Questões de Concurso
Comentadas sobre psicopatologia em psiquiatria
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I – Transtornos de adaptação. II – Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). III – Transtorno de apego reativo.
( ) O paciente é exposto a algum evento que envolva morte, ferimento grave ou violência sexual; após vivenciar o evento traumático, a pessoa apresenta sintomas (intrusivos, evitativos, entre outros) por, pelo menos, um mês.
( ) Possui como evento causador estressores como separação, doença, incapacidade física, problemas financeiros e profissionais; após o término do estressor e suas consequências, os sintomas remitem completamente em até seis meses.
( ) Negligência ou privação social na infância, causada por cuidados parentais inadequados ou trocas frequentes de responsáveis/cuidadores são as causas de tal transtorno.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida, no sentido de cima para baixo.
( ) O principal objetivo dos médicos que cuidam de pacientes com transtorno de personalidade esquizotípica (TPE) é primeiro investir no vínculo, construindo um relacionamento de confiança; até o momento, nenhum tratamento estruturado para TPE foi validado empiricamente.
( ) A terapia focada nos esquemas (SFT) é um dos tratamentos baseados em evidências atuais mais promissores para o transtorno de personalidade narcisista.
( ) Psicofármacos podem ser utilizados quando há comportamento agressivo importante no paciente com TP antissocial; nesses casos, podem-se utilizar antipsicóticos de segunda geração (p. ex., clorpromazina).
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo.
I. Paranoide II. Narcisista III. Esquizotípico IV. Borderline V. Evitativo
Sobre o tema, é correto afirmar que
1. O transtorno dismórfico corporal (TDC) é definido como uma preocupação excessiva, com defeitos físicos não existentes ou discretos; histórico de abusos sexuais e emocionais, assim como vínculos frágeis e isolamento social durante o desenvolvimento, são fatores de risco importantes para TDC.
2. A neurocirurgia é indicada para pacientes graves e refratários; os critérios de inclusão são a falta de resposta a pelo menos dois ISRS e à clomipramina, além de pelo menos duas estratégias de potencialização e pelo menos vinte sessões de TCC com exposição e prevenção de respostas.
3. Compulsões são pensamentos, imagens ou medos intrusivos que geram reações de ansiedade ou desconforto; obsessões são comportamentos em que os pacientes se sentem compelidos a realizar, em geral, resposta a compulsões.
Mediante a análise dos itens acima, assinale a alternativa correta.
Paciente A., 15 anos, iniciou tratamento em unidade de saúde mental, com queixas de muita “ansiedade” na escola. A mãe relata que ele sempre teve muita dificuldade de fazer amizade, tanto na escola, quanto com familiares. É sempre muito literal nas suas colocações e parece ser muito inocente para a idade. A mãe refere que A. demorou muito para começar a falar (dois anos de idade) e que parecia sempre desligado das pessoas. Gostava sempre de coisas que ninguém gostava, como colecionar tampinhas de garrafa, ou estudar tudo sobre dinossauros. Sempre tinha dificuldade com barulhos altos, que o deixavam irritado. Só gostava de comer arroz com feijão. Quando as coisas saíam da rotina, ficava mais ansioso e irritado. Sempre teve bom desempenho acadêmico, mas há cerca de 3 anos, após mudar para outra escola, A. começou a se queixar de aperto no peito, angústia, parestesia em membros e desrealização. Refere que isso acontecia toda vez que tinha que falar na frente dos colegas e que já não conseguia nem lanchar com eles. Em casa, começou a se isolar mais, evitando sair para lojas ou shoppings. O psiquiatra então iniciou o uso de 25 mg/dia de Paroxetina. Cerca de dez dias depois do início da medicação, a mãe reparou que A. estava mais alegre, falante, “radiante”, cheio de planos e relatava que queria se candidatar a representante da sala. Cheio de energia, não dormia direito à noite. Quinze dias após o início da Paroxetina, a família retornou ao psiquiatra, que suspendeu a medicação. Dois dias depois, A. voltou a se queixar dos mesmos sintomas de antes, retornando ao comportamento evitativo.
Baseado na história clínica, a suspeita diagnóstica para o caso é de transtorno
A agorafobia é caracterizada pelo medo ou ansiedade em múltiplas situações públicas, sejam elas entre multidões ou simplesmente estando sozinhas. Mais especificamente, pacientes com agorafobia temem esses ambientes porque sentem que, se desenvolvessem uma condição assustadora ou humilhante, seriam incapazes de obter ajuda ou escapar rapidamente do ambiente. O medo ou ansiedade é, de acordo com o DSM-5, “fora de proporção” com relação à ameaça real. Os pacientes também podem ter outros sintomas psicossomáticos, muitas vezes gastrointestinais ou autônomos, associados ao medo ou à ansiedade. Essa combinação de medo e sintomas psicossomáticos leva a uma grande disfunção em vários aspectos da vida.
