Questões de Concurso Público Prefeitura de Mondaí - SC 2026 para Professor Licenciado – Área III / Disciplina: Português - Edital nº 39

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Q4353965 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada.

Considerando as relações de coordenação e subordinação estabelecidas no período, analise as afirmativas a seguir.

I.A oração introduzida por "enquanto" mantém relação de subordinação com a oração anterior e assume, no contexto, valor contrastivo ao estabelecer oposição entre os critérios atribuídos às duas atividades.
II.A oração introduzida pelo "que" subsequente a "assegurando" classifica-se como subordinada adjetiva restritiva, pois delimita o sentido do termo "critérios epistêmicos" presente na oração anterior.
III.A estrutura "assegurando que a conceitualização foi realizada" coordena-se à oração introduzida por "enquanto", uma vez que ambas apresentam autonomia sintática e se ligam sem relação de dependência.
IV.A forma nominal "assegurando" introduz uma oração reduzida de gerúndio vinculada ao conteúdo precedente, ao passo que o "que" subsequente atua como conjunção integrante de uma oração subordinada substantiva.
V.A oração introduzida pelo "que" subsequente a "assegurando" exerce função de objeto direto dessa forma verbal, estabelecendo relação de subordinação substantiva no interior da construção reduzida.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353966 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática.
Considerando a organização do trecho em frase, oração e período, analise se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

(__)O trecho constitui uma frase declarativa organizada em torno da forma verbal "existem", à qual se vincula o sintagma nominal posposto "duas faces".
(__)A oração organizada em torno de "existem" apresenta sujeito indeterminado, visto que o sintagma "duas faces" aparece posposto à forma verbal e não identifica o agente da ação expressa.
(__)O trecho apresenta duas orações com verbos flexionados, sendo a primeira organizada em torno de "existem" e a segunda iniciada após os dois-pontos.
(__)A estrutura centrada em "existem" constitui uma oração, pois apresenta verbo flexionado e organiza uma relação sintática entre o predicado e o sujeito posposto "duas faces".
(__)O segmento iniciado após os dois-pontos desenvolve o conteúdo anunciado por "duas faces", sem constituir nova oração em torno de verbo em forma finita.

Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4353967 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
 O texto aborda diferentes perspectivas relacionadas à formação docente, articulando concepções teóricas, experiências profissionais e práticas formativas. Ao longo da discussão, essas dimensões são examinadas a partir das relações que estabelecem entre si e dos processos envolvidos no desenvolvimento da atuação profissional.
Considerando a compreensão, a interpretação e a análise crítica do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353968 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.
Considerando as relações de concordância nominal e verbal presentes no trecho, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353969 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
"...voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática."
Considerando os processos de derivação e composição envolvidos na constituição das palavras do trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353970 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
A Didática Profissional examina a formação a partir das relações entre atividade, experiência e aprendizagem. No desenvolvimento da argumentação, determinadas conclusões não aparecem formuladas de modo direto, mas podem ser construídas pela articulação entre diferentes informações apresentadas no texto.
Considerando as inferências, os pressupostos e os implícitos textuais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353971 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
Nesse cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação. Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.A vírgula empregada antes de "no qual" delimita uma oração subordinada adjetiva explicativa, cuja informação incide sobre o antecedente "um meio de aprendizagem".

PORQUE

II.A vírgula antes de "no qual" sinaliza que a informação introduzida pela oração não seleciona, entre possíveis referentes, aquele designado pela expressão "um meio de aprendizagem".

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353972 Português
O desenvolvimento profissional na perspectiva da Didática Profissional


A formação inicial de professores é alvo de frequentes críticas, voltadas, sobretudo, à concepção de ensino veiculada, ao espaço dedicado às disciplinas pedagógicas e à articulação entre teoria e prática. Por isso, durante muito tempo, acreditou-se que esse período não fosse um ambiente favorável ao desenvolvimento profissional da docência, construto historicamente atrelado à formação continuada. Entretanto, esse conceito vem se configurando como um processo contínuo de transformação e construção do sujeito ao longo do tempo, possibilitando o estabelecimento de um continuum entre a etapa inicial e as formações posteriores.

Nas últimas décadas, a elaboração de quadros teóricos e dispositivos metodológicos centrados na observação, compreensão e análise do trabalho tem sido objeto de discussão em diversas áreas. Tais iniciativas buscam propor alternativas a modelos tradicionais que enxergam a competência como consequência natural do domínio de conhecimentos teóricos, transformando a própria prática em objeto de aprendizagem. A Didática Profissional insere-se nesse movimento.

Ainda pouco difundida no Brasil, essa abordagem surgiu na França, na década de 1990, com o objetivo de analisar o trabalho com vistas à formação de competências. Trata-se de uma perspectiva sobre as relações entre situações de trabalho e o desenvolvimento de habilidades profissionais advinda da convergência de um campo prático — a formação de adultos — e de três correntes teóricas: a psicologia do desenvolvimento, a ergonomia cognitiva e a didática. Os estudos nessa área desenvolveram-se em torno de três orientações principais: a análise das aprendizagens não pode estar separada da análise da atividade dos atores; para analisar a formação de competências, é preciso observá-las nos próprios locais de trabalho; e, para compreender como se articulam atividade e aprendizagem num contexto laboral, vale a pena mobilizar a teoria da conceitualização na ação, que permite compreender o desenvolvimento de uma inteligência da ação.

Essa vertente orienta-se pela ambição de proporcionar formações voltadas para e pela prática. Seus precursores sustentam que ela almeja ser uma didática em sentido pleno, dedicada ao estudo dos processos de transmissão e apropriação dos conhecimentos naquilo que têm de específico em relação aos conteúdos a serem aprendidos. Sendo assim, os trabalhos iniciais investiam na análise de situações de trabalho como meio de elaborar conteúdos de formação correspondentes à situação profissional de referência e construir dispositivos adequados a seus objetivos. Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação. Nesse novo cenário, examinar a atividade tornou-se um meio de aprendizagem, no qual os atores aprendem a partir da observação e da reflexão sobre a própria ação.

Assim, estudos baseados na formação pela análise do trabalho tornaram-se cada vez mais frequentes. A avaliação da prática passa a fazer parte integrante da formação, ocorrendo in situ e simultaneamente com os participantes, de modo a ajudar a analisar em tempo real a experiência vivida. São exemplos dessa nova perspectiva pesquisas em contexto de estágio nas quais os professores em formação têm suas aulas gravadas e examinadas a posteriori em conjunto com supervisores ou colegas, por meio de autoconfrontações simples ou cruzadas.

No cerne desse modelo está a distinção entre atividade produtiva e atividade construtiva. Em toda ação humana existem duas faces: a atividade produtiva, voltada à transformação do real, e a atividade construtiva, voltada à transformação de si graças à própria prática. Em situações de trabalho convencionais, a dimensão produtiva é o objetivo final, concluído quando a ação é executada.

Em contexto formativo, a atividade construtiva passa a ser o objetivo central, figurando a atividade produtiva como suporte para alcançá-la. Retomando a aplicação da sequência didática por um discente em estágio supervisionado, a execução das etapas — do planejamento à avaliação formativa — torna-se objeto de aprendizagem da formação. Nesse cenário, a atividade produtiva torna-se construtiva quando as ações implementadas pelo estagiário são retomadas na aula de estágio, por relato ou gravação, e convertem-se em objeto de análise, permitindo a objetivação dos procedimentos e estratégias utilizados e a apreciação de sua pertinência pedagógica. Desta maneira, apenas a realização da tarefa não é suficiente para que haja desenvolvimento profissional. É necessária uma tarefa produtiva como suporte para a aprendizagem construtiva. A primeira é avaliada pelo sucesso de sua execução, enquanto a atividade construtiva requer critérios epistêmicos, assegurando que a conceitualização foi realmente realizada. A aprendizagem funciona, portanto, de acordo com dois registros: o registro do sucesso na tarefa (pragmático) e o registro de compreensão e conceitualização (epistêmico).

