Questões de Concurso Público Prefeitura de Aramari - BA 2023 para Professor Fundamental II - História
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A História Moderna é o período da história que compreende a Idade Moderna. Esse momento da História do Ocidente se inicia no final da Idade Média e se estende até a Idade Contemporânea, no século XVIII. Apesar dos resquícios do mundo medieval em alguns aspectos, essa fase foi marcada por grandes transformações, revoluções e mudanças na mentalidade ocidental. De acordo aos estudos que engloba o período medieval ao contemporâneo, analise as proposições abaixo:
I- O conceito de Idade Moderna surgiu como uma necessidade de determinados intelectuais de diferenciar a época em que eles estavam inseridos do período medieval. A Idade Moderna, portanto, surgiu quando foi pensada a Idade Média. O primeiro erudito que pensou nisso foi um italiano do século XIV chamado Francesco Petrarca.
II- A Idade Moderna é considerada o período de transição do modo de produção feudal para o modo de produção capitalista. Essa transição se deu pelas práticas econômicas do mercantilismo, que contribuíram para a mundialização do comércio europeu. Essa mundialização do comércio tem relação direta com o colonialismo que se estabeleceu quando os europeus chegaram à América em 1492.
III- Nesse período, no campo político, mudanças significativas também aconteceram. O rei se fortaleceu e as nações que surgiram se estruturaram ao redor desse monarca absoluto. É, portanto, o período do absolutismo e de reis imponentes, como Luís XIV, que se autodefinia como Rei Sol. Significativo também foi o papel de muitos intelectuais que criaram construções ideológicas para sustentar o poder dos reis.
IV- Foi um período também de agitação burguesa e da consolidação popular. As camadas populares, lutando por seus direitos, posicionaram-se durante a Revolução Puritana, que aconteceu na década de 1640, na Inglaterra, por exemplo. Os diggers e levellers defenderam os interesses do povo e tinham ideias republicanas e coletivistas, mas foram esmagados pelo poder burguês.
V- A mundialização do comércio permitiu a acumulação do capital, e essa ação se fortaleceu principalmente depois que a Reforma Religiosa levou ao surgimento dos protestantes. A Igreja perdeu força, assim como a fé, que deu espaço à predominância da razão, sobretudo quando surgiram os iluministas.
De acordo a análise das proposições é correto o que se afirma em:
“Ao mesmo tempo que a Europa procura abrir mercados para si, a Alemanha fecha-se ao comércio exterior. É o que a distingue da Grã-Bretanha. A economia britânica não trazia em si o germe da guerra, porque repousava no liberalismo e na reciprocidade das trocas. A Inglaterra renunciou ao protecionismo em 1846 e aboliu, em 1849, a Lei de Navegação. A Alemanha, ao contrário, conjuga uma política de exportação análoga a da Grã-Bretanha e uma política de fechamento do mercado interno; associa ao monopólio de mercado nacional à conquista do exterior; política repleta de contradições, que a impele de entrar em conflitos com outras potências.”
RÉMOND, René. O século XX, de 1914 aos nossos dias. São Paulo: Ed. Cultrix, 1974. p. 17.
O texto aponta para uma divisão política, econômica e ideológica que ocorreu no mundo europeu momentos antes da eclosão da Primeira Grande Guerra. Este processo pode ser evidenciado:
O período entre 1870 e 1914 esteve associado à expansão do Capitalismo monopolista, à conquista política e militar de territórios e ao auge do imperialismo sobre o mundo, com a partilha da África. Quase todo o mundo, com exceção da Europa e da América, foi dividido em territórios dominados por potências como Grã-Bretanha, a França e a Alemanha e, mais tarde, os EUA e o Japão. Essa divisão respondeu à busca por novos mercados empreendida simultaneamente pelo capital monopolista de diferentes economias, que se confundiam com os próprios governos nacionais, gerando assim rivalidade entre as potências. Relacionando-se as dinâmicas do capitalismo ao contexto histórico que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, julgue as assertivas abaixo, colocando V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) O principal palco do conflito foi a África, onde estavam os territórios disputados pelas potências europeias.
( ) A difusão das ideias marxistas nas principais potências ocasionou uma disputa ideológica que desencadeou o conflito.
( ) O conflito foi resultado de disputas econômicas entre as potências europeias, deixando de fora outros Estados nacionais.
( ) A partilha do continente americano entre as potências europeias deu origem a uma guerra entre o continente europeu e a América.
( ) As disputas territoriais na África e na Ásia provocaram um aumento do sentimento nacionalista, fazendo crescer a tensão entre as potências.
A alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo é:
Dentro da História da América, o sistema colonial era caracterizado pelas relações de monopólio entre colonizador e dominado. Os europeus faziam ajustes no comércio, mas eram as colônias as responsáveis pela produção das riquezas. Os modos de fabricação também eram determinados pelo colonizador e o principal foco era sempre os lucros, favorecendo a exploração do trabalho escravo. De acordo aos estudos sobre sistema colonial nas Américas, considere os itens abaixo:
I- As metrópoles asseguravam de forma exclusiva o abastecimento das colônias fornecendo produtos manufaturados e a mão-de-obra escrava sempre com preços elevados. Por outro lado garantiam a apropriação de toda a produção colonial, sempre a preços baixos revendendo-a por preços mais altos no mercado europeu. Além disso, gravava o mundo colonial com tributos, que as vezes eram excessivos.
II- As colônias eram focadas na produção de especiarias para o abastecimento da metrópole, principalmente de produtos tropicais que não eram encontrados na Europa, da mesma forma na extração de metais preciosos.
III- Entres as duas áreas que formavam o Sistema Colonial existia um conjunto de regras e relações que fora chamado de pacto estatal. Dentre as exigências impostas pela metrópole sobre a colônia destacava-se o exclusivo e navegação coloniais, e o monopólio estatal de determinados produtos coloniais, no caso do Brasil, o pau-brasil, sal, diamantes, etc.
IV- As colônias tinham a função de complementar e economia europeia, e para tal concentravam-se na produção em grande escala de alguns gêneros agrícolas, altamente lucrativos como o açúcar, algodão ou ainda de minérios. Isso tornava a produção colonial altamente especializada e voltada para os interesses da metrópole.
Da análise dos itens é INCORRETO o que se afirmar em:
Leia o texto abaixo:
No contexto de disputas internas que perdurou toda a ditadura, a transição para o regime democrático começou a dar sinais no governo de Ernesto Geisel – penúltimo presidente militar e representante da ala moderada. Essa situação aconteceu por iniciativa do próprio governo que viu nas eleições legislativas de 1974 a perda da legitimidade do regime. Isso porque o resultado das eleições foi favorável ao MDB – único partido da oposição permitido pelo regime militar. Além disso, na mesma época, ocorreu a rearticulação dos movimentos sociais.
ARAUJO, Beatriz Panazzo de. Redemocratização do Brasil: aprenda a história política do país! Disponível: https://www.politize.com.br/redemocratizacao-dobrasil/. Acesso em: 12 01. 2023.
Por meio da leitura do texto, é possível identificar que o processo de redemocratização no Brasil:
Na nossa primeira constituição republicana, em 1891, a educação é um tema quase ausente. Ele aparece na questão do voto, proibindo o [voto do] analfabeto, e diz que o ensino passa a ser laico”, destaca o professor titular da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), José Gonçalves Gondra.
[...] A Constituição de 1988 tornou a educação básica obrigatória. Hoje, após alterações feitas em 2009, o texto constitucional passou a prever o acesso gratuito à educação a partir da pré-escola, aos quatro anos de idade, até o fim do Ensino Médio [...].
PARADELLA, Rodrigo. Acesso à educação ainda é desigual. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencianoticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/22842
No Brasil, as determinações presentes nas Constituições de 1891 e de 1988 a respeito da educação, expostas no texto, permitem identificar:
Da centralização excessiva de Pedro I, passou-se à descentralização/centralização do período regencial, que não conduzia de modo equilibrado a política no Brasil, além de ter enfrentado revoltas em muitas partes do país, cujos participantes tinham demandas que queriam em pauta para que o heterogêneo território tivesse o pleno reconhecimento de seus súditos/cidadãos, muitos dos quais [...] não participavam ativamente das decisões políticas provinciais e nacionais.
A antecipação da coroação do imperador D. Pedro II pareceu uma tentativa extrema de ordenar a monarquia constitucional em meio à efervescência de projetos e demandas não atendidos em razão da ausência de um consenso.
ANGELO, Leonardo Bassoli. Projetos e perspectivas na construção da nação brasileira (1822-1840). Disponível em: https://sagres.org.br/. Acesso em: 13.jan. 2023.
A partir do texto, pode-se afirmar que a coroação de Dom Pedro II como imperador do Brasil foi antecipada com o intuito de:
A política dos governadores pendurou toda a 1ª República, o que perfaz haver máquinas de controle, principalmente em períodos eleitorais quando as alianças traçadas entre governadores e demais polos decidiam o vencedor das eleições. Os resultados dependiam das alianças das principais forças de São Paulo e Minas Gerais que se alternaram no poder, com legitimação do Rio Grande do Sul que se dividia entre facções, a exemplo do exército [...]. A relação do poder central e local é tenso, o que determinava a queda de diversos presidentes de Estado. A governabilidade fora dada pelas cidades maiores [...]. As oligarquias políticas que estiveram no entorno do presidente de plantão, teriam somente benefícios a partir de afinidades, estabelecendo um verdadeiro jogo de grupos políticos que disputavam o poder, o que provocava o governo central, em muitos casos, a intervir.
BERNARDO, Jadson da Silva. O fim “melancólico” da “república do café com leite” (1922-1930). Disponível em: https://periodicos.ufac.br/. Acesso em: 29 out. 2021.
A partir do excerto, analisa-se como uma característica da República do Café com Leite, no contexto da Primeira República brasileira,