Dessa forma, a característica primordial do paciente com agorafobia é/são
CASO 1
Paciente M.T, 35 anos, previamente hígido, estudante de Medicina, chega ao ambulatório dizendo que anda muito preocupado com a situação do Brasil, pois quando ele fora Presidente do Brasil anos atrás, havia gerado muita riqueza para o Brasil. Diz que teve um mandato de dois anos, pois seu sucesso era enorme, e as pessoas, com medo de seu poder, o perseguiram e o tiraram do cargo. Hoje as pessoas querem persegui-lo novamente, e exterminá-lo por isso. Diz que se lembra claramente de quando tomou posse como presidente, com pessoas o fotografando, e depois exibindo suas fotos nas redes sociais. A família nega tais ocorridos.
CASO 2
Paciente J.M, 68 anos, policial militar aposentado há dois anos, chega trêmulo ao consultório, com dificuldade na marcha, acompanhado da família, que relata que ele há dias fica “inventado histórias mirabolantes” sobre coisas que supostamente ele teria feito no passado, mas que nunca ocorreram. Dizia que fora melhor Presidente do Brasil, e que se lembra com saudade dessa época. Refere que mudou o país em 4 anos e só saiu porque se cansou do trabalho. Ao ser novamente questionado, muda sua versão, referindo que fora senador, e não presidente, por 8 anos. Após ser novamente questionado, muda novamente sua versão, dizendo que fora presidente e senador. Tem história pregressa de diabete e hipertensão arterial de difícil controle. A família revela que por vezes se esquece dos dias da semana e dos nomes das pessoas, voltando a lembrar horas depois.
Levando em consideração que ambos os pacientes apresentam prejuízos mnêmicos, as alterações de memória que cada um apresenta, com suas justificativas psicopatológicas correspondentes são, respectivamente,
Paciente A.M.M, 32 anos, sexo feminino, chega ao pronto-socorro, levada pela família, com história de alteração de comportamento de evolução insidiosa, recusando alimentação há mais de 20 dias, perdendo 10 kg em 15 dias. Há 1 dia tentou tirar a própria vida com enforcamento, sendo salva pela filha. Durante a entrevista, fala de modo lento, com dificuldade. Ao ser questionada pelo psiquiatra sobre seu quadro, responde:
– “Há dias não como. Também, pra quê comer? O que eu ganho com isso? O fim se aproxima cada vez mais, e eu sei que tudo isso é minha culpa. Tudo... O mundo se desmorona. E é minha culpa... Comer pra quê? O pouco que sinto, sinto como se meus órgãos estivessem ocos... Vazios... Colados... Retorcidos... Ocos como minha alma, como minha vida. Já nem choro mais, pois não há sentido em chorar, quando não há esperança. Sinto que... Que... Que... às vezes meu pensamento está tão lento, que... Acho que ele vai parar... Mas na verdade tudo vai parar, não é mesmo? Eu... Já morri há anos...”.
Com base no quadro apresentado, o exame psíquico correspondente ao plano afetivo, intelectivo e volitivo são, respectivamente,
I. O Transtorno Mental (TM) é um padrão psicológico de significação clínica que costuma estar associado a um malestar ou a uma incapacidade.
II. O TM é utilizado nos mais variados âmbitos sociais e pode se apresentar de forma variada, tais como: esquizofrenia, delirium, demência, depressão, transtorno bipolar, paranoia, mania e os transtornos decorrentes ao uso abusivo de álcool e outras drogas.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Dependência Química não é considerada um transtorno mental. Seu diagnóstico é baseado em um padrão disfuncional e patológico de comportamentos referentes ao uso e abuso de drogas.
II. Dentre os critérios diagnósticos destacam-se: baixo controle frente ao uso das substâncias; descontrole frente a quantidade ingerida; desejo persistente e incontrolável; prejuízo social, tolerância, dentre outros.
III. Transtornos mentais são alterações do funcionamento da mente que prejudicam o desempenho da pessoa na vida familiar, na vida social, na vida pessoal, no trabalho, nos estudos, na compreensão de si e dos outros, na possibilidade de autocrítica, na tolerância aos problemas e na possibilidade de ter prazer na vida em geral.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O eixo neuroendócrino relacionado ao ciclo reprodutivo feminino é vulnerável a mudanças e sensível a fatores psicossociais, ambientais e fisiológicos.
II. Alterações como o transtorno disfórico pré-menstrual, a depressão pós-parto e os transtornos do humor relacionados a perimenopausa ou menopausa podem estar relacionadas a mudanças influenciadas por hormônios na função neurotransmissora.
III. A prevalência de depressão em mulheres é duas vezes menor que nos homens. Essa menor incidência feminina é observada a partir da puberdade, sendo menos evidente nos anos que sucedem a menopausa.
Marque a alternativa CORRETA:
Nesse caso, é CORRETO afirmar que esse adolescente apresenta: