Questões de Concurso Comentadas sobre segurança e saúde no trabalho
Foram encontradas 40.606 questões
Patologia infecciosa que pode ter causa ocupacional em trabalhadores agrícolas ou florestais, em zonas endêmicas e em outras situações específicas de exposição ocupacional, como, por exemplo, em laboratórios de pesquisa e análises clínicas.
Caracteriza-se pela formação de pápulas únicas ou múltiplas, que evoluem para úlceras com bordas elevadas e fundo granuloso, indolores. Pode-se apresentar também com placas verrucosas, papulosas, nodulares, localizadas ou difusas. A forma grave da doença decorre do aparecimento de metástases na mucosa nasal ou orofaringeana. As ulcerações, aí, destroem as cartilagens e estruturas ósseas, produzindo lesões mutilantes da face, que comprometem a fisiologia e a vida social dos pacientes.
Assinale a opção que indica a patologia acima descrita.
Sobre os conceitos e as disposições contidos nessa norma, assinale a afirmativa correta.
A Classe de risco 3 inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão, em especial (não exclusivamente) por via respiratória, e que causam doenças potencialmente letais em humanos ou animais, e para as quais existem, usualmente, medidas profiláticas e terapêuticas.
Assinale a opção que apresenta um agente biológico classe de risco 3.
Essa condição é neurossensorial e irreversível. Os sintomas podem incluir dificuldade para escutar, especialmente em frequências altas, e pode afetar a qualidade de vida. É importante buscar tratamento e prevenção, como o uso de protetores auditivos, para evitar a progressão da perda auditiva.
Sobre a PAIR, assinale a afirmativa correta.
Sobre as disposições contidas nessa norma e a atuação do Médico do Trabalho, assinale a afirmativa correta.
Considerando as disposições atuais da norma e a prática do médico do trabalho, assinale a afirmativa correta.
Conforme os conceitos e as aplicações da Ergonomia, analise as afirmativas a seguir.
I. Risco ergonômico é todo fator que interfere nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde.
II. A adequação ergonômica significa colocar cada trabalhador num posto de trabalho compatível com suas condições físicas e mentais.
III. O local de trabalho deve ser analisado em suas várias dimensões, como as condições das instalações, o estado do mobiliário e os equipamentos disponibilizados pela organização.
Está correto o que se afirma em
Conforme a CLT, assinale a afirmativa correta.
Sobre as disposições dessa norma e a atuação do Médico do Trabalho, assinale a afirmativa correta.
Sobre o SESMT, assinale a afirmativa incorreta.
Um trabalhador sofre agravo relacionado ao trabalho e o médico do PCMSO conclui pela necessidade de afastamento que se estenderá por mais de quinze dias. A equipe discute as providências cabíveis.
Conforme a NR-7, entre as condutas previstas está
Assinale a opção que caracteriza corretamente a abordagem dos riscos psicossociais nessa perspectiva.
( ) Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas de alta tensão devem possuir treinamento específico de segurança nesse nível de tensão, sendo obrigatória a realização de treinamento de reciclagem com periodicidade bienal.
( ) O Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo órgão nacional competente atesta a eficácia do EPIs para proteção contra riscos elétricos, cabendo à organização a responsabilidade exclusiva pela higienização periódica e manutenção de vestimentas de trabalho com proteção contra efeitos térmicos de arco elétrico.
( ) Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) destinados à proteção contra riscos elétricos dispensam a adoção de medidas de proteção coletivas e de procedimentos de desenergização previstos na NR-10.
As afirmativas são, respectivamente,
Texto para a questão
Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.
Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.
Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.
Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.
Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.