Cabe ao formador levar os estudantes a transitarem do registro pragmático ao epistêmico. Nesse contexto, oferece-se um quadro teórico e prático para levar o professor em formação a explicitar sua experiência para, em seguida, analisá-la a posteriori. Essa análise da atividade compreende em sentido amplo tanto as experiências vividas durante os estágios — cujas observações e regências tornam-se objeto de reflexão em diálogo com supervisores ou com o grupo — quanto as experiências vividas em trabalhos práticos, como oficinas voltadas à elaboração e implementação de dispositivos didáticos.

O eixo norteador dessa abordagem vem do quadro teórico da conceitualização na ação, ou teoria dos campos conceituais, desenvolvida a partir de estudos sobre o conceito de esquema na psicologia genética. Essa teoria é fundamental por permitir a compreensão da atividade "de dentro", pela sua organização interna e execução cotidiana, oferecendo uma grade de leitura tanto para a atuação em situação de trabalho quanto para a aprendizagem em contexto de formação.



Revista Brasileira de Educação (RBE), v. 26, 2021. Artigo: Profissionalização do professor de língua portuguesa: o papel da Didática Profissional. Adaptado. 
Todavia, a constatação de que focar exclusivamente no formato de análise voltada à concepção de programas era pouco efetivo levou ao surgimento de um novo eixo de pesquisa e práticas, focado na análise do trabalho executado pelo próprio profissional em formação.
Considerando as classes gramaticais e as funções desempenhadas pelos vocábulos no trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353974 Português
 A organização do ensino de Língua Portuguesa envolve decisões teóricas e metodológicas que repercutem na seleção e na abordagem dos conteúdos escolares. Diferentes perspectivas acerca desse ensino estabelecem critérios próprios para a condução do trabalho pedagógico (CAGLIARI, 2009).
Considerando as contribuições de Luiz Carlos Cagliari para o ensino da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353985 Português
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.
Considerando a regência dos verbos empregados no trecho, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353986 Português
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá.
Considerando os termos integrantes das orações presentes no período, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353987 Português
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina.
Considerando os termos acessórios da oração presentes no período, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4353988 Português
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.
Considerando os sinais de pontuação empregados no período, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.A vírgula empregada após "Segundo ele" separa uma expressão de valor conformativo deslocada para o início do período.

PORQUE

II.As vírgulas presentes na sequência "pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas" são empregadas para separar termos que exercem funções sintáticas distintas na oração.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353989 Português
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores.
Considerando os termos essenciais das orações presentes no período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353990 Português
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações afirmam atuar em jornadas muito superiores "à" semana típica de quarenta horas.
O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas "às" vésperas de lançamentos de produtos.
Considerando as regras de uso do acento indicativo de crase nos termos destacados, analise as assertivas a seguir.

I.Em "superiores à semana típica", o acento grave decorre da regência do substantivo "jornadas", que exige a preposição "a", combinada com o artigo feminino que antecede "semana".
II.Em "superiores à semana típica", ocorre crase porque o adjetivo "superiores" rege a preposição "a", que se combina com o artigo feminino "a" determinante de "semana".
III.Na expressão "às vésperas de lançamentos", o acento grave marca a fusão da preposição "a" com o artigo feminino plural "as", em uma locução adverbial formada por palavra feminina.
IV.Em "às vésperas de lançamentos", a presença do artigo feminino plural "as" diante de "vésperas" é suficiente para justificar o acento grave, independentemente da existência da preposição "a" na formação da expressão.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4353991 Português
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
A adoção de novas tecnologias no ambiente profissional produz mudanças que podem ser examinadas sob diferentes perspectivas. Declarações institucionais, experiências de trabalhadores e resultados de pesquisas oferecem elementos distintos para a análise dessas transformações.
Considerando a análise e a interpretação do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4353992 Português
Líderes do setor dizem que IA significa menos horas de trabalho — mas seus funcionários afirmam trabalhar até noventa horas semanais

Há anos, executivos de empresas que investem centenas de bilhões de dólares no desenvolvimento de inteligência artificial insistem que a tecnologia reduzirá a carga horária dos trabalhadores. Há quatro anos, um diretor do Google afirmou que a IA possibilitaria a semana de quatro dias até 2025. No início deste ano, a OpenAI reforçou essa visão ao incentivar formalmente que organizações testem a jornada reduzida sem alteração salarial, argumentando que a automação acelera o trabalho a ponto de exigir essa adaptação.

Contudo, um ex-funcionário da OpenAI revelou que a empresa jamais testou a jornada reduzida internamente enquanto esteve lá. Ele relatou uma cultura exaustiva, marcada por reuniões de crise, expedientes nos fins de semana e avaliações rigorosas que resultavam em demissões repentinas. O profissional descreveu que frequentava o escritório aos sábados ou domingos apenas para colocar o trabalho em dia ou garantir que os sistemas não falhassem.

Outras companhias também defendem que a IA reduzirá o tempo dedicado ao trabalho. A Anthropic destaca que sua ferramenta Claude opera de forma autônoma por sete horas ininterruptas, o equivalente a uma jornada diária corporativa. Embora a Meta tenha reduzido dez por cento de seus quadros, o diretor executivo da Anthropic, Dario Amodei, alertou que o ganho progressivo de produtividade dos softwares pode acarretar cortes de vagas ainda maiores.

Apesar dessas declarações, os profissionais dessas corporações — responsáveis por desenvolver e utilizar os sistemas destinados a assumir parte das tarefas — afirmam atuar em jornadas muito superiores à semana típica de quarenta horas.

A atuação no setor nos Estados Unidos é bem remunerada e, embora segmentos como o mercado financeiro, a advocacia e a medicina exijam rotinas prolongadas, expedientes diários de quatorze horas não eram a regra na área. O ex-funcionário da OpenAI afirmou que trabalhava ao menos setenta horas semanais. Ele relatou que atualmente trabalha em uma startup de IA com maior equilíbrio pessoal ao cumprir menos horas fora dos períodos de sprints.

O termo sprint refere-se a etapas em que equipes dedicam longas jornadas às vésperas de lançamentos de produtos. Em empresas de IA, essas etapas assumem proporções severas, podendo estender-se por semanas e ultrapassar noventa horas semanais. Nem a OpenAI nem a Anthropic responderam aos pedidos de esclarecimento.

Na Meta, funcionários relataram remanejamentos abruptos este ano para projetos urgentes de IA. A dinâmica foi descrita como um recrutamento sem opção de recusa, restando apenas a alternativa da demissão. As jornadas nessas frentes costumam prolongar-se até altas horas da noite e pelos fins de semana, gerando a sensação de que permanecem de plantão mesmo nos períodos de descanso.

Entre os projetos correntes na Meta estão a criação de uma ferramenta direcionada à engenharia de software e a estruturação de modelos para medir a capacidade dos programas em replicar tarefas humanas. Ex-funcionários afirmam que a demanda nessas frentes parece interminável. A assessoria da Meta optou por não comentar.

Amin Shali, ex-engenheiro do Google, desligou-se da empresa em maio devido aos impactos da IA em sua rotina, incluindo a necessidade de trabalhar durante a madrugada por falhas em funções internas. Essa situação tornou-se recorrente à medida que recursos da infraestrutura foram redirecionados para projetos de IA. O Google não respondeu aos questionamentos. Shali relatou que, após a saída, apresentou melhorias na saúde e no sono, concluindo que a dependência de IA consolida uma cultura de pressão exacerbada sobre os engenheiros.

Pesquisas confirmam que o uso dessas ferramentas tem elevado o volume de trabalho. Um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley acompanhou centenas de funcionários durante oito meses de uso da tecnologia e constatou que os profissionais passaram a trabalhar em ritmo mais acelerado, assumindo mais atribuições e estendendo a jornada.

Neil Thompson, especialista do MIT, avalia que mesmo nas grandes empresas é improvável que a IA simplifique a rotina. Segundo ele, qualquer economia de tempo acaba absorvida pela adaptação às ferramentas, pela execução de novos fluxos e pela verificação constante dos sistemas, ponto também corroborado pelo estudo de Berkeley.

