Questões de Concurso
Comentadas sobre distúrbio bipolar e transtorno de humor em psiquiatria
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Coluna I
1. Transtorno da Personalidade Antissocial.
2. Transtorno da Personalidade Paranoide.
3. Transtorno da Personalidade Histriônico.
4. Transtorno da Personalidade Evitativa.
Coluna II
( ) é um padrão de desconfiança e de suspeita tamanhas, que as motivações dos outros são interpretadas como malévolas.
( ) é um padrão de inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade a avaliação negativa.
( ) é um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros.
( ) é um padrão de emocionalidade e busca de atenção em excesso.
A sequência CORRETA dessa associação é:
( ) As características essenciais de um transtorno da personalidade foram definidas em torno de sete critérios gerais, entre eles, pode-se mencionar “na determinação da estabilidade temporal dos traços na vida da pessoa”.
( ) Traços de personalidade patológicos estão organizados em cinco domínios amplos: Afetividade Negativa, Aproximação, Antagonismo, Desinibição e Psicoticismo.
( ) Perturbações no funcionamento individual e interpessoal constituem o núcleo da psicopatologia da personalidade e são avaliadas de maneira categórica.
A sequência está CORRETA em:
I – O Transtorno Bipolar tipo I se caracteriza exclusivamente por episódios maníacos, sem a ocorrência de episódios depressivos.
II – No Transtorno Depressivo Maior, sintomas como perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades são essenciais para o diagnóstico.
III – O Transtorno Bipolar tipo II é distinguido do tipo I pela presença de pelo menos um episódio hipomaníaco e um episódio depressivo maior, sem episódios maníacos completos.
IV – Sintomas psicóticos podem ocorrer tanto no Transtorno Depressivo Maior quanto no Transtorno Bipolar durante episódios de humor severamente alterado.
V – A distimia, agora classificada como Transtorno Depressivo Persistente, é caracterizada por episódios de depressão que duram ao menos 12 meses.
Estão corretas as afirmativas:
Há algumas semanas começou a apresentar uma mudança de comportamento, mostrando-se suspicaz e mais retraído. Isto ocorreu desde que ouviu atrás da porta João e Zé, dois colegas de trabalho criticando-o na copa do escritório. Começou a evitar os dois e a levar água de casa para o trabalho, porque tinha certeza que João e Zé poderiam estar envenenando o bebedouro do trabalho. Tentou advertir alguns colegas a respeito. Um dia, Jorge partiu violentamente contra Zé abrindo seu supercílio com um soco, gritando “eu sei o que você está planejando!” Começou a atirar objetos em todos os colegas repetindo “Eu sei que vocês estão mancomunados com eles.” Os funcionários do escritório chamaram o SAMU devido a tamanho descontrole. e Jorge foi levado para o PS.
O psiquiatra de plantão era um profissional muito experiente. Conseguiu conversar a sós com Jorge e o paciente contou que, não sabia explicar como, mas o tempo todo ouvia João e Zé rindo e caçoando dele. O médico perguntou como isso começou e Jorge respondeu: “João e Zé estavam caçoando de mim”. Em posterior conversa com Zé, o ofendido lembrou-se desse dia e explicou que caçoavam da derrota do Vasco pelo Flamengo na copa da cozinha. E Jorge, além de tudo, era vascaíno. Jorge nunca teve problemas psiquiátricos mas dois tios paternos seus tinham o diagnóstico de transtorno bipolar do humor.
Sobre o caso clínico acima, avalie se:
I. Jorge possuía um padrão de funcionamento mental pre-mórbido, possivelmente esquizotípico conforme o DSM-5- TR, dado ao baixo nível de interação social, possíveis ideias paranoides ou crenças estranhas além comportamentos estranhos ao senso comum, como acumular tampinhas de cerveja.
II. quando Jorge escutou Zé e João caçoando do Vasco e compreendeu aquilo como uma ofensa a sua pessoa, o paciente parece ter apresentado uma alteração do juízo de realidade ou um delírio, conforme Dalgalarrondo.
III. os tios com transtorno bipolar são mera coincidência uma vez que este transtorno e a Esquizofrenia não têm relação familiar entre si.
Está correto o que se afirma em
Leia o caso a seguir.
Paciente G.M, 35 anos, foi a um novo psiquiatra para tentar “resolver” seu problema. Relata que trata de depressão desde os há muitos, mas nunca apresentou uma melhora significativa. Já fez uso de vários antidepressivos, com resposta parcial apenas, ou com “efeitos colaterais” que descreve como dias de insônia, hiper-reatividade, irritabilidade, mais falante, que duram alguns dias apenas, seguido por piora do humor, com retorno do que chama de “tristeza sem fim”. O psiquiatra então, reavalia seu diagnóstico, prescrevendo lamotrigina, com aumento gradual da dose até chegar 200 mg/dia. Semanas depois, a paciente retorna, referindo que houve uma melhora como nunca. Ela questiona o psiquiatra o porquê não havia recebido o diagnóstico de Transtorno Bipolar mais cedo, o que lhe evitaria desgastes ao longo da vida.
O psiquiatra lhe responde que, embora o diagnóstico de transtorno bipolar, com episódios depressivos seja ainda difícil de ser feito, algumas características clínicas dos episódios depressivos auxiliam nesse diagnóstico de depressão bipolar ainda no início.
As características clínicas e epidemiológicas que se
configuram fator de risco para transtorno bipolar são
Assinale a alternativa que corresponde ao tipo de transtorno bipolar que é caracterizado por uma história de episódios hipomaníacos e depressivos maiores.