Questões de Concurso
Sobre conceitos básicos, paradigmas teóricos e aspectos históricos. em relações internacionais
Foram encontradas 125 questões
I. Precisa considerar as tensionalidades articuladas entre discurso, alteridade e esfera pública. II. Precisa considerar o interesse próprio, capaz de organizar as estratégias para as interações comunicativas. III. Precisa considerar a separação das necessidades individuais da crítica às mensagens midiáticas.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
O conceito de soberania é ubíquo na literatura de Relações Internacionais. No que concerne a esse tema, julgue (C ou E) o item a seguir.
Para o construtivismo, a soberania é uma instituição e
depende, assim, de entendimentos intersubjetivos,
produzindo normas compartilhadas que impelem os
Estados a justificarem suas ações perante a sociedade
internacional.
O conceito de soberania é ubíquo na literatura de Relações Internacionais. No que concerne a esse tema, julgue (C ou E) o item a seguir.
A criação da Organização das Nações Unidas limitou a
consolidação da concepção de Estado soberano,
mesmo que a Carta de 1945 afirme a igualdade
soberana dos membros como um dos seus princípios e
a membresia de novas nações seja baseada no respeito
a esse.
O conceito de soberania é ubíquo na literatura de Relações Internacionais. No que concerne a esse tema, julgue (C ou E) o item a seguir.
Enquanto as perspectivas tradicionais tendem a avaliar
a soberania como um dado ou atributo dos Estados, as
leituras teóricas críticas enfatizam o caráter histórico e
processual da construção desse princípio, bem como
suas consequências sociais.
O conceito de soberania é ubíquo na literatura de Relações Internacionais. No que concerne a esse tema, julgue (C ou E) o item a seguir.
Para o neorrealismo, a soberania refere-se ao caráter
das unidades, os Estados, que agem no sistema
anárquico. O princípio da soberania garante a
legitimidade das unidades e impele-as a agirem de
maneira autárquica.
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na década de 1970, a área de Relações Internacionais
sofreu forte influência de processos epistemológicos
que se passavam nas ciências sociais em geral, com o
objetivo de proporcionar maior objetividade e
cientificidade às pesquisas. Um exemplo desse
fenômeno foi a revolução behaviorista, que teve como
consequências a maior influência das ciências exatas, o
aumento da utilização de métodos quantitativos e o
surgimento do debate acerca dos “níveis de análise”
como instrumento para analisar fenômenos
internacionais.
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
Os liberais pregam a importância das organizações
internacionais governamentais (OIGs) por essas
aumentarem a previsibilidade, a estabilidade e a
socialização de informações nas relações entre os
atores. Os realistas ditam que as OIGs não alteram, de
forma decisiva, as escolhas dos Estados, pois, em
última instância, estes sempre estarão mais
interessados nos ganhos relativos do que nos ganhos
absolutos que a cooperação pode gerar.
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
A teoria crítica opõe-se tanto ao realismo quanto ao
liberalismo por seus posicionamentos engajados,
embora opostos, e propõe, ao contrário, a neutralidade
e a imparcialidade dos cientistas na análise dos
fenômenos internacionais. A teoria pós-estruturalista,
por sua vez, enfatiza a anarquia no sistema
internacional como um espaço de insegurança e de
incerteza, apenas possível de ser superada pela
cooperação entre os Estados.
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue (C ou E) o item a seguir.
Conforme os defensores da chamada Teoria da Paz
Democrática, regimes autoritários encontram mais
facilidade em lançarem seus Estados em conflitos
bélicos, se comparados aos regimes democráticos, uma
vez que sofrem relativamente pouco controle por parte
dos Poderes Legislativo e Judiciário e por parte da
opinião pública.
As perspectivas teóricas das Relações Internacionais são tão diversas quanto as possibilidades de definição de seu objeto de estudo e de abordagens metodológicas. Considerando essas teorias, julgue (C ou E) o item a seguir.
Os teóricos do neoliberalismo das Relações
Internacionais diferenciam a interdependência
enquanto instrumento retórico da interdependência
como conceito analítico. À medida que a primeira
enfatiza custos compartilhados na política
internacional, a segunda avalia as dimensões da
sensibilidade e a vulnerabilidade na busca da simetria
nas relações entre os Estados.
As perspectivas teóricas das Relações Internacionais são tão diversas quanto as possibilidades de definição de seu objeto de estudo e de abordagens metodológicas. Considerando essas teorias, julgue (C ou E) o item a seguir.
As leituras teóricas que dialogam a partir do
pós-colonialismo buscam evidenciar os vieses das
leituras tradicionais das Relações Internacionais e, para
tal, propõem, entre outras agendas, a discussão das
diferenças e dos conhecimentos que foram
epistemologicamente silenciados.
As perspectivas teóricas das Relações Internacionais são tão diversas quanto as possibilidades de definição de seu objeto de estudo e de abordagens metodológicas. Considerando essas teorias, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na perspectiva neorrealista, a soberania dos Estados
não é um salvo-conduto, e mesmo Estados
revolucionários acabam afetados pela estrutura
internacional anárquica, pois são constrangidos a
ajustarem seus comportamentos.
As perspectivas teóricas das Relações Internacionais são tão diversas quanto as possibilidades de definição de seu objeto de estudo e de abordagens metodológicas. Considerando essas teorias, julgue (C ou E) o item a seguir.
