Questões de Concurso
Sobre epidemiologia e saúde coletiva em saúde pública
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As medicinas tradicionais caracterizam-se pela homogeneidade, distinguindo-se apenas no que diz respeito à nomenclatura das plantas utilizadas por diferentes etnias indígenas.
Estratégias nacionais podem estruturar repositórios de dados para vigilância epidemiológica e planejamento sanitário.
O telemonitoramento envolve a coleta e a análise de parâmetros clínicos a distância, permitindo o acompanhamento longitudinal de condições crônicas e a detecção precoce de exacerbações.
Acerca da atenção primária à saúde (APS), julgue o seguinte item.
A estratificação de risco auxilia na priorização de usuários com maior vulnerabilidade clínica ou social.
No que se refere a saúde de populações tradicionais, julgue o próximo item.
Campanhas de vacinação podem ser aplicadas uniformemente, sem adaptação de comunicação a línguas, símbolos ou formas comunitárias.
No que se refere a saúde de populações tradicionais, julgue o próximo item.
Estratégias de atenção à saúde devem considerar períodos de migração laboral ou sazonal, comuns em comunidades ribeirinhas ou quilombolas.
Com relação à saúde indígena, julgue o item que se segue.
A vigilância em saúde indígena deve integrar monitoramento de agravos transmissíveis e condições crônicas emergentes.
Com relação à saúde indígena, julgue o item que se segue.
Indicadores agregados estaduais são suficientes para avaliar a situação de saúde de povos indígenas específicos.
Julgue o próximo item, que se refere a educação, comunicação e participação social em saúde.
No âmbito do SUS, a educação em saúde deve ser compreendida como um processo dialógico e participativo de valorização de saberes populares e de promoção da autonomia dos sujeitos e da coletividade, superando a lógica meramente informativa e prescritiva centrada na mudança individual de comportamentos.
No que se refere a desastres ambientais e impactos à saúde, julgue o seguinte item.
Os impactos à saúde decorrentes de desastres ambientais restringem‑se ao período imediatamente posterior ao evento, não havendo relevância em manter sistemas de vigilância em saúde ou ações intersetoriais após a fase aguda da emergência.
No que se refere a desastres ambientais e impactos à saúde, julgue o seguinte item.
Desastres ambientais, sejam eles de origem natural ou tecnológica, podem produzir impactos agudos e crônicos sobre a saúde, como óbitos imediatos, traumas físicos, transtornos mentais, doenças respiratórias, doenças transmitidas pela água e efeitos tardios por exposição a contaminantes químicos.
Em relação a indicadores e informação em saúde, julgue o item subsequente.
Na análise de indicadores em saúde, devem ser considerados aspectos como série histórica, distribuição por grupos populacionais e por território, bem como a articulação com informações sobre determinantes sociais da saúde, evitando-se interpretações simplistas baseadas em valores isolados ou em um único momento temporal.
Em relação a indicadores e informação em saúde, julgue o item subsequente.
Para fins de gestão do SUS, a informação em saúde deve ser entendida apenas como o produto final de sistemas de informação automatizados, não sendo influenciada por processos como coleta, registro, crítica, validação e análise dos dados, que são etapas essencialmente técnicas e sem impacto na qualidade da decisão.
Indicadores de saúde consistem em construções quantitativas que resultam da relação entre pelo menos duas variáveis, permitindo sintetizar aspectos complexos do estado de saúde, de seus determinantes ou do desempenho dos serviços, e são fundamentais para o planejamento, monitoramento e avaliação das ações em saúde.
Impactos socioambientais não interferem em cobertura vacinal, visto que a imunização depende apenas da disponibilidade de vacinas.
A reconstrução de áreas atingidas por eventos socioambientais elimina automaticamente riscos sanitários residuais relacionados a esses eventos.
O deslocamento forçado de populações pode interromper tratamentos contínuos, o que afeta o controle de doenças como hipertensão, diabetes e tuberculose.
A exposição prolongada a contaminantes ambientais pode produzir doenças crônicas que se manifestam anos após o evento de exposição inicial.
Eventos climáticos extremos podem alterar padrões territoriais de morbimortalidade, o que exige atualização periódica dos indicadores de risco.
A ausência de registros de doença em determinada área comprova a inexistência de risco ambiental.