Questões de Concurso
Comentadas sobre epidemiologia e saúde coletiva em saúde pública
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A limitação metodológica mais relevante, nesse desenho, para a interpretação dos resultados é a
Considerando o conceito de inferência estatística e de aplicabilidade dos resultados, assinale a afirmativa mais adequada.
(__)O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) é a principal fonte de dados para o cálculo de taxas de mortalidade por doenças do aparelho circulatório, permitindo a análise de tendências e a identificação de áreas geográficas de maior risco.
(__)O infarto agudo do miocárdio é uma doença de notificação compulsória imediata em todo o território nacional, devendo ser comunicado às autoridades sanitárias em até 24 horas.
(__)Inquéritos populacionais, como a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e o VIGITEL, são utilizados para monitorar a prevalência de fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes, obesidade e tabagismo.
(__)O Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) fornece dados sobre morbidade hospitalar, permitindo analisar o número de internações por insuficiência cardíaca ou síndromes coronarianas agudas.
(__)A análise de dados de mortalidade proporcional por cardiopatias permite avaliar o impacto dessas doenças em relação a outras causas de óbito e planejar ações de saúde.
A sequência correta é:
Texto CG1A1
A relação entre sustentabilidade e saúde não é nova. Desde questões ocupacionais, passando pela qualidade do ar, da água, do solo, do uso de pesticidas, resíduos perigosos e radioativos, os impactos do modo de produção e consumo sobre o meio ambiente têm sempre retornado ao ser humano na forma de danos à saúde. As mudanças climáticas são um divisor de águas nesse processo. Eventos extremos como ondas de calor, secas e inundações modificam os habitats naturais, forçando animais a migrarem para novas áreas. Essa movimentação aumenta as chances de contato entre espécies, inclusive a humana, e facilita a transmissão de patógenos. Além disso, as alterações climáticas influenciam a distribuição de vetores, como mosquitos e carrapatos, expandindo a área geográfica de doenças como a malária e a dengue. Doenças crônicas, cardiovasculares e respiratórias também são acentuadas por altas temperaturas e poluição do ar.
Na linha das notícias aterradoras sobre o futuro, o relatório Qualificando o impacto das mudanças climáticas na saúde humana, lançado pelo Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2024, aponta que a mudança do clima pode causar até 14,5 milhões de mortes adicionais e perdas econômicas da ordem de 12,5 trilhões de dólares ao redor do mundo até 2050. A pressão sobre os sistemas de saúde será imensa, somando 1,1 trilhão de dólares em custos extras. Entre os impactos projetados, 79% relacionam-se a condições de saúde que se desenvolvem após os eventos climáticos e afetam o bem-estar de indivíduos e comunidades. Ainda, desastres climáticos e o sofrimento gerado por eventos como ondas de calor extremas e o processo de degradação dos ecossistemas exacerbam os riscos para aqueles com transtornos mentais preexistentes, o que aumenta as taxas de suicídio e internações hospitalares.
Assim, as novas gerações, que herdarão as consequências mais duras das mudanças climáticas, estão experimentando um aumento significativo de ansiedade, estresse e outros problemas de saúde mental, conhecidos como ansiedade climática ou ecoansiedade. O conceito é definido pela Associação Americana de Psicologia (APA) como um medo crônico da destruição ambiental, que varia de estresse leve a transtornos clínicos como depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, e pode envolver efeitos intergeracionais, em especial quando os danos ambientais implicam a perda de um modo de vida ou cultura. O sofrimento de crianças e adolescentes associa-se tanto às experiências da emergência climática atual quanto à impossibilidade de imaginar futuros alternativos a distopias socioambientais.
Internet:
Texto CG1A1
A relação entre sustentabilidade e saúde não é nova. Desde questões ocupacionais, passando pela qualidade do ar, da água, do solo, do uso de pesticidas, resíduos perigosos e radioativos, os impactos do modo de produção e consumo sobre o meio ambiente têm sempre retornado ao ser humano na forma de danos à saúde. As mudanças climáticas são um divisor de águas nesse processo. Eventos extremos como ondas de calor, secas e inundações modificam os habitats naturais, forçando animais a migrarem para novas áreas. Essa movimentação aumenta as chances de contato entre espécies, inclusive a humana, e facilita a transmissão de patógenos. Além disso, as alterações climáticas influenciam a distribuição de vetores, como mosquitos e carrapatos, expandindo a área geográfica de doenças como a malária e a dengue. Doenças crônicas, cardiovasculares e respiratórias também são acentuadas por altas temperaturas e poluição do ar.
Na linha das notícias aterradoras sobre o futuro, o relatório Qualificando o impacto das mudanças climáticas na saúde humana, lançado pelo Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2024, aponta que a mudança do clima pode causar até 14,5 milhões de mortes adicionais e perdas econômicas da ordem de 12,5 trilhões de dólares ao redor do mundo até 2050. A pressão sobre os sistemas de saúde será imensa, somando 1,1 trilhão de dólares em custos extras. Entre os impactos projetados, 79% relacionam-se a condições de saúde que se desenvolvem após os eventos climáticos e afetam o bem-estar de indivíduos e comunidades. Ainda, desastres climáticos e o sofrimento gerado por eventos como ondas de calor extremas e o processo de degradação dos ecossistemas exacerbam os riscos para aqueles com transtornos mentais preexistentes, o que aumenta as taxas de suicídio e internações hospitalares.
Assim, as novas gerações, que herdarão as consequências mais duras das mudanças climáticas, estão experimentando um aumento significativo de ansiedade, estresse e outros problemas de saúde mental, conhecidos como ansiedade climática ou ecoansiedade. O conceito é definido pela Associação Americana de Psicologia (APA) como um medo crônico da destruição ambiental, que varia de estresse leve a transtornos clínicos como depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, e pode envolver efeitos intergeracionais, em especial quando os danos ambientais implicam a perda de um modo de vida ou cultura. O sofrimento de crianças e adolescentes associa-se tanto às experiências da emergência climática atual quanto à impossibilidade de imaginar futuros alternativos a distopias socioambientais.
Internet:
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, que havia sido considerada eliminada no Brasil em 2016, mas voltou a registrar surtos em diversos estados nos últimos anos. A vacinação segue sendo a principal forma de prevenção.
Com base nas informações atualizadas sobre o sarampo e nas políticas de saúde pública, analise as sentenças a seguir:
I. O vírus do sarampo é transmitido principalmente por meio de gotículas expelidas pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas, mesmo antes do aparecimento das manchas vermelhas na pele.
II. A vacinação contra o sarampo é feita com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e, em alguns casos, pela tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
III. O Brasil mantém índices de cobertura vacinal superiores a 95% em todo o território nacional, o que garante a eliminação sustentada do vírus desde 2022.
É CORRETO o que se afirma em: