Questões de Concurso
Comentadas sobre proteção social à criança, ao adolescente e à família em serviço social
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Na implementação da PNI, compete aos órgãos e às entidades públicas desenvolver formas de cooperação, por meio de parcerias público-privadas, entre secretarias de saúde municipais e centros de referência em geriatria e gerontologia, para o treinamento de equipes de saúde multiprofissionais, desde que esses centros constituam organizações não governamentais.
Ao idoso é garantida por lei a faculdade de buscar refúgio, auxílio e orientação.
De acordo com o que dispõe o Estatuto do Idoso acerca de alimentos, a obrigação alimentar é solidária, razão por que o idoso pode optar entre os prestadores, que têm a obrigação de prover cestas básicas em número compatível com a renda per capita familiar do idoso.
O benefício de prestação continuada, a que fazem jus às pessoas idosas que atendam aos requisitos previstos em lei para a concessão do benefício, deve ser revisto anualmente para avaliação da continuidade das condições que lhe deram origem.
Na literatura especializada, é consenso que a estratégia de redução de danos adotada na abordagem de usuários tardios transmite uma mensagem de descrença quanto à possibilidade de se interromper o uso de drogas.
Nos tratamentos em que se adota a estratégia de redução de danos, o projeto terapêutico de cada usuário deve estar atrelado a um contrato terapêutico, e, caso o usuário não cumpra esse contrato, é recomendável efetivar seu desligamento e encaminhá-lo a outro serviço de natureza distinta.
Com o advento da AIDS, associada aos graves problemas relacionados ao uso de drogas injetáveis, as concepções acerca do uso de drogas passaram a ter como foco principal o problema da dependência às drogas, orientando-se no sentido da prevenção ao uso de drogas.
Redução de risco e redução de dano são expressões similares, que podem ser usadas como sinônimos para a compreensão do conceito de redução de danos.
Atualmente, no que se refere à atuação dos profissionais do serviço social junto a usuários de crack, recomenda-se o ensino de formas de redução de danos, medida de saúde pública que contribui para reforçar os direitos à cidadania plena.
Em debate recente, cientistas sociais discutiram os modelos biomédico, religioso e jurídico de tratamento de dependentes de crack e concluíram que esses modelos culpabilizam o usuário, deixando de lado sua subjetividade e o contexto social específico.
O modelo de redução de danos desvia a atenção do uso de drogas propriamente dito para suas consequências e efeitos prejudiciais ao usuário e à sociedade, enquanto o modelo moral compreende o uso de drogas como ilegal e propõe a redução da oferta por meio de proibição e punição.
Entre as características do trabalho socioeducativo com famílias, inclui-se a necessidade de obtenção de um conjunto de informações, análises e tendências gerais em relação às mudanças ocorridas no âmbito da instituição familiar.
Para o desenvolvimento de um trabalho com famílias, é importante conhecer os espaços físicos e geográficos, bem como a realidade da oferta dos serviços e programas existentes e do acesso a eles, dados que podem ser verificados por meio de indicadores sociais amplos.
As práticas sociais indicam que persiste o desequilíbrio na distribuição do trabalho doméstico, bem como na sua dinâmica e organização, permanecendo o padrão tradicional no que diz respeito aos papéis socialmente atribuídos aos homens e às mulheres.
De acordo com estudos recentes, vem-se fortalecendo a perspectiva político-ideológica que propõe uma divisão de responsabilidades entre a sociedade e o Estado no que se refere à proteção social, de tal forma que, no âmbito privado, a família assuma o papel do Estado.
De acordo com a legislação em vigor, para se trabalhar com a concepção de matricialidade, deve-se observar a lógica da cidadania e do direito, e as práticas adotadas devem reiterar o caráter disciplinador.
A estrutura familiar (composição) é determinante para o modo de relacionamento interpessoal de uma família.
Na definição da metodologia de trabalho com famílias, a consciência de lidar com um objeto-sujeito em constante mutação ampara-se na concepção de família como unidade doméstica fundamentada nos laços de consanguinidade e cuja estrutura de relações é construída com base na extensão desses laços.