Questões de Concurso
Comentadas sobre psiquiatria clínica em psiquiatria
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I antecedentes pessoais de transtorno do humor; II complicações obstétricas na gestação; III problemas de saúde do bebê; IV dificuldades de amamentação.
Assinale a opção correta.
I sentimentos de inutilidade; II perda de peso; III pensamentos recorrentes de morte; IV anedonia.
Assinale a opção correta.
Nesse caso, você indicaria, para realizar o diagnóstico, o seguinte exame funcional de grande valor preditivo positivo:
Homem de 45 anos faz acompanhamento com clínico geral em posto de saúde por dislipidemia e diabetes, estando em uso de sinvastatina e metformina, respectivamente, com bom controle. É paciente com precária situação financeira; tem dieta saudável, mas é sedentário; não fuma e toma bebida alcoólica moderadamente uma vez na semana. O paciente diz estar um pouco mais triste que o habitual há um mês, por sentir falta de seu único filho que passou no vestibular e se mudou de cidade. Ao mesmo tempo, demora uma a duas horas para dormir, pensando se o filho está bem, e acaba acordando mais tarde que o habitual, além de cochilar uma hora após almoço. Nega outras preocupações excessivas. Tem trabalhado normalmente, mas às vezes se distrai pensando no filho. Notou que tem comido mais que o habitual, mas não sabe se ganhou peso. Ficou um pouco mais desanimado nesse período de um mês. Ao chegar em casa do trabalho e não ver o filho, fica com "preguiça" e só quer ficar no sofá vendo TV. Por outro lado, ainda sai de casa e consegue desfrutar de eventos sociais e atividades de lazer. Nega pensamentos de morte, de culpa ou de menos valia.
Qual a postura e orientação terapêutica mais adequadas do médico para esse paciente?
Um paciente de 45 anos apresenta-se em consulta relatando que faz tratamento psiquiátrico há anos por um quadro depressivo sem ter resolução sintomática. Disse ter passado por diferentes médicos e utilizado diferentes antidepressivos, com os quais obteve alívio parcial e temporário dos sintomas, mas com efeitos colaterais ou piora concomitante de outros sintomas. Atualmente está em uso de vortioxetina 20 mg/dia e brexpiprazol 2 mg/dia, e, embora reconheça algum benefício, ainda relata vários sintomas como irritabilidade, inquietação, esquecimentos, falta de atenção e inapetência. Traz consigo um laudo de avaliação farmacogenética, pedido por clínico geral, relata ter visto que o laudo aponta que teria resposta satisfatória à bupropiona, medicação que só se lembra de ter usado por pouco tempo em 150 mg/dia, associada a outros antidepressivos, mas sem se recordar ao certo da resposta.
A melhor conduta a ser tomada a respeito desse caso é
Analise os dois casos clínicos a seguir:
CASO 1 - Mulher de 35 anos com queixa de “problemas com vômitos” há 5 anos, quando começou a fazer dietas, apesar de um IMC normal. Aos 26 anos, após terminar a faculdade, começou a comer demais no contexto de exigências ocupacionais e sociais. Um ganho de 6,5 kg em um ano fez com que começasse a pular refeições, muitas vezes comendo exageradamente no final da tarde e à noite. Os episódios de ingestão demasiada de alimentos se intensificaram com o passar dos anos, tanto em frequência quanto em volume de alimentos, e a paciente se sentia cada vez mais sem controle. Preocupada em ter ganho de peso, começou a induzir vômito, uma prática que aprendera na internet. O padrão se enraizou: restrição alimentar pela manhã, seguida por compulsão alimentar e, então, vômitos autoinduzidos. Por muito tempo, escondeu esses comportamentos, até do terapeuta com quem se consultava há alguns meses. Apresentava-se bem nutrida, com afeto triste, mas cooperativa e com insight preservado.
CASO 2 – Mulher, 32 anos, consultou com clínico geral com queixa de cefaleias frequentes e fadiga crônica. O exame físico não revelou nada de interesse, exceto IMC de 14,5 kg/m². Preocupado com seu peso, o médico encaminhou-a a um psiquiatra. Durante a consulta para avaliação psiquiátrica, a paciente estava cooperativa e calma. Manifestou preocupação em relação ao baixo peso e negou medo de ganho de peso ou perturbação da imagem corporal: “Sei que preciso ganhar peso. Estou magra demais”, afirmou. Apesar da aparente motivação para corrigir sua desnutrição, o diário alimentar revelou que ela consumia apenas 600 calorias por dia, o que justificava por falta de apetite, inchaço e sintomas gastrointestinais vagos. Diz que caminhava todo dia, além de alternar dias de subir escadas e correr por cerca de uma hora e nega que fosse para perder calorias, mas para manter-se saudável já que o avô havia infartado aos 65 anos. A família já vinha alertando sobre seu baixo peso, chegou a fazer uma consulta com endocrinologista há alguns meses, mas não seguiu acompanhamento. Parecia eutímica, mas com afeto ligeiramente aplainado.
Considerando esses dois casos clínicos, assinale a alternativa correta.
Mulher de 40 anos está internada em hospital geral por estar, há 3 dias, sem se alimentar e sem contactuar com familiares. O marido conta que há 4 meses a paciente veio gradualmente perdendo o ânimo para fazer atividades prazerosas de sua rotina, como praticar exercícios e cozinhar. Tinha dificuldade para iniciar o sono na maior parte das noites, e o sono estava fragmentado. Queixava-se de muita preguiça, demora para levantar da cama todas as manhãs e procrastinação nas tarefas do dia a dia, já relatando prejuízos no trabalho e na sua organização caseira. Sentia-se triste e chorosa facilmente. Nos últimos 30 dias, o quadro se agravou progressivamente: há uma semana, começou a repetir as frases ou últimas palavras das pessoas, ficava com olhar parado e permanecia várias horas sentada no sofá sem reação. Às vezes, fazia algum movimento repetitivo ou despropositado. Em seguida, passou a se negar a tomar banho, trocar de roupa, chegando ao quadro atual em que não se move, nem come ou toma líquidos.
Em relação a esse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Adolescente de 15 anos, afastada da escola desde o oitavo ano e morando com avó paterna, é encaminhada ao serviço de psiquiatria por apresentar episódios de autoagressividade (cortes no braço com gilete). A paciente apresenta desde os primeiros anos do ensino fundamental dificuldades sociais e acadêmicas – não tinha amigos e mostrava demora em executar as tarefas e responder o que era solicitado, segundo a própria paciente. Diz ter sofrido bullying e, por isso, não quer voltar à escola. De acordo com a avó, houve agravamento progressivo dos comportamentos autolesivos, incialmente frente tentativas de reinserção escolar, até chegar a tentativas de suicídio (com faca e atirando-se do alto da escada). Os pais são divorciados desde o nascimento da paciente. Após vários episódios de brigas entre filha e mãe, esta delegou os cuidados à avó paterna há oito anos. O pai da paciente a vê esporadicamente, mas tem outra família e não passa muito tempo com a filha. A paciente refere sensação de vazio crônico, insatisfação com o corpo e atitudes agressivas impulsivas frente a rejeição de familiares e colegas. Mostra-se com humor irritável e atitude hostil especialmente quando a avó está presente. Já foi anteriormente medicada com venlafaxina 37,5 mg/dia por outro psiquiatra, sem resposta adequada.
A respeito desse caso, assinale a alternativa correta.
I. Procurar sempre ser mais exigente no ambiente de trabalho.
II. Manter atividades de lazer.
III. Realizar atividades físicas.
IV. Manter equilibrio entre a vida profissional e pessoal.
V. Levar demandas de trabalho para casa, visando otimizar a produtividade.
Está correto o que se afirma em: