Questões de Concurso Sobre psicologia
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Por intermédio do modelo de atuação psicoeducativo, busca-se promover a compreensão do comportamento disfuncional do indivíduo, além de capacitar seus familiares para a identificação dos pródromos de um evento adverso.
A estratégia da redução de danos constitui prática emancipatória, uma vez que estimula o protagonismo e a autonomia do usuário para o resgate de sua condição de sujeito.
Práticas religiosas podem configurar estratégias de enfrentamento orientadas para o problema ou para a emoção, assim como podem influenciar positiva ou negativamente o tratamento de doenças crônicas.
O repasse de informações relacionado a fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais do processo de adoecimento auxilia na desmistificação de crenças errôneas difundidas pela cultura em que o indivíduo está inserido e que podem impactar no sucesso do tratamento das doenças crônicas não transmissíveis.
Nas teorias recentes do estresse, a dimensão microssocial do adoecimento é enfatizada, dