Questões de Concurso Público Prefeitura de Trombas - GO 2026 para Nível Fundamental

Foram encontradas 30 questões

Q4437784 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção


Canção de Chico Buarque ‧ 1971

Compositores: Francisco Buarque de Hollanda


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego


Amou daquela vez como se fosse o último

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Fonte: https://www.chicobuarque.com.br/obra/cancao
Os acontecimentos abaixo, baseados na narrativa apresentada na canção, foram apresentados fora de ordem.

1. O trabalhador morre após a queda da construção.
2. O trabalhador inicia suas atividades na construção.
3. O trabalhador faz uma pausa para descansar e se divertir.
4. O trabalhador executa seu trabalho na construção.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência lógica e cronológica dos acontecimentos: 
Alternativas
Q4437785 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção


Canção de Chico Buarque ‧ 1971

Compositores: Francisco Buarque de Hollanda


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego


Amou daquela vez como se fosse o último

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Fonte: https://www.chicobuarque.com.br/obra/cancao
Nos versos abaixo, a substituição de uma palavra por outra contribui para modificar a imagem construída na canção:

“Ergueu no patamar quatro paredes sólidas”
“Ergueu no patamar quatro paredes mágicas”

Considerando o sentido que as palavras assumem no contexto da canção, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4437786 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção


Canção de Chico Buarque ‧ 1971

Compositores: Francisco Buarque de Hollanda


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego


Amou daquela vez como se fosse o último

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Fonte: https://www.chicobuarque.com.br/obra/cancao
Nos versos:

“Subiu a construção como se fosse máquina”
“Amou daquela vez como se fosse máquina”
“Bebeu e soluçou como se fosse máquina”

A comparação do trabalhador com uma máquina contribui para construir a ideia de que ele:
Alternativas
Q4437787 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção


Canção de Chico Buarque ‧ 1971

Compositores: Francisco Buarque de Hollanda


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego


Amou daquela vez como se fosse o último

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Fonte: https://www.chicobuarque.com.br/obra/cancao
Considerando as regras de divisão silábica da língua portuguesa, a palavra CONSTRUÇÃO deve ser dividida e classificada quanto ao número de sílabas como:
Alternativas
Q4437788 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Construção


Canção de Chico Buarque ‧ 1971

Compositores: Francisco Buarque de Hollanda


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego


Amou daquela vez como se fosse o último

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Fonte: https://www.chicobuarque.com.br/obra/cancao
No verso:
“Beijou sua mulher como se fosse a última”
As palavras destacadas pertencem, respectivamente, às classes gramaticais:
Alternativas
Q4437789 Português
Cora Coralina

Os pais da noiva tinham resolvido que o casamento da filha se faria ali mesmo, na chácara, à boa moda antiga, com mesada de doces, churrasco, muita empada, leitoa, frango assado, boas comidas e abundantes bebidas.

Armou-se o altar na sala da frente. Cobriu-se a mesa do civil com um lindo atoalhado de plástico. Vieram os convidados. Veio o vigário, veio o juiz e veio o escrivão. Testemunhas e a roda dos parentes. Fizeram o casamento. A moça sempre fora alta, grandalhona, fornida de carnes e de bons quartos. Naquele vestido branco, rodado, de babados subindo e descendo, de véu e grinalda, inda mais reforçada parecia.

Como a festança era mesmo de arromba, fogos pipocando, música chegando e muita gente entrando e saindo, ninguém mais reparou nos noivos que, depois de posarem para o retrato de praxe, na cabeceira da mesa e de cortarem juntos o bolo artístico, se misturaram com os convidados e cada qual se achou à vontade e sem constrangimento.

O juiz e o vigário deixaram-se ficar numa roda de amigos, conversando com advogados, escrivães, gente do foro.

O baile tinha começado. A moçada saracoteava alegre. Os que não eram de dança
rodeavam a mesa posta, com pratos, copos e garrafas. Espetos de churrasco e bandas de leitão se cruzavam por todos os lados.

Boas comidas, muita bebida e os donos da casa pondo o pessoal à vontade, incansáveis, não cabendo em si de contentes com o casamento daquela primeira filha. Nada alegra tanto o coração da criatura como mesa posta, carne assada, bebidas de graça e falta de cerimônia. Quem contestar esta verdade simples, não merece dois vinténs de crédito.

Bem por isso mesmo diz o caboclo: a alegria vem das tripas — barriga cheia, coração alegre. O que é pura verdade.

