Questões de Concurso
Sobre surgimento e institucionalização do serviço social em serviço social
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Inicialmente, o serviço social brasileiro manteve relação com a Igreja Católica e assumiu caráter conservador, calcado na teoria social positivista. A partir dos anos 1950, passou a ser influenciado pelo serviço social norte-americano, fundamentado em pensamento de cunho liberal.
A influência da teoria social de Marx na categoria profissional vincula-se à compreensão de que as relações sociais são sempre mediatizadas por situações e instituições que revelam/ocultam relações sociais imediatas.
I - Devido às peculiaridades da realidade social de cada país, o Movimento de Reconceituação se apresentou de diferentes formas, porém sua proposta foi centrada no questionamento da metodologia, dos objetivos, do objeto da ação profissional e do conteúdo da formação, com a intenção de superar a vinculação da prática profissional dos assistentes sociais aos interesses dominantes.
II - O Movimento de Reconceituação do Serviço Social, a partir da perspectiva hegemônica, no contexto da América Latina, impõe aos assistentes sociais a necessidade de práticas continuadas de caráter conservador que deram origem à profissão, calcadas no atrelamento às demandas e interesses institucionais.
III - O Movimento de Reconceituação do Serviço Social coloca como exigência a necessidade de construção de uma nova proposta de ação profissional, tendo em vista as demandas e interesses dos setores populares que constituem, majoritariamente, a clientela do Serviço Social.
IV - O Movimento de Reconceituação apontou uma nova perspectiva teórico-metodológica fomentadora de uma ação profissional comprometida com um processo de transformação social.
Assinale a alternativa CORRETA:
Coluna 1
1. Propriedade territorial capitalista
2. Modernização conservadora
3. Expansão monopolista
4. Burguesia brasileira
5. Democracia
Coluna 2
( ) permite explicar a incorporação e/ou criação de relações sociais arcaicas ou atrasadas nos setores de ponta na economia, que adquirem força nos anos recentes, com a peonagem, a escravidão por dívida, a clandestinidade nas relações de trabalho e a sua precarização mediante a regressão dos direitos sociais trabalhistas.
( ) é responsável pela persistência de constrangimentos históricos que freiam o alcance das transformações históricas do presente, porque se realizam por meio de instituições, concepções e valores enraizados em relações que tiveram sentido pleno no passado e que são ressuscitadas na atualidade.
( ) faz-se, no Brasil, mantendo, de um lado, a dominação imperialista e, de outro, a desigualdade interna do desenvolvimento da sociedade nacional. Aprofunda as desigualdades econômicas, sociais e regionais, à medida que favorece a concentração social, regional e racial de renda, prestígio e poder.
( ) é marcada por uma forma de dominação burguesa que, por suas características, Florestan Fernandes (1975) qualifica de “restrita", porque voltada aos membros das classes dominantes que universalizam seus interesses de classe a toda a nação, pela mediação do Estado e de seus organismos privados de hegemonia.
( ) tem suas raízes profundamente imbricadas às bases do poder oligárquico e à sua renovação diante da expansão dos interesses comerciais, financeiros e industriais. […] Se socializa polarizada por um forte conservadorismo sociocultural e político, traduzido no mandonismo oligárquico.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
O processo de reconceituação do serviço social, no período de 1965 a 1975, é marcado pela relação com a perspectiva positivista, a partir da qual prevalece a visão do homem como ser abstrato e universal, e da sociedade como lugar em que ocorrem os processos evolutivos, os quais independem da ação humana.
O processo de renovação do serviço social brasileiro, que ocorreu por volta dos anos 70 do século passado, coincide com o desgaste do serviço social tradicional. Até então, os fundamentos da formação profissional apoiavam-se na literatura de cunho funcionalista; além disso, orientavam para a prática do bem, refletida em ações de ajuda material e, também, às pessoas consideradas desajustadas socialmente.
A interlocução do serviço social com a matriz teórico-metodológica apoiada na teoria social de Karl Marx possibilitou a abordagem da profissão como componente da organização da sociedade, inserida na dinâmica das relações sociais.
Análises críticas sobre o processo de renovação do serviço social afirmam que, ao final dos anos 80 do século XX, democratizou-se a relação no interior da categoria e legitimou-se o direito à diferença ídeo-política.
Uma das três direções principais para o processo de renovação do serviço social é a perspectiva modernizadora, que ocorreu do período pós-1964, até meados da década de 70 do século passado, e teve o propósito de adequar a profissão às estratégias de desenvolvimento capitalista.
A concepção de que o assistente social pode transformar-se em intelectual orgânico — ou seja, em um indivíduo que, ao assumir um compromisso com a população, tenha capacidade de atuar em defesa de alternativas teóricas e práticas que fortaleçam o saber e o poder do povo — é fundamentada no pensamento de Marx.
No Brasil, os primeiros objetivos políticos e sociais do serviço social foram orientados pelo posicionamento de cunho humanista conservador, o qual divergia dos ideários liberal e marxista.
A perspectiva desenvolvimentista predominante no serviço social no período pós-Constituição de 1988 é fundada nas ideias de justiça social e de transformação social, as quais se manifestam, no exercício profissional, a partir da postura de liderança assumida pelo profissional quando da sua atuação junto à população.