Questões de Concurso
Sobre transformações societárias, mundo do trabalho e estado capitalista em serviço social
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O debate contemporâneo acerca da família tem apresentado perspectivas conservadoras, mas outras progressistas. Logo, pensar a família sob este último prisma é concebê-la como:
Nas últimas décadas, o protagonismo da família nos diversos programas sociais, com conteúdo e objetivos diferentes, expressam tendências contemporâneas no âmbito da proteção social. Desta forma, para o Estado, a família tornou-se:
Considerando que as dinâmicas familiares são atingidas pelos processos de transformação societária, é fundamental que o assistente social que direciona seu trabalho a famílias tenha o entendimento de que as funções da família na sociedade capitalista se referem:
Para Potyara Pereira (2004) desde a crise econômica mundial da década de 70, a família vem sendo redescoberta como um agente privado de proteção social. Apesar dessa tendência, dadas as afirmações,
I. Não existe uma política de família em muitos países capitalistas centrais e nos países periféricos como o Brasil.
II. Existe uma política de família desde a constituição do welfare state no continente europeu; modelo apropriado pelo Brasil na Constituição de 1988.
III. Uma política de família somente passou a existir a partir da década de 90 com os Programas de Transferência Condicionada de Renda, cujo Brasil constitui-se em um país modelo em decorrência do Bolsa Família.
verifica-se que está(ão) correta(s) apenas
Na contemporaneidade pode-se assegurar que essa experiência:
I. o Estado “é a única fonte do direito à violência, sustentado pelo consentimento dos dominados e por um quadro jurídico e administrativo que lhe confere poder, racionalidade e legitimidade”;
II. o Estado “tem o mesmo efeito dominador em qualquer regime, não importam as formas de governo que venha a apresentar: é sempre um instrumento de dominação e de manutenção da estrutura de classes”.
Os teóricos responsáveis por essas afirmações são, respectivamente,
Marilda Iamamoto, em sua obra Serviço Social em tempo de capital fetiche (2007), discute as condições que circunscrevem o trabalho do assistente social na dinâmica das relações sociais vigentes na sociedade contemporânea.
A autora considera que:
1. O exercício profissional é polarizado pela trama de relações e interesses sociais, participando de um processo que permite tanto a continuidade da sociedade de classes quanto as possibilidades de sua transformação.
2. O exercício profissional exige um sujeito profissional que tenha competências para propor e negociar com a instituição os seus projetos e atribuições profissionais.
3. A sociabilidade capitalista contemporânea, fortemente impregnada nas relações entre Estado e sociedade, subordina o trabalho do assistente social aos princípios neoliberais.
4. A sociedade civil deve ser entendida como espaço para canalizar as demandas não atendidas pelo Estado.
5. O exercício profissional exige uma análise crítica e teoricamente fundamentada do trabalho realizado, sendo este indissociável dos projetos societários mais amplos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.