A orquestra assoprava valsas e boleros com furor. Os pares girando. Os namorados namorando. Os que não dançavam se encostavam pelas mesas e, quem já estava farto, fazia roda, bebia café, fumava cigarro e contava piadas.

Quando a festança ia mais animada, lá pelas tantas, ouviu-se um corre-corre pelos
quartos e corredores.

Logo mais aparecia na sala o dono da casa, ansioso e afobado, se desculpando e pedindo ao juiz e ao vigário fazerem o favor de acabar com a festa porque a noiva estava com dor de parto e a assistente já tinha chegado...

“Isto é que se chama aproveitar o tempo”, comentou um convidado, “numa só festa, casa a filha e chega a cegonha...” Fonte: https://contobrasileiro.com.br/o-casamento-e-a-cegonhaconto-de-cora-coralina/2026.

Um convidado descreveu a festa utilizando palavras diferentes das empregadas no conto:
“A festa foi um verdadeiro exagero de comida e bebida. Depois da solenidade, houve um grande tumulto, mas ninguém perdeu o bom humor. A situação parecia incomum, principalmente porque a noiva já estava prestes a dar à luz.” Considerando o sentido das palavras destacadas no contexto apresentado e a ortografia oficial da língua portuguesa, assinale a alternativa em que os termos correspondentes estão corretamente grafados e apresentados na mesma ordem das palavras destacadas: 
Alternativas
Q4437790 Português
Cora Coralina

Os pais da noiva tinham resolvido que o casamento da filha se faria ali mesmo, na chácara, à boa moda antiga, com mesada de doces, churrasco, muita empada, leitoa, frango assado, boas comidas e abundantes bebidas.

Armou-se o altar na sala da frente. Cobriu-se a mesa do civil com um lindo atoalhado de plástico. Vieram os convidados. Veio o vigário, veio o juiz e veio o escrivão. Testemunhas e a roda dos parentes. Fizeram o casamento. A moça sempre fora alta, grandalhona, fornida de carnes e de bons quartos. Naquele vestido branco, rodado, de babados subindo e descendo, de véu e grinalda, inda mais reforçada parecia.

Como a festança era mesmo de arromba, fogos pipocando, música chegando e muita gente entrando e saindo, ninguém mais reparou nos noivos que, depois de posarem para o retrato de praxe, na cabeceira da mesa e de cortarem juntos o bolo artístico, se misturaram com os convidados e cada qual se achou à vontade e sem constrangimento.

O juiz e o vigário deixaram-se ficar numa roda de amigos, conversando com advogados, escrivães, gente do foro.

O baile tinha começado. A moçada saracoteava alegre. Os que não eram de dança
rodeavam a mesa posta, com pratos, copos e garrafas. Espetos de churrasco e bandas de leitão se cruzavam por todos os lados.

Boas comidas, muita bebida e os donos da casa pondo o pessoal à vontade, incansáveis, não cabendo em si de contentes com o casamento daquela primeira filha. Nada alegra tanto o coração da criatura como mesa posta, carne assada, bebidas de graça e falta de cerimônia. Quem contestar esta verdade simples, não merece dois vinténs de crédito.

Bem por isso mesmo diz o caboclo: a alegria vem das tripas — barriga cheia, coração alegre. O que é pura verdade.

A orquestra assoprava valsas e boleros com furor. Os pares girando. Os namorados namorando. Os que não dançavam se encostavam pelas mesas e, quem já estava farto, fazia roda, bebia café, fumava cigarro e contava piadas.

Quando a festança ia mais animada, lá pelas tantas, ouviu-se um corre-corre pelos
quartos e corredores.

Logo mais aparecia na sala o dono da casa, ansioso e afobado, se desculpando e pedindo ao juiz e ao vigário fazerem o favor de acabar com a festa porque a noiva estava com dor de parto e a assistente já tinha chegado...

“Isto é que se chama aproveitar o tempo”, comentou um convidado, “numa só festa, casa a filha e chega a cegonha...” Fonte: https://contobrasileiro.com.br/o-casamento-e-a-cegonhaconto-de-cora-coralina/2026.

Ao comentar o desfecho do conto, um estudante produziu as seguintes frases:

I. A noiva realmente estava com dor de parto.
II. A noiva não estava preparada para o que aconteceria.
III. A noiva estava com dor de parto?
IV. Que situação inesperada!

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação das quatro frases, na ordem em que aparecem:
Alternativas
Q4437791 Português
Cora Coralina

Os pais da noiva tinham resolvido que o casamento da filha se faria ali mesmo, na chácara, à boa moda antiga, com mesada de doces, churrasco, muita empada, leitoa, frango assado, boas comidas e abundantes bebidas.

Armou-se o altar na sala da frente. Cobriu-se a mesa do civil com um lindo atoalhado de plástico. Vieram os convidados. Veio o vigário, veio o juiz e veio o escrivão. Testemunhas e a roda dos parentes. Fizeram o casamento. A moça sempre fora alta, grandalhona, fornida de carnes e de bons quartos. Naquele vestido branco, rodado, de babados subindo e descendo, de véu e grinalda, inda mais reforçada parecia.

Como a festança era mesmo de arromba, fogos pipocando, música chegando e muita gente entrando e saindo, ninguém mais reparou nos noivos que, depois de posarem para o retrato de praxe, na cabeceira da mesa e de cortarem juntos o bolo artístico, se misturaram com os convidados e cada qual se achou à vontade e sem constrangimento.

O juiz e o vigário deixaram-se ficar numa roda de amigos, conversando com advogados, escrivães, gente do foro.

O baile tinha começado. A moçada saracoteava alegre. Os que não eram de dança
rodeavam a mesa posta, com pratos, copos e garrafas. Espetos de churrasco e bandas de leitão se cruzavam por todos os lados.

Boas comidas, muita bebida e os donos da casa pondo o pessoal à vontade, incansáveis, não cabendo em si de contentes com o casamento daquela primeira filha. Nada alegra tanto o coração da criatura como mesa posta, carne assada, bebidas de graça e falta de cerimônia. Quem contestar esta verdade simples, não merece dois vinténs de crédito.

Bem por isso mesmo diz o caboclo: a alegria vem das tripas — barriga cheia, coração alegre. O que é pura verdade.

A orquestra assoprava valsas e boleros com furor. Os pares girando. Os namorados namorando. Os que não dançavam se encostavam pelas mesas e, quem já estava farto, fazia roda, bebia café, fumava cigarro e contava piadas.

Quando a festança ia mais animada, lá pelas tantas, ouviu-se um corre-corre pelos
quartos e corredores.

Logo mais aparecia na sala o dono da casa, ansioso e afobado, se desculpando e pedindo ao juiz e ao vigário fazerem o favor de acabar com a festa porque a noiva estava com dor de parto e a assistente já tinha chegado...

“Isto é que se chama aproveitar o tempo”, comentou um convidado, “numa só festa, casa a filha e chega a cegonha...” Fonte: https://contobrasileiro.com.br/o-casamento-e-a-cegonhaconto-de-cora-coralina/2026.

Considere a frase:
“Os convidados perceberam a movimentação.”
Assinale a alternativa que apresenta a transformação correta dessa frase para a forma negativa, mantendo o mesmo sujeito, o mesmo tempo verbal e o mesmo modo verbal:
Alternativas
Q4437792 Português
Cora Coralina

Os pais da noiva tinham resolvido que o casamento da filha se faria ali mesmo, na chácara, à boa moda antiga, com mesada de doces, churrasco, muita empada, leitoa, frango assado, boas comidas e abundantes bebidas.

Armou-se o altar na sala da frente. Cobriu-se a mesa do civil com um lindo atoalhado de plástico. Vieram os convidados. Veio o vigário, veio o juiz e veio o escrivão. Testemunhas e a roda dos parentes. Fizeram o casamento. A moça sempre fora alta, grandalhona, fornida de carnes e de bons quartos. Naquele vestido branco, rodado, de babados subindo e descendo, de véu e grinalda, inda mais reforçada parecia.

Como a festança era mesmo de arromba, fogos pipocando, música chegando e muita gente entrando e saindo, ninguém mais reparou nos noivos que, depois de posarem para o retrato de praxe, na cabeceira da mesa e de cortarem juntos o bolo artístico, se misturaram com os convidados e cada qual se achou à vontade e sem constrangimento.

O juiz e o vigário deixaram-se ficar numa roda de amigos, conversando com advogados, escrivães, gente do foro.

O baile tinha começado. A moçada saracoteava alegre. Os que não eram de dança
rodeavam a mesa posta, com pratos, copos e garrafas. Espetos de churrasco e bandas de leitão se cruzavam por todos os lados.

Boas comidas, muita bebida e os donos da casa pondo o pessoal à vontade, incansáveis, não cabendo em si de contentes com o casamento daquela primeira filha. Nada alegra tanto o coração da criatura como mesa posta, carne assada, bebidas de graça e falta de cerimônia. Quem contestar esta verdade simples, não merece dois vinténs de crédito.

Bem por isso mesmo diz o caboclo: a alegria vem das tripas — barriga cheia, coração alegre. O que é pura verdade.

A orquestra assoprava valsas e boleros com furor. Os pares girando. Os namorados namorando. Os que não dançavam se encostavam pelas mesas e, quem já estava farto, fazia roda, bebia café, fumava cigarro e contava piadas.

Quando a festança ia mais animada, lá pelas tantas, ouviu-se um corre-corre pelos
quartos e corredores.

Logo mais aparecia na sala o dono da casa, ansioso e afobado, se desculpando e pedindo ao juiz e ao vigário fazerem o favor de acabar com a festa porque a noiva estava com dor de parto e a assistente já tinha chegado...

“Isto é que se chama aproveitar o tempo”, comentou um convidado, “numa só festa, casa a filha e chega a cegonha...” Fonte: https://contobrasileiro.com.br/o-casamento-e-a-cegonhaconto-de-cora-coralina/2026.

Considere as palavras:
público – também – saída – histórico
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação quanto à posição da sílaba tônica e uma característica relacionada à acentuação das palavras. 
Alternativas
Q4437793 Português
Cora Coralina

Os pais da noiva tinham resolvido que o casamento da filha se faria ali mesmo, na chácara, à boa moda antiga, com mesada de doces, churrasco, muita empada, leitoa, frango assado, boas comidas e abundantes bebidas.

Armou-se o altar na sala da frente. Cobriu-se a mesa do civil com um lindo atoalhado de plástico. Vieram os convidados. Veio o vigário, veio o juiz e veio o escrivão. Testemunhas e a roda dos parentes. Fizeram o casamento. A moça sempre fora alta, grandalhona, fornida de carnes e de bons quartos. Naquele vestido branco, rodado, de babados subindo e descendo, de véu e grinalda, inda mais reforçada parecia.

Como a festança era mesmo de arromba, fogos pipocando, música chegando e muita gente entrando e saindo, ninguém mais reparou nos noivos que, depois de posarem para o retrato de praxe, na cabeceira da mesa e de cortarem juntos o bolo artístico, se misturaram com os convidados e cada qual se achou à vontade e sem constrangimento.

O juiz e o vigário deixaram-se ficar numa roda de amigos, conversando com advogados, escrivães, gente do foro.

O baile tinha começado. A moçada saracoteava alegre. Os que não eram de dança
rodeavam a mesa posta, com pratos, copos e garrafas. Espetos de churrasco e bandas de leitão se cruzavam por todos os lados.

Boas comidas, muita bebida e os donos da casa pondo o pessoal à vontade, incansáveis, não cabendo em si de contentes com o casamento daquela primeira filha. Nada alegra tanto o coração da criatura como mesa posta, carne assada, bebidas de graça e falta de cerimônia. Quem contestar esta verdade simples, não merece dois vinténs de crédito.

Bem por isso mesmo diz o caboclo: a alegria vem das tripas — barriga cheia, coração alegre. O que é pura verdade.

A orquestra assoprava valsas e boleros com furor. Os pares girando. Os namorados namorando. Os que não dançavam se encostavam pelas mesas e, quem já estava farto, fazia roda, bebia café, fumava cigarro e contava piadas.

Quando a festança ia mais animada, lá pelas tantas, ouviu-se um corre-corre pelos
quartos e corredores.

Logo mais aparecia na sala o dono da casa, ansioso e afobado, se desculpando e pedindo ao juiz e ao vigário fazerem o favor de acabar com a festa porque a noiva estava com dor de parto e a assistente já tinha chegado...

“Isto é que se chama aproveitar o tempo”, comentou um convidado, “numa só festa, casa a filha e chega a cegonha...” Fonte: https://contobrasileiro.com.br/o-casamento-e-a-cegonhaconto-de-cora-coralina/2026.

Considere as duas versões da frase:

I. A noiva que estava ansiosa saiu da sala.
II. A noiva, que estava ansiosa, saiu da sala.

Sobre o emprego das vírgulas e o sentido produzido nas duas construções, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4437794 Matemática
Na preparação da merenda escolar, havia 18,5 kg de arroz no depósito. Antes do início do preparo, foram recebidos mais três pacotes de 2 kg cada. Nesse dia, foram utilizados 7,5 kg de arroz, sem perdas ou outras movimentações do estoque. Após essas movimentações, qual quantidade de arroz permaneceu no depósito?
Alternativas
Q4437795 Matemática
Uma escola recebeu oito caixas com 24 lápis em cada uma. Desse total, 36 lápis foram separados para uso da secretaria. Os demais foram distribuídos igualmente entre seis turmas. Depois dessa distribuição, cada turma recebeu mais quatro lápis provenientes de uma doação. Quantos lápis cada turma recebeu ao todo?
Alternativas
Q4437796 Matemática
Uma unidade municipal dispõe de 84 sabonetes, 126 escovas de dentes e 168 tubos de pasta de dente para montar o maior número possível de kits de higiene, utilizando todos os produtos, sem sobras. A quantidade de sabonetes deverá ser igual em todos os kits; o mesmo deverá ocorrer, separadamente, com a quantidade de escovas de dentes e com a quantidade de tubos de pasta de dente. Qual é o maior número de kits de higiene que poderá ser montado nessas condições? 
Alternativas
Q4437797 Matemática
Uma escola recebeu determinado número de cadernos. Na primeira etapa, foram distribuídos 20% dos cadernos recebidos. Na segunda etapa, foram distribuídos 50% dos cadernos que haviam restado após a primeira distribuição. Não houve outras entradas ou saídas. Ao final das duas etapas, permaneceram 160 cadernos no depósito. Quantos cadernos a escola recebeu inicialmente?
Alternativas
Q4437798 Matemática Financeira
Para comprar um equipamento, uma associação tomou emprestados R$ 2.400,00, com taxa de juros simples de 1,5% ao mês. O pagamento será realizado de uma só vez, ao final de cinco meses, sem tarifas ou outros acréscimos. Qual será o valor total pago para quitar o empréstimo?
Alternativas
Q4437799 Matemática
Uma máquina embala 450 porções de alimento em 18 minutos, trabalhando em ritmo constante. Um cliente fez um pedido de 900 porções e, depois, acrescentou mais 90 porções ao pedido. Mantendo o mesmo ritmo e sem interrupções, qual será o tempo total necessário para a máquina embalar todas as porções do pedido?
Alternativas
Q4437800 Matemática
Quatro trabalhadores limparam uma área de 600 m² em cinco dias, trabalhando seis horas por dia. Outra área, de 900 m², deverá ser limpa em três dias, mantendo-se a jornada de seis horas por dia para cada trabalhador. Considere que todos os trabalhadores apresentam a mesma produtividade constante, que o trabalho pode ser dividido entre eles sem interferências e que as duas áreas oferecem as mesmas condições de limpeza. Qual é o número mínimo de trabalhadores necessário para concluir o novo serviço em até três dias?
Alternativas
Q4437801 Matemática
Na conferência de materiais, foram registrados: um cabo com 2,4 m de comprimento; um pacote de alimento com 1,5 kg de massa; um frasco com 0,75 L de capacidade; e uma caixa com volume interno de 0,03 m³. Esses valores, expressos respectivamente em centímetros, gramas, mililitros e litros, correspondem a: 
Alternativas
Q4437802 Matemática
Uma praça possui área pavimentada de 0,018 hectare que deverá ser lavada. Uma equipe lava 12 m² a cada 20 minutos, mantendo ritmo constante. Considerando que 1 hectare corresponde a 10.000 m² e que não haverá interrupções, quanto tempo será necessário para lavar toda a área pavimentada?
Alternativas
Q4437803 Matemática
Uma funcionária recebeu R$ 250,00 para comprar materiais. Comprou oito unidades de um produto com preço de tabela de R$ 18,50 cada e seis unidades de outro produto com preço de tabela de R$ 12,00 cada. A loja concedeu desconto de 15% sobre o preço de tabela de todos os produtos adquiridos. Com o dinheiro restante depois desse pagamento, ela comprou o maior número possível de panos de limpeza inteiros, com preço de tabela de R$ 12,00 cada e o mesmo desconto de 15%. Não houve taxas ou outros acréscimos em nenhuma das compras. Quanto restou dos R$ 250,00 após todas as compras?
Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: E
4: A
5: A
6: C
7: A
8: D
9: B
10: E
11: D
12: B
13: B
14: E
15: A
16: C
17: E
18: D
19: A
20: C