Questões de Concurso Sobre epidemiologia e saúde coletiva em saúde pública

Foram encontradas 14.800 questões

Q3800059 Saúde Pública
A Lei nº 9.782/1999, que criou a ANVISA, estabeleceu um marco regulatório para a vigilância sanitária no Brasil, conferindo a essa agência a prerrogativa de fiscalizar todos os aspectos da saúde pública, inclusive as ações de controle de zoonoses e vetores, que antes eram de competência exclusiva dos municípios e estados, centralizando assim as decisões e condutas nacionais nesta área.
Alternativas
Q3800058 Saúde Pública
O Agente de Zoonoses, ao realizar visitas domiciliares, atua meramente como um fiscal de irregularidades, tendo como principal objetivo a identificação de focos e a aplicação de sanções, sendo a orientação da população sobre medidas de prevenção uma responsabilidade exclusiva de equipes de educação em saúde, com as quais o Agente não possui interface direta.
Alternativas
Q3800055 Saúde Pública
A identificação de focos de vetores, como o mosquito Anopheles, transmissor da malária, restringe-se à busca ativa em recipientes artificiais e naturais, sendo a inspeção de corpos d'água de grande extensão, como rios e lagos, uma atribuição exclusiva de equipes especializadas em saneamento ambiental e não do Agente de Zoonoses, devido à complexidade da abordagem. 
Alternativas
Q3800054 Saúde Pública
Em sua atuação, o Agente de Zoonoses deve priorizar as atividades de controle químico no combate a vetores, como a aplicação de inseticidas, por serem consideradas as mais eficazes e rápidas para a redução populacional imediata dos vetores, relegando as ações de educação em saúde e manejo ambiental a um plano secundário, dado o seu menor impacto percebido a curto prazo.
Alternativas
Q3800053 Saúde Pública
A notificação compulsória de doenças zoonóticas, como a raiva, é um procedimento legalmente estabelecido que visa primordialmente à coleta de dados para estudos epidemiológicos de longo prazo, não possuindo impacto direto e imediato na adoção de medidas de bloqueio e controle em situações de surto ou emergência de saúde pública, que dependem de outras fontes de informação. 
Alternativas
Q3800052 Saúde Pública
O princípio da vigilância em saúde preconiza que as ações de prevenção e controle de doenças, como a malária, devem focar exclusivamente na interrupção do ciclo de transmissão entre seres humanos, desconsiderando a relevância da vigilância entomológica e o controle de vetores, visto que a fonte primária de infecção é sempre o indivíduo humano. 
Alternativas
Q3800051 Saúde Pública
Situação hipotética: Um Agente de Zoonoses, em seu trabalho de campo, depara-se com um grande volume de pneus velhos abandonados em um terreno baldio, que servem como potencial foco de Aedes aegypti. Assertiva: A remoção desses pneus é uma atribuição exclusiva da limpeza urbana, não cabendo ao Agente de Zoonoses intervir diretamente na sua destinação, mas apenas notificar o órgão responsável, sem qualquer outra medida de controle imediata.
Alternativas
Q3800050 Saúde Pública
A leishmaniose visceral, transmitida ao homem e cães pelo flebótomo, tem como principal medida de controle o sacrifício de cães soropositivos, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, pois essa é a única estratégia que garante a interrupção eficaz da cadeia de transmissão, sendo as demais ações de controle vetorial e educação em saúde consideradas complementares e de menor impacto.
Alternativas
Q3800047 Saúde Pública
A febre amarela, por ser uma arbovirose com ciclo de transmissão zoonótico que envolve primatas não humanos e mosquitos silvestres, exige que as ações de vigilância e controle se concentrem prioritariamente nas áreas rurais e de mata, desconsiderando a relevância da vacinação em zonas urbanas, haja vista que a transmissão em centros urbanos é exclusiva do Aedes aegypti, que atua apenas como vetor secundário. 
Alternativas
Q3800045 Saúde Pública
Situação hipotética: Durante uma visita domiciliar para controle de Aedes aegypti, um Agente de Zoonoses identifica um recipiente com larvas, mas o morador se recusa categoricamente a eliminá-lo, alegando que a água é utilizada para fins religiosos. Assertiva: Conforme os protocolos de atuação, o Agente de Zoonoses possui autonomia para aplicar multa imediata ao morador ou remover compulsoriamente o recipiente, sem necessidade de autorização judicial prévia, em face da iminência do risco à saúde pública. 
Alternativas
Q3800043 Saúde Pública
Embora a Lei nº 8.080/1990 estabeleça a vigilância em saúde como um conjunto de ações que visam à promoção, proteção e recuperação da saúde, a atribuição de coleta de amostras e o seu encaminhamento para análise laboratorial por um Agente de Zoonoses, em casos de suspeita de leishmaniose visceral canina, não se configura como uma atividade inerente à vigilância epidemiológica, mas sim à esfera da vigilância sanitária, dada a necessidade de expertise laboratorial específica.
Alternativas
Q3800041 Saúde Pública
A Malária, endêmica em algumas regiões do país, é uma doença febril aguda e seu diagnóstico precoce é crucial. O ACS, na sua atuação, pode e deve orientar sobre a importância do diagnóstico e tratamento. Entretanto, a realização de esfregaço sanguíneo e posterior leitura para identificação do parasita da malária, mesmo que sob supervisão, não é uma atribuição formal do ACS, mas sim de profissionais de enfermagem ou laboratório, devido à complexidade da técnica e à necessidade de equipamentos específicos para o diagnóstico microscópico. 
Alternativas
Q3800038 Saúde Pública
A esquizossomose, ou esquistossomose mansônica, é uma parasitose que tem o caramujo como hospedeiro intermediário. As ações de controle realizadas pelo ACS incluem a orientação sobre saneamento básico e o uso da água, mas a identificação de focos de caramujos e a coleta de amostras para análise parasitológica são atividades que exigem treinamento especializado e material específico, razão pela qual são realizadas por equipes de controle de endemias, não sendo uma atribuição do ACS.
Alternativas
Q3800035 Saúde Pública
A Doença de Chagas, transmitida pelo barbeiro, é uma enfermidade endêmica em algumas regiões do Brasil. A atividade do ACS na vigilância epidemiológica dessa doença limita-se à identificação da presença do vetor e à notificação à equipe de saúde, não sendo sua atribuição realizar a busca ativa de sintomáticos ou orientar sobre medidas de controle domiciliar, como o correto manejo de telhados e frestas, pois essa é uma competência da vigilância ambiental.
Alternativas
Q3800031 Saúde Pública
A tuberculose, enfermidade que ainda configura um sério problema de saúde pública, possui tratamento longo e supervisionado. O papel do ACS é crucial no incentivo à adesão ao tratamento e na busca ativa de sintomáticos respiratórios. Contudo, a realização do Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB), mesmo em kits disponíveis pela rede do SUS, é uma atribuição exclusiva de técnicos de laboratório capacitados ou enfermeiros, não cabendo ao ACS sua execução em domicílio, mesmo em situações específicas. 
Alternativas
Q3800028 Saúde Pública
A hanseníase, uma doença infecciosa crônica, tem sua transmissão interrompida com o início do tratamento medicamentoso, mesmo que os sintomas ainda persistam. Nesse contexto, a prioridade do ACS, ao identificar um caso suspeito ou confirmado, é a busca ativa de contatos domiciliares para exames e orientação, mas a interrupção das atividades laborais do paciente, enquanto não houver alta, é uma medida primária para evitar a disseminação em ambiente de trabalho, independentemente do tipo de atividade.
Alternativas
Q3800024 Saúde Pública
A dengue, zika e chikungunya são arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, e suas medidas de controle são amplamente baseadas na eliminação de focos de reprodução do vetor. A especificidade de cada vírus, contudo, implica em abordagens epidemiológicas distintas, sendo que, em áreas com co-circulação, a suspeita clínica por si só é suficiente para o direcionamento das ações preventivas, dispensando testes laboratoriais iniciais para diferenciar as três, em detrimento da rapidez da resposta à emergência.
Alternativas
Q3800023 Saúde Pública
Situação hipotética: Uma área adscrita de uma Unidade Básica de Saúde apresenta um aumento significativo de casos de Leishmaniose Visceral. Assertiva: O Agente Comunitário de Saúde, ao identificar essa situação, deve imediatamente iniciar a notificação de todos os casos suspeitos e confirmados à vigilância epidemiológica municipal, sem a necessidade de prévia validação do diagnóstico por um médico, visto que o ACS é o elo primário de contato com a comunidade.
Alternativas
Q3800021 Saúde Pública
No contexto da epidemiologia, a incidência de uma doença refere-se ao número total de casos existentes em uma população em um determinado período, o que confere uma medida da carga total de morbidade. Por outro lado, a prevalência aborda o número de casos novos de uma doença em uma população de risco durante um período específico, sendo fundamental para avaliar a velocidade de propagação de uma epidemia.
Alternativas
Q3800020 Saúde Pública
A Portaria nº 2.436/2017 prevê a existência de um processo de trabalho nas equipes de Atenção Básica que, dentre outros aspectos, inclui a programação e execução de ações para o enfrentamento de doenças crônicas não transmissíveis. Contudo, em relação a doenças infecciosas como hanseníase e tuberculose, a PNAB delega a responsabilidade primária de acompanhamento e tratamento às unidades de referência especializadas, não as concebendo como eixos de atuação prioritária e autônoma da Atenção Básica.
Alternativas
Respostas
2821: E
2822: C
2823: E
2824: E
2825: E
2826: E
2827: E
2828: E
2829: E
2830: E
2831: E
2832: E
2833: E
2834: E
2835: E
2836: E
2837: E
2838: E
2839: E
2840: E