As plantas do gênero Senecio possuem como princípios
ativos tóxicos os alcaloides pirrolizidínicos, e a
biossíntese destes alcaloides tem início nas raízes da
planta que são transportados para as folhas e flores,
onde sofrem alterações moleculares, originando os
diferentes tipos de alcaloides pirrolizidínicos, que por si
só não apresentam toxicidade, porém se tornam tóxicos
quando transformados no fígado a uma forma pirrólica
altamente reativa, conhecida como de-hidropirrolizidinas
e depois o álcool pirrol.Os maiores teores de alcaloides
são encontrados quando a planta está em período de
floração, porém, estudos realizados com sementes
mostraram que essas seriam as partes mais ricas em
alcaloides, indicando que a planta madura é mais tóxica.
Em relação a S. brasiliensis, esta apresenta como
principais alcaloides pirrolizidínicos a integerrimina e a
senecionina, e como alcaloide secundário a retrorsina,
assim, quanto à toxicidade, todas as partes de S.
brasiliensis são tóxicas, tanto verdes quanto dessecadas
(Embrapa, 2017).
As intoxicações por Senecio ocorrem principalmente em
bovinos e equinos, em ovinos e caprinos, a intoxicação é
de menor incidência ou rara, pois estes são mais
resistentes a ação tóxica da planta. Sobre a
manifestação clínica da intoxicação de bovinos por
Senecio marque a alternativa verdadeira: