Questões de Concurso
Sobre psicoterapia em psiquiatria
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I. A ECT não é recomendada como tratamento agudo inicial para doença depressiva severa, em especial àquelas com sintomas psicóticos, depressão com alto risco de suicídio, de ferir os outros ou a si próprio e, de negligência, e deterioração física. II. A ECT é eficaz no tratamento da depressão, resistente aos antidepressivos e, no controle rápido dos sintomas da catatonia e, da desordem maníaca severa prolongada. III. A ECT não é recomendada para o tratamento geral da esquizofrenia. IV. A ECT bilateral não está associada a maior comprometimento cognitivo, quando comparada à ECT unilateral aplicada no hemisfério dominante do cérebro.
A eletroconvulsoterapia (ECT) é o tratamento somático mais antigo dentre os ainda utilizados na prática psiquiátrica atual, apesar de controverso.
Referente à ECT, assinale a alternativa correta.
O acolhimento à demanda espontânea é um conceito definido pelo Ministério da Saúde (2011) como uma prática presente em todas as relações de cuidado, nos encontros reais entre os trabalhadores de saúde e usuários.
O objetivo do acolhimento é:
O uso de terapias convulsivas para o tratamento de transtornos psiquiátricos data do fim dos anos 1700. Inicialmente a cânfora era utilizada para induzir a convulsão e posteriormente foi introduzida a corrente elétrica com a mesma finalidade. Muito estigma se criou ao redor desse tipo de terapia, porém este é bastante eficaz quando corretamente indicado.
Com relação às indicações e mecanismos de ação da eletroconvulsoterapia (ECT) pode-se afirmar:
O diagnóstico em psiquiatria possui o mesmo valor e importância de outras especialidades médicas. Sem um diagnóstico psicopatológico realizado com excelência não se pode conhecer e nem compreender o paciente e seu sofrimento, tampouco definir a terapêutica apropriada.
Sobre a anamnese e exame mental do paciente psiquiátrico, pode-se afirmar:
Acerca desse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Uma paciente de 21 anos de idade, procedente de uma cidade rural do interior do estado, passa a apresentar “sensação de que os outros a estão perseguindo”, referindo ouvir “exatamente o que eles pensam a respeito dela”, o que a fez não mais querer sair de casa e procurar a igreja do bairro para rezar. Há relato no prontuário da paciente de que ela já foi vista entrando na faculdade de camisola e com um olhar “assustador”. Esses sintomas começaram alguns meses após ela iniciar o curso de engenharia e passar a morar na capital. Trancou o curso há seis meses, período em que os sintomas pioraram.
CASO CLÍNICO
Você recebeu para avaliação um jovem de 19 anos, que durante o serviço militar obrigatório passou a apresentar um comportamento paranoide, com presença de delírios persecutórios francos, dizendo que haveria câmeras nas lâmpadas de luz de sua casa e que o Brasil poderia ser invadido a qualquer momento. Disse, na consulta, que escreveu cartas ao Presidente da República, manifestando o perigo que isso representa e que tem dormido poucas horas por noite, fatos confirmados pela família, que apresenta a você o que o paciente escreveu. A família relata que seu comportamento passou a ficar “excêntrico” e que gesticulava muito, como se fizesse discursos, com solilóquios, por muitas vezes irritado. O paciente argumenta que Deus o designou chefe da operação militar contra a suposta invasão.
A família insistiu que o paciente usava drogas, mas o resultado do exame toxicológico de urina realizado 3 vezes nos últimos 2 meses foi negativo para as principais drogas, incluindo maconha e cocaína.
Os sintomas persistiram por vários meses e sua
indicação terapêutica foi iniciar com o uso de clozapina,
gradativamente, até a dose de 200 mg/dia, com a qual
atingiu remissão dos sintomas.
CASO CLÍNICO
Você avaliou um paciente do sexo masculino, de 43
anos, usuário de 1 (uma) garrafa de cachaça/dia e 1
(uma) carteira de cigarro/dia há cerca de 17 anos, sem
uso de outras drogas, com aumento do padrão de
consumo há pelo menos 2 anos. Recentemente, vinha
bebendo cachaça em casa (sem frequentar o bar),
sendo a primeira dose pela manhã (para “abrir o
apetite”) e demais doses à noite, no “horário da
novela”, com finalidade de relaxar e diminuir sua insônia. O paciente relata que somente em algumas
situações “excedia” a quantidade de álcool
programada. Ele reporta que, associado ao uso de
álcool, vinha apresentando anedonia, insônia, perda do
interesse em atividades rotineiras, tristeza e o fato de
que estava se isolando em casa, passando boa parte
do tempo na cama. Parou subitamente de fazer uso de
álcool, quando passou a apresentar piora no quadro de
insônia, tremores importantes nas mãos, vertigem e
episódios de alucinações visuais (microzoopsias). O pai
do paciente relata que ele também apresentava ideias
delirantes paranoides (pensava que estava brincando
de se esconder de crianças da vizinhança), além de
certa desorientação alopsíquica.