Questões de Concurso Comentadas sobre serviço social
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I. a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária.
II. a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice.
III. a garantia de 1 (um) salário-mínimo de benefício mensal à pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família.
IV. o amparo às crianças e aos adolescentes carentes.
V. a promoção da integração ao mercado de trabalho.
É correto o que se afirma em:
1902 – Subitamente – nenhuma doença antes, nenhuma febre, nenhum golpe na cabeça, nenhum desgosto – o menino Jorge Henrique Kuntz, de treze anos, residente no bairro da Floresta, em Porto Alegre, entra em coma. Ao menos este é o diagnóstico que formula o Doutor Schultz, médico da família, perplexo diante do estranho caso desse rapazinho que, nunca tendo tido uma doença grave, deitou-se e não mais acordou, As informações do texto reforçam a ideia de que apesar dos gritos, das súplicas, das cautelosas picadas de alfinete. É coma, diz o médico, e a família recusa-se a acreditar: o rosto rubicundo, o leve sorriso, a respiração tranquila – isto é coma? Isto é coma, doutor? – pergunta indignado Ignacio José Kuntz, marceneiro e faz-tudo, pai do menino. A mãe, Augusta Joaquina Kuntz, não pergunta nada, não diz nada; chora, abraçada aos outros filhos: as gêmeas, Suzana e Marlene, dois anos mais velhas que Jorge Henrique; e Ernesto Carlos, o caçula. O médico, confuso, apanha a maleta e se retira. 1938 – Morre o Doutor Schultz. Encontram entre seus papéis um caderno contendo uma descrição detalhada do caso de Jorge Henrique. As inúmeras interrogações dão prova da angústia do velho médico: até o fim, pesquisou, sem êxito, um diagnóstico. 1944 – Augusta Joaquina completa setenta e cinco anos. As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa: não vê motivos para celebrações. Prefere ficar só, com seu filho. É que vê a morte se aproximar. Vê a morte se aproximar e nada pode fazer. Mas não se preocupa: há meses vê, junto à cama de Jorge Henrique, um vulto de contornos indistintos, envolto numa aura de suave esplendor. É a este ser, ao anjo da guarda, que confiará o seu filho quando enfim partir. Uma madrugada acorda sufocada, estertorando; é, reconhece, o velho coração que fraqueja. Soergue-se no catre, volta os olhos arregalados para o filho. – Filho! Não consegue levantar-se. Pega os cabelos dele com as mãos, trêmulas, leva-os ao rosto. Filho, murmura, vou para o céu, vou pedir por ti... Morre. Não fosse isto – a morte – teria visto Jorge Henrique abrir os olhos, sorrir, espreguiçar-se, dizer numa vozinha fraca de nenê: ai, gente, dormi um bocado. (Moacyr Scliar, Os melhores contos. Adaptado)
As informações do texto reforçam a ideia de que
I. A “questão social” é expressão das desigualdades sociais constitutivas do capitalismo. II. As diversas manifestações da “questão social” são indissociáveis das relações entre as classes sociais que estruturam o sistema capitalista. III. A “questão social” não se expressa na resistência e na disputa política. IV. A “questão social” e a desigualdade são elementos estruturantes da sociabilidade capitalista.
A perspectiva teórico‐metodológica de Faleiros destaca a produção relativa à função pedagógica do serviço social e o autor, fundamentado nos pressupostos de Gramsci, discute sobre a importância de o assistente social realizar práticas democratizantes e emancipatórias no exercício profissional.
Iamamoto aponta a obra de José Paulo Netto sobre a tese do sincretismo e da prática diferenciada do assistente social como uma das mais relevantes contribuições para a renovação crítica do serviço social.
Iamamoto elenca três eixos temáticos que fomentaram o debate dos fundamentos do serviço social nas décadas de 1980 e 1990, são eles: o resgate da historicidade da profissão; a crítica teórico‐metodológica tanto do conservadorismo quanto da vulgarização marxista; e a ênfase na política social pública.
I. Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo.
II. Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças.
III. Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação, exploração de classe, etnia e gênero.
Está(ão) CORRETO(S):