a participação do sistema de transmissão do som, para uma
avaliação quase que exclusiva do ouvido interno.
leve, de 26 dB a 40 dB, e moderado, de 41 dB a 55 dB.
Segundo Davis e Silverman (1970), de acordo com a média entre os limiares obtidos para freqüências médias (500 Hz, 1.000 Hz e 2.000 Hz), o grau de perdas auditivas pode ser classificado como
severo, de 56 dB a 70 dB, e profundo, a partir de 71 dB.
incapacidade de perceber os sons da fala: se estes não são percebidos claramente, em função de um déficit auditivo, o aprendizado da fala pode ser prejudicado.
Existem muitas variações individuais, mas, de maneira geral, de acordo com o grau da perda, pode-se observar manifestações características em uma criança com perda auditiva bilateral. Segundo Skinner (1989), o aprendizado de linguagem de uma criança com perda auditiva leve está sujeito a uma série de propensões, que incluem o(a)
confusão em segmentação e prosódia: a criança deixa de
perceber elementos lingüísticos como plurais, marcadores
verbais e entonação, que constituem fatores essenciais para
uma interpretação eficiente da fala.
Existem muitas variações individuais, mas, de maneira geral, de acordo com o grau da perda, pode-se observar manifestações características em uma criança com perda auditiva bilateral. Segundo Skinner (1989), o aprendizado de linguagem de uma criança com perda auditiva leve está sujeito a uma série de propensões, que incluem o(a)
mascaramento do ruído ambiental: a criança normal precisa
de uma relação sinal/ruído de 30 dB, ou seja, a fala deve
estar 30 dB acima do ruído, para que seja possível sua
compreensão. Uma alteração na acuidade auditiva, mesmo
de grau leve, dificulta muito a percepção da fala em
ambiente ruidoso.
Qualidade vocal muito comprometida, distúrbio articulatório e importante atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem estão presentes nessa perda auditiva.
Segundo Schrager (1985), pode-se encontrar características típicas em um indivíduo com perda auditiva neurossensorial bilateral congênita de 50 dB a 60 dB na melhor orelha. Acerca desse tipo de perda auditiva, julgue o item a seguir.
Com a adaptação de próteses auditivas e a terapia para
habilitação ou reabilitação, as alterações de fala e de
linguagem podem ser compensadas.
A finalidade da prótese auditiva é fornecer amplificação sonora dos sons de fala e dos sons do ambiente, incluindo os sinais de perigo e alerta. O aparelho auditivo também é importante para o processo de desenvolvimento e educação do deficiente auditivo.
No que se refere à finalidade do uso e ao cuidado com a prótese auditiva, julgue o item subseqüente.
A bateria da prótese auditiva deve ser trocada e colocada
adequadamente no aparelho. O período de troca varia de
acordo com o tempo de uso diário e de acordo com o volume
utilizado, mas, em geral, a troca ocorre após 30 ou 35 dias.
No que se refere à finalidade do uso e ao cuidado com a prótese auditiva, julgue o item subseqüente.
Problemas como a microfonia podem ocorrer com o
aparelho. Nesse caso, a prótese produz som semelhante
àquele obtido quando se aproxima um microfone de uma
caixa acústica. A microfonia ocorre devido a fatores como
molde sujo ou muito apertado e volume muito baixo.
No que se refere à finalidade do uso e ao cuidado com a prótese auditiva, julgue o item subseqüente.
O molde é uma peça de acrílico ou de silicone que leva o
som do aparelho à orelha da pessoa. É individual e deve ser
refeito periodicamente, geralmente de seis em seis meses.
audiometria tonal liminar com teste de discriminação vocal.
Uma criança que, com 30 dias de idade, é levada ao consultório para avaliação audiológica infantil deve ser submetida a
teste de emissões otoacústicas evocadas, preferencialmente
do tipo transitórias.
Uma criança que, com 30 dias de idade, é levada ao consultório para avaliação audiológica infantil deve ser submetida a
teste de impedanciometria ou imitanciometria acústica, com pesquisa dos reflexos ipsilaterais e contralaterais.
Uma criança que, com 30 dias de idade, é levada ao consultório para avaliação audiológica infantil deve ser submetida a
avaliação comportamental auditiva com pesquisa de reflexos
cocleopalpebrais.
Uma criança que, com 30 dias de idade, é levada ao consultório para avaliação audiológica infantil deve ser submetida a
teste de eletrococleografia com fixação de eletródio
transtimpânico para pesquisa de lesões retrococleares.
A deglutição é a principal função do sistema estomatognático. Segundo Ferraz (1996), um indivíduo realiza cerca de 400 movimentos de deglutição em um período de 24 horas, e existem evidências de que as crianças deglutem mais que os adultos.