Além disso, quando um processo é otimizado, a tendência é que o trabalhador ocupe a sobra de tempo com novas demandas, seja por iniciativa própria ou para demonstrar valor perante a liderança. Shali concluiu que, embora a tecnologia devesse proporcionar mais saúde e sono, o efeito prático observado é o oposto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5dz17vzpro. Adaptado.
Relatos profissionais, dados de pesquisas e avaliações de especialistas permitem estabelecer relações entre fatos apresentados em diferentes partes de um texto. A inferência dessas relações exige distinguir informações expressas de conclusões construídas a partir delas.
Analise se as afirmativas a seguir, quanto às informações que podem ser inferidas do texto, são falsas (F) ou verdadeiras (V).

(__)A ocorrência de jornadas prolongadas em diferentes circunstâncias permite inferir que a sobrecarga descrita no setor ultrapassa os períodos de "sprints" associados aos lançamentos de produtos.
(__)A ausência de testes internos da jornada reduzida na OpenAI permite concluir que a empresa abandonou a defesa desse modelo de organização do trabalho para outras instituições.
(__)As jornadas prolongadas relatadas nas empresas indicam que a pressão profissional decorre da remuneração elevada oferecida aos trabalhadores do setor de inteligência artificial.
(__)Os relatos de diferentes profissionais permitem inferir que a pressão associada aos projetos de IA ultrapassa uma situação isolada, alcançando empresas distintas e diferentes circunstâncias de trabalho.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4353993 Português
De acordo com Bechara (2024), certos usos da língua são tradicionalmente avaliados segundo a natureza do desvio produzido, que pode envolver aspectos sintáticos, vocabulares, sonoros ou relacionados à construção do sentido. 
Relacione os vícios de linguagem apresentados na Coluna 1 às respectivas caracterizações apresentadas na Coluna 2.

Coluna 1

1.Ambiguidade. 2.Cacofonia. 3.Solecismo. 4.Pleonasmo. 5.Barbarismo.

Coluna 2

(__)Resulta de construção cuja organização admite interpretações distintas para um mesmo enunciado, sem que o contexto forneça elementos suficientes para determinar uma única leitura.
(__)Caracteriza-se pela repetição desnecessária de uma ideia já contida em outro elemento do enunciado, sem que a retomada desempenhe função expressiva ou enfática.
(__)Manifesta-se pela inadequação na estrutura sintática do enunciado, envolvendo relações de concordância, regência ou colocação em desacordo com o padrão normativo.
(__)Decorre do encontro ou da sucessão de elementos sonoros que produz combinação fônica inadequada, capaz de gerar efeito estranho ou associação de sentido não pretendida.
(__)Caracteriza-se por desvio relacionado à forma vocabular, podendo atingir aspectos como grafia, pronúncia ou configuração morfológica da palavra em relação ao padrão normativo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4353994 Português
Segundo Bechara (2024), as normas ortográficas vigentes estabelecem critérios para a representação gráfica das palavras, abrangendo aspectos como acentuação e emprego do hífen em diferentes estruturas vocabulares.
Considerando as regras ortográficas vigentes, analise as assertivas a seguir.

I.As formas "autoescola" e "infraestrutura" são grafadas sem hífen porque, nesses casos, a vogal final do primeiro elemento difere da vogal inicial do segundo.
II.A palavra "micro-ondas" mantém o hífen porque o primeiro elemento termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento.
III.As formas "antissocial" e "contrarregra" são grafadas com duplicação das consoantes "s" e "r", respectivamente, quando essas consoantes iniciam o segundo elemento após prefixos terminados em vogal.
IV.As palavras "idéia" e "assembléia" conservam o acento agudo por apresentarem ditongo aberto tônico "éi" em palavras paroxítonas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: A
4: C
5: C
6: B
7: B
8: A
9: A
10: A
11: A
12: A
13: D
14: D
15: D
16: B
17: A
18: C
19: D