Questões de Concurso
Sobre psicofarmacologia em psiquiatria
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Os antidepressivos tricíclicos são considerados padrão ouro no tratamento da depressão maior e também em transtornos de ansiedade e do transtorno obsessivocompulsivo. O perfil de efeitos adversos é que, por vezes, limita seu uso, abrindo espaço para novos antidepressivos. Esses efeitos adversos, normalmente, não estão diretamente relacionados ao sítio principal de ação terapêutica.
Os efeitos adversos, boca seca e turvação visual, estão relacionados à ação em receptores
Existem evidências de eficácia para o tratamento da depressão bipolar por meio dos antipsicóticos atípicos quetiapina e olanzapina, tendo a associação de fluoxetina e olanzapina se mostrado superior à monoterapia com olanzapina.
A poliúria associada ao diabetes insípido induzido pelo lítio está relacionada à redução dos níveis séricos de vasopressina e à redução da reabsorção de água no sistema tubular renal. As estratégias propostas para o tratamento dessa condição clínica incluem a redução da dose do medicamento usado pelo paciente e o uso de diuréticos, preferencialmente a amilorida.
Pacientes bipolares que apresentem episódios maníacos ou hipomaníacos no período pós-parto podem, enquanto estiverem amamentando, ser tratadas com antipsicóticos típicos, preferencialmente o haloperidol, ou com antipsicóticos atípicos, como a risperidona e a olanzapina.
O uso concomitante de psicofármacos inibidores da CYP2D6, como, por exemplo, fluoxetina e paroxetina, está associado à diminuição da eficácia do tamoxifeno no tratamento de pacientes com câncer de mama.
A rivastigmina e a galantamina, medicações inibidoras competitivas e reversíveis da acetilcolinesterase, apresentam efeitos colaterais semelhantes e são indicadas para o tratamento da doença de Alzheimer, de leve a moderada.
A associação de inibidores seletivos da receptação de serotonina e de inibidores da monoaminoxidase pode desencadear a síndrome serotonérgica, cujas manifestações incluem alterações do estado mental e do sistema autonômico e hiper-reatividade neuromuscular. O tratamento dessa síndrome baseia-se em medidas de suporte clínico, mas pode requerer o uso de antídotos específicos, como a ciproeptadina e a bromocriptina.
O uso de glicocorticoides está associado ao aparecimento de sintomas psiquiátricos, e o tratamento com antidepressivos tricíclicos pode atenuar as alterações de humor por eles induzidas.