Questões de Concurso
Sobre história, modelos, métodos e práticas da terapia ocupacional em terapia ocupacional
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É necessário que o terapeuta ocupacional ative a possibilidade de estar atento naquilo que é mais sutil, se abrir para a experiência de um olhar que encontra o outro olhar. Nesse sentido, é correto afirmar que as abordagens corporais se configuram como atividades que podem promover estratégias para o cuidar, sendo uma oportunidade de conscientização da importância do toque e aprendizagem de uma relação de cuidado com o próprio corpo, na busca de sentidos e novas possibilidades.
A dança é uma ferramenta na terapia ocupacional que, mesmo quando não exije movimentos de grande intensidade, é necessário equilíbrio, coordenação motora e habilidade cognitiva. Além disso, ela proporciona benefícios emocionais e pode ser adaptada à condição clínica de diversas pessoas, favorecendo a interação entre indivíduos com diferentes habilidades funcionais. Contudo, devemos lembrar que a dança em abordagens de terapia ocupacional não pode ser aplicada em nenhum tipo de idosos, visto que os indivíduos não terão condições físicas de dançar.
A terapia ocupacional (TO), no contexto social é ditada por características, problemas e necessidades concretas da população com e para a qual trabalha e, também, a partir de sua responsabilidade social na área da saúde em um sistema em transformação. Por conta disso a TO social é historicidade, e só é definido no contexto e na inter-relação, compreendendo a pessoa entre a objetividade de seu problema e a subjetividade da interpretação de suas necessidades, entre seu modo de enxergar a vida e aquele do terapeuta ocupacional, entre a técnica e as dificuldades reais do cotidiano.
A Terapia Ocupacional, enquanto área de conhecimento e prática de saúde, se interessa pelos problemas do homem em sua vida de atividades, ou seja, considera as atividades humanas como o produto e o meio de construção do próprio homem e busca entender as relações que este homem em atividade estabelece em sua condição de vida e saúde. Dentre as competências e habilidades do Terapeuta Ocupacional no campo da atenção à saúde, destaca-se o desenvolvimento de ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo.
Antes da sociedade contemporânea, a ideia da sequência do ciclo de vida era muito bagunçada e ocorria bastante um processo que podemos chamar de alongamento das fases da vida (infância, adolescência e adultez). A maior facilidade de obtenção de emprego e o não prolongamento de estudo, aliado a autonomia financeira na sociedade contemporânea, contribuem para que os jovens permaneçam menos tempo com seus pais. Dadas as mudanças que vêm ocorrendo em função de transformações das condições sócio-históricas e culturais, os referenciais não funcionais que demarcavam os limites entre uma idade e a outra começam a ser reorganizados.
As mudanças que vêm ocorrendo na hierarquia de idades até então estabelecida, aliadas as condições sóciohistóricas e culturais, desencadeiam um novo jeito de compreender a infância e a adolescência que traz implicações na forma pela qual as crianças e os adolescentes são representados e se constroem como indivíduos. Mesmo que os critérios cronológicos sejam ainda válidos, a faixa etária não pode ser mais entendida como uma dimensão básica para definir os ciclos de vida.
Mesmo considerando que a terapia ocupacional é uma prática dentro da realidade humana e que suas intervenções devem estar além dos indivíduos e das relações microssociais, não é necessário nem importante que o terapeuta ocupacional, no momento de escolha de quais instrumentos e/ou técnicas de avaliações serão utilizadas em casos clínicos, se importe com o âmbito "humano" do caso, mas sim somente com o âmbito cientifico envolvido no caso.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Terapia Ocupacional, o profissional da terapia ocupacional não é obrigado a conhecer, experimentar ou utilizar atividades artísticas, corporais e lúdicas.
Experimentações corporais podem ser frequentemente utilizadas como recurso em intervenções de terapeutas ocupacionais. Porém, elas não podem ser utilizadas como um instrumento na formação dos terapeutas. Podemos assim afirmar que o terapeuta ocupacional não deve se enxergar como um promotor de atividades, pois ele não precisa se conectar ao paciente e nem usar suas próprias funções transformadoras para tal.
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando o referencial teórico-metodológico para a prática da Terapia Ocupacional implicada pelas questões territoriais comunitárias e suas respectivas definições.
Coluna 1
1. Ensinagem.
2. Desenvolvimento.
3. Local.
4. Participativo.
Coluna 2
( ) Como uma escala territorial definida pelas formas que seus agentes significam o envolvimento em ocupações.
( ) Como um modo de agir em Terapia Ocupacional.
( ) A inserção e envolvimento na vida social através de processo, narrativas, percepções, lembranças e responsabilizações.
( ) Como expansão das liberdades de funcionar no território.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
De acordo com Castel (apud Barreiro et al., 2020), a vida material na compreensão de que a estrutura social capitalista molda a sociedade em estratificadas classes sociais tem na _____________ sua condição de existência.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Sobre os conceitos de território e comunidade na Terapia Ocupacional brasileira, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Advieram por caminhos relacionados às políticas sociais e econômicas do país, como uma maneira de informar teoricamente a crítica sobre a realidade social e as práticas profissionais.
( ) O termo “comunidade” e seu desenvolvimento na prática de Terapia Ocupacional data do fim dos anos 1990.
( ) O termo “território” foi influenciado pelos movimentos de desinstitucionalização, em especial os da psiquiatria democrática espanhola.
( ) “Comunidade” pode ser a composição de uma estratégia deixando de ser espontânea para ser estimulada, enquanto “território” apresenta o sentido de chão concreto da vida cotidiana das políticas públicas e exercício da cidadania.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.