A racionalidade que sustenta as perspectivas realista e
liberal das Relações Internacionais favorece o Estado como
ator fundamental. Este é privilegiado por sua capacidade
regulatória doméstica em detrimento das inerentes
dificuldades encontradas na esfera internacional.
Falar da Teoria das Relações Internacionais (TRI) parte das seguintes escolhas: a primeira, que as relações internacionais são uma área de estudo científico autônoma; a segunda refere-se às teorias que são abordadas e como são definidas; por fim, a terceira reside na demanda de contextualizar essas reflexões [...] A teoria (ou teorias) são reflexos de sua época, não sendo a época que deve se ajustar à teoria.
PECEQUILO, C. S. Teoria das Relações Internacionais: o mapa do caminho –
estudo e prática. Rio de Janeiro: Atla Books, 2016, p. xiv, com adaptações
Considerando o excerto inicial, julgue (C ou E) o item a seguir.
A interdependência complexa é um conceito-chave da
teoria neoliberal das Relações Internacionais. Esse
conceito é definido como uma situação de dependência
mútua entre dois ou mais atores, a qual reduz as
assimetrias entre eles, diminui as possibilidades de
conflito e eleva as possibilidades de cooperação.
Falar da Teoria das Relações Internacionais (TRI) parte das seguintes escolhas: a primeira, que as relações internacionais são uma área de estudo científico autônoma; a segunda refere-se às teorias que são abordadas e como são definidas; por fim, a terceira reside na demanda de contextualizar essas reflexões [...] A teoria (ou teorias) são reflexos de sua época, não sendo a época que deve se ajustar à teoria.
PECEQUILO, C. S. Teoria das Relações Internacionais: o mapa do caminho –
estudo e prática. Rio de Janeiro: Atla Books, 2016, p. xiv, com adaptações
Considerando o excerto inicial, julgue (C ou E) o item a seguir.
A lógica da anarquia é uma das principais divergências
entre teóricos neorrealistas e construtivistas. Para os
primeiros, a anarquia é um fato objetivo da realidade,
que dá origem a um sistema de autoajuda. Para os
segundos, a anarquia é um fato intersubjetivo da
realidade, que resulta em uma cultura kantiana.
Falar da Teoria das Relações Internacionais (TRI) parte das seguintes escolhas: a primeira, que as relações internacionais são uma área de estudo científico autônoma; a segunda refere-se às teorias que são abordadas e como são definidas; por fim, a terceira reside na demanda de contextualizar essas reflexões [...] A teoria (ou teorias) são reflexos de sua época, não sendo a época que deve se ajustar à teoria.
PECEQUILO, C. S. Teoria das Relações Internacionais: o mapa do caminho –
estudo e prática. Rio de Janeiro: Atla Books, 2016, p. xiv, com adaptações
Considerando o excerto inicial, julgue (C ou E) o item a seguir.
O Comitê Britânico de Teoria de Política Internacional
surgiu no contexto do Segundo Debate, e uma de
suas contribuições teóricas foi a utilização do
pensamento político dos 3R’s para explicar as relações
internacionais.
Falar da Teoria das Relações Internacionais (TRI) parte das seguintes escolhas: a primeira, que as relações internacionais são uma área de estudo científico autônoma; a segunda refere-se às teorias que são abordadas e como são definidas; por fim, a terceira reside na demanda de contextualizar essas reflexões [...] A teoria (ou teorias) são reflexos de sua época, não sendo a época que deve se ajustar à teoria.
PECEQUILO, C. S. Teoria das Relações Internacionais: o mapa do caminho –
estudo e prática. Rio de Janeiro: Atla Books, 2016, p. xiv, com adaptações
Considerando o excerto inicial, julgue (C ou E) o item a seguir.
O Primeiro Debate contribuiu para a autonomia científica
das Relações Internacionais e resultou na consolidação do
liberalismo como a principal teoria dessa área do
conhecimento até a Segunda Guerra Mundial.
“A ‘Nomenclatura’ é a solução encontrada em relação à dificuldade que haveria no processo de troca entre os países e suas diferentes culturas e idiomas. Trata-se de uma linguagem aduaneira, comum à maioria dos países e suas diferentes culturas e idiomas.
SEGRE, German. Manual Prático de Comércio Exterior. São Paulo: Atlas, 2010. p.44.
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. Nomenclatura é uma linguagem criada para identificação de mercadorias no mercado internacional, permitindo a realização de estatísticas e a orientação da tributação de produtos no comércio internacional.
PORQUE
II. Em 1991, adotou-se a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), baseada no Sistema Harmonizado, sendo comum a todos os países-membros do Mercosul.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
As teorias das relações internacionais têm a finalidade de formular métodos e conceitos que permitam compreender a natureza e o funcionamento do sistema internacional, bem como explicar os fenômenos mais importantes que moldam a política mundial.
J. P. Nogueira e N. Messari. Teoria das relações internacionais: correntes e debates. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, p. 2.
A respeito do assunto abordado no fragmento de texto precedente, julgue (C ou E) o próximo item.
A crença no progresso da humanidade e na sua racionalidade
e a ideia de que a intensificação do comércio favorece a paz
são alguns dos fundamentos do liberalismo. É na tradição
liberal que se encontram os fundamentos para a criação das
organizações internacionais pelas potências vencedoras da
Segunda Guerra Mundial.