Questões de Concurso Comentadas sobre psiquiatria clínica em psiquiatria

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Q3936274 Psiquiatria
Mulher divorciada de 57 anos tem usado alprazolam (1 mg, 3 a 4 vezes/dia) há muitos anos (> 20 anos) para evitar “preocupações constantes”, principalmente quanto ao que acontecerá em sua vida. A paciente tem forte autocobrança, insegurança e insiste em dizer que “não se sente inteira ou completa” sem ter um relacionamento. Embora nunca tenha tentado suicídio, a paciente sempre se sentia como se não valesse a pena viver sozinha e achava insuportáveis seus estados emocionais negativos. São diagnósticos prováveis para esse caso:
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Q3936264 Psiquiatria
O diagnóstico em Psiquiatria é tema recorrente de discussões e polêmicas e permanece em constante evolução. Assinale a alternativa correta em relação aos diagnósticos dos transtornos mentais e comportamentais.
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Q3936259 Psiquiatria

Um paciente de 45 anos apresenta-se em consulta relatando que faz tratamento psiquiátrico há anos por um quadro depressivo sem ter resolução sintomática. Disse ter passado por diferentes médicos e utilizado diferentes antidepressivos, com os quais obteve alívio parcial e temporário dos sintomas, mas com efeitos colaterais ou piora concomitante de outros sintomas. Atualmente está em uso de vortioxetina 20 mg/dia e brexpiprazol 2 mg/dia, e, embora reconheça algum benefício, ainda relata vários sintomas como irritabilidade, inquietação, esquecimentos, falta de atenção e inapetência. Traz consigo um laudo de avaliação farmacogenética, pedido por clínico geral, relata ter visto que o laudo aponta que teria resposta satisfatória à bupropiona, medicação que só se lembra de ter usado por pouco tempo em 150 mg/dia, associada a outros antidepressivos, mas sem se recordar ao certo da resposta.


A melhor conduta a ser tomada a respeito desse caso é

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Q3936254 Psiquiatria

Analise os dois casos clínicos a seguir:


CASO 1 - Mulher de 35 anos com queixa de “problemas com vômitos” há 5 anos, quando começou a fazer dietas, apesar de um IMC normal. Aos 26 anos, após terminar a faculdade, começou a comer demais no contexto de exigências ocupacionais e sociais. Um ganho de 6,5 kg em um ano fez com que começasse a pular refeições, muitas vezes comendo exageradamente no final da tarde e à noite. Os episódios de ingestão demasiada de alimentos se intensificaram com o passar dos anos, tanto em frequência quanto em volume de alimentos, e a paciente se sentia cada vez mais sem controle. Preocupada em ter ganho de peso, começou a induzir vômito, uma prática que aprendera na internet. O padrão se enraizou: restrição alimentar pela manhã, seguida por compulsão alimentar e, então, vômitos autoinduzidos. Por muito tempo, escondeu esses comportamentos, até do terapeuta com quem se consultava há alguns meses. Apresentava-se bem nutrida, com afeto triste, mas cooperativa e com insight preservado.


CASO 2 – Mulher, 32 anos, consultou com clínico geral com queixa de cefaleias frequentes e fadiga crônica. O exame físico não revelou nada de interesse, exceto IMC de 14,5 kg/m². Preocupado com seu peso, o médico encaminhou-a a um psiquiatra. Durante a consulta para avaliação psiquiátrica, a paciente estava cooperativa e calma. Manifestou preocupação em relação ao baixo peso e negou medo de ganho de peso ou perturbação da imagem corporal: “Sei que preciso ganhar peso. Estou magra demais”, afirmou. Apesar da aparente motivação para corrigir sua desnutrição, o diário alimentar revelou que ela consumia apenas 600 calorias por dia, o que justificava por falta de apetite, inchaço e sintomas gastrointestinais vagos. Diz que caminhava todo dia, além de alternar dias de subir escadas e correr por cerca de uma hora e nega que fosse para perder calorias, mas para manter-se saudável já que o avô havia infartado aos 65 anos. A família já vinha alertando sobre seu baixo peso, chegou a fazer uma consulta com endocrinologista há alguns meses, mas não seguiu acompanhamento. Parecia eutímica, mas com afeto ligeiramente aplainado.


Considerando esses dois casos clínicos, assinale a alternativa correta.

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Q3936244 Psiquiatria

Um universitário solteiro de 22 anos é hospitalizado após um acidente de carro em que fraturou o fêmur direito. Uma jovem médica foi designada para acompanhá-lo, mas, quando ela entra no quarto e se apresenta, o paciente diz: “Nem pensar! Não vou deixar que uma médica recém-formada toque em mim – preciso de alguém com muito mais experiência do que você”.


Qual das seguintes afirmações por parte dessa médica provavelmente fará a entrevista com esse paciente ser bem-sucedida?

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Q3936241 Psiquiatria

Mulher de 40 anos está internada em hospital geral por estar, há 3 dias, sem se alimentar e sem contactuar com familiares. O marido conta que há 4 meses a paciente veio gradualmente perdendo o ânimo para fazer atividades prazerosas de sua rotina, como praticar exercícios e cozinhar. Tinha dificuldade para iniciar o sono na maior parte das noites, e o sono estava fragmentado. Queixava-se de muita preguiça, demora para levantar da cama todas as manhãs e procrastinação nas tarefas do dia a dia, já relatando prejuízos no trabalho e na sua organização caseira. Sentia-se triste e chorosa facilmente. Nos últimos 30 dias, o quadro se agravou progressivamente: há uma semana, começou a repetir as frases ou últimas palavras das pessoas, ficava com olhar parado e permanecia várias horas sentada no sofá sem reação. Às vezes, fazia algum movimento repetitivo ou despropositado. Em seguida, passou a se negar a tomar banho, trocar de roupa, chegando ao quadro atual em que não se move, nem come ou toma líquidos.


Em relação a esse caso clínico, assinale a alternativa correta.

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Q3936240 Psiquiatria
A respeito dos casos clínicos de manejo de crises com vivências emocionais intensas ou catástrofes recém-vivenciadas por pacientes, assinale a alternativa correta.
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Q3936238 Psiquiatria

Mulher de 35 anos é secretária, está casada há 5 anos e tem um filho de 2,5 anos. Ela chora em consulta de rotina com clínico geral, contando que tinha perdido sua mãe por infecção por influenza há 2 meses. Veio acompanhada de uma irmã e estava afastada das funções trabalhistas desde a perda da mãe, período no qual tem estado triste e com momentos de raiva a maior parte do tempo. Apresenta-se em estado de profunda dor, choque e raiva: “... só estou aqui porque minha irmã insistiu. Prefiro ficar em casa”. A maior parte da consulta apresenta-se apática ou chorando. Sente-se ultrajada e injustiçada por ter perdido sua mãe, acredita que perdeu tudo na vida e que, pelo bem de seu filho, seria melhor ela morrer logo para se juntar à mãe, chegando a pedir ao marido que saísse de casa, levando consigo o filho. Passa a maior parte dos dias na casa dos pais no quarto deles, deitada na cama da mãe vendo fotos e pertences pessoais dela. O sono e o apetite se desregularam e não está conseguindo mais experienciar prazer em suas atividades cotidianas.


Sobre esse caso e as reações de luto conforme o DSM-5-TR, é correto afirmar que

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Q3936236 Psiquiatria
Jovem de 16 anos, sexo feminino, vem à consulta trazida pela mãe devido a início, há 3 meses, de comportamento repetitivo de automutilações superficiais nos braços (com as unhas e com gilete). A paciente refere ter sido sempre preocupada em não decepcionar os pais e amigos. Diante de falhas e queda no desempenho escolar, culpa-se e fica triste pensando ser incompetente. Muitas vezes tem crises de ansiedade durante provas na escola e, por vezes, necessita ir embora para casa. Em relação ao caso descrito e quanto à avaliação de tristeza e comportamento suicida geral na adolescência, é correto afirmar que
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Q3936228 Psiquiatria

Adolescente de 15 anos, afastada da escola desde o oitavo ano e morando com avó paterna, é encaminhada ao serviço de psiquiatria por apresentar episódios de autoagressividade (cortes no braço com gilete). A paciente apresenta desde os primeiros anos do ensino fundamental dificuldades sociais e acadêmicas – não tinha amigos e mostrava demora em executar as tarefas e responder o que era solicitado, segundo a própria paciente. Diz ter sofrido bullying e, por isso, não quer voltar à escola. De acordo com a avó, houve agravamento progressivo dos comportamentos autolesivos, incialmente frente tentativas de reinserção escolar, até chegar a tentativas de suicídio (com faca e atirando-se do alto da escada). Os pais são divorciados desde o nascimento da paciente. Após vários episódios de brigas entre filha e mãe, esta delegou os cuidados à avó paterna há oito anos. O pai da paciente a vê esporadicamente, mas tem outra família e não passa muito tempo com a filha. A paciente refere sensação de vazio crônico, insatisfação com o corpo e atitudes agressivas impulsivas frente a rejeição de familiares e colegas. Mostra-se com humor irritável e atitude hostil especialmente quando a avó está presente. Já foi anteriormente medicada com venlafaxina 37,5 mg/dia por outro psiquiatra, sem resposta adequada.


A respeito desse caso, assinale a alternativa correta.

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Q3936222 Psiquiatria
Em relação à avaliação e diagnóstico da demência de Alzheimer, é correto afirmar que
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Q3936220 Psiquiatria
Assinale a alternativa correta em relação às melhores evidências e recomendações para o tratamento da insônia.
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Q3936219 Psiquiatria
São indicações de polissonografia, EXCETO
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Q3901365 Psiquiatria
Entre os transtornos mentais relacionados ao trabalho (TMRT), a síndrome de Burnout tem sido muito discutida, pois sua incidência está diretamente relacionada a fatores estressores no ambiente laboral. Caracterizada por sintomas como sensação de esgotamento mental, sintomas físicos associados ao estresse, alterações de humor e irritabilidade, tal condição traz consequências negativas para o funcionário, bem como prejuízos institucionais. Em relação as formas de prevenção da síndrome de Burnout, analise os itens abaixo:
I. Procurar sempre ser mais exigente no ambiente de trabalho.
II. Manter atividades de lazer.
III. Realizar atividades físicas.
IV. Manter equilibrio entre a vida profissional e pessoal.
V. Levar demandas de trabalho para casa, visando otimizar a produtividade.
Está correto o que se afirma em: 
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Q3901359 Psiquiatria
Marli, 51 anos, refere que realiza tratamento para transtorno depressivo recorrente desde sua infancia. Diz já ter sido submetida a 3 internações psiquiátricas devido a tentativas de suicidio e, atualmente, faz tratamento com medicamento antidepressivo, com relato de internação hospitalar prévia por tentativas de suicídio. Devido ao seu histórico de tratamento psiquiátrico e ao risco de suicídio, a paciente realiza avaliações clínicas contínuas, sendo que seu médico psiquiatra, após sua consulta médica, conclui que a paciente apresenta sinais de estabilidade do transtorno, humor eutímico, crítica sobre seu quadro preservada e sem sinais ou relatos que sugiram ideação suicida. Ao final da consulta, Marli relata para seu médico que “não aguenta mais tomar seus medicamentos e que já está decidida a parar", tendo vindo a consulta médica para informá-lo sobre tal decisão.
Qual a melhor conduta clínica a ser adotada pelo seu médico psiquiatra?
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Q3901353 Psiquiatria
Diana, 17 anos de idade, estudante, mora com os pais. É levada a atendimento psiquiátrico ambulatorial devido a observarem tristeza e mal-estar com a prépria aparência. Eles revelam que, há cerca de 2 anos, ela comegou a controlar tudo o que comia, evitando diversos tipos de alimentos, até ser bastante restrita e seletiva. Ela conta as calorias dos alimentos, faz atividades aeróbicas intensas quando acredita que comeu mais do que deveria e chegou a vomitar algumas vezes após comer muito. Parou de menstruar ha quase 1 ano e veste roupas de tamanho infantil. Quando questionada, afirma que está insatisfeita com o próprio corpo, que tem medo de engordar e que está ali contra a sua vontade porque não tem nada de errado com ela. Em casos como o de Diana, o tratamento farmacológico colabora, mas ha fármacos contraindicados devido ao quadro clínico.
Assinale a alternativa que contém medicamentos contraindicados no tratamento do caso relatado: 
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Q3901351 Psiquiatria
Jordana, 27 anos, publicitdria desempregada, solteira, sem filhos, mora com familiares. Apresenta quadro de instabilidade emocional persistente, com crises de desmaio, relacionamentos amorosos intensos, mas pouco duradouros, ficando emocionalmente dependente de seus pares. Em sua vida laboral, tem dificuldade de permanecer no emprego e está frequentemente desempregada. Vem para avaliação devido a crise de choro persistente, com sensação de perda dos movimentos das pernas, chegando ao atendimento com olhos fechados e não respondendo as perguntas. Segundo terceiros, isso aconteceu depois de discussão com familiares.
Sobre o quadro apresentado, assinale a alternativa correta, considerando os critérios de transtornos de personalidade do DSM-5: 
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Q3710481 Psiquiatria
Um homem de 33 anos, com histórico de abuso de substâncias, alcançou a sobriedade e se casou. Antes, tinha preferência por masturbação em locais públicos. Agora, sem o uso de substâncias, desenvolveu incapacidade sexual com a esposa e passou a utilizar linhas de sexo por telefone. Ele também menciona sentimentos de inadequação desde a infância, relacionados à desaprovação percebida de sua mãe. Dada essa informação, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável para o paciente no momento: 
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Q3666175 Psiquiatria
“Os transtornos somatoformes são um importante grupo de condições caracterizadas por sintomas físicos inexplicados. Os portadores desses transtornos comportam-se como se estivessem doentes, mas não têm doença orgânica.” Assinale a alternativa correta em relação aos diferentes tipos de transtornos somatoformes. 
Alternativas
Q3606120 Psiquiatria
Sobre o tratamento de transtornos mentais perinatais:
Alternativas
Respostas
741: A
742: E
743: C
744: B
745: C
746: B
747: C
748: A
749: E
750: C
751: C
752: C
753: A
754: C
755: D
756: B
757: C
758: B
759: D
760: D