Questões de Concurso
Sobre serviço social e minorias: grupos étnicos/raciais, movimentos sociais, questão agrária e ambiental, questão habitacional, questão de gênero e população de rua em serviço social
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As desigualdades sociais no Brasil se apresentam como expressões da questão social produzidas pelo modo de produção capitalista. Essa reflexão deve subsidiar o assistente social ao
ROCHA, R. F. A questão étnico-racial no processo de formação em Serviço Social. Revista Serviço Social e Sociedade, São Paulo, n. 99, jul./set. 2009.
Nesse contexto, assistentes sociais podem relacionar a questão étnico-racial no planejamento do seu exercício profissional, sendo necessária a
“Os/as assistentes sociais desenvolvem o seu trabalho profissional nas diversas políticas públicas, no complexo e contraditório processo de reprodução das relações sociais. No modo de produção capitalista, a manutenção dos níveis extremos de desigualdade social está mediada pela funcionalidade do racismo e, no caso das relações institucionais, sejam elas públicas ou privadas, é dependente do racismo institucional, que possibilita a manutenção de práticas racistas, internalizadas e reproduzidas de maneira automatizada e naturalizada”.
(Marcia C. Eurico. A luta contra as explorações/opressões, o debate étnico-racial e o trabalho do assistente social. Revista Serviço Social e Sociedade. N.133. Cortez: 2018. p.523)
O patriarcado, por funcionar como sistema, faz parte das relações sociais, sendo reproduzido socialmente somente pelos homens.
O patriarcado é uma categoria que expressa o poder dos homens e a dominação e a opressão masculina sobre as mulheres.
Os estudos de gênero iniciaram-se a partir da influência das feministas acadêmicas, e sua grande contribuição enfatiza a necessidade de se desnaturalizar e historicizar as desigualdades entre homens e mulheres.
A heterossexualidade compulsória é uma mediação fundamental para a compreensão da exploração heteropatriarcal que atinge mulheres e pessoas vinculadas socialmente ao feminino, pois reforça a ideologia de naturalização dos sexos, bem como o modelo de família tradicional.
A diversidade humana é um atributo originado das lutas sociais.
O programa Minha Casa Minha Vida assume uma interpretação heterogênea do processo de urbanização vivido pelas cidades brasileiras, ao considerar seus diferentes dinamismos econômicos, padrões de renda e realidade fundiária.
Os marcos liberais do capitalismo privilegiam um modelo político econômico que sobrepõe o econômico aos fins sociais, dando vazão a um processo de reestruturação urbana, que alimenta a especulação imobiliária e a disputa pelo acesso à terra e pelo controle do uso e ocupação do solo.
A espoliação urbana refere-se às condições de exploração do trabalho propriamente ditas, ou mais precisamente às condições de pauperização absoluta ou relativa a que estão sujeitos os diversos segmentos da classe trabalhadora.
O espaço urbano define-se a partir dos seus resultados finais mais imediatos e visíveis, tais como se apresentam na paisagem urbana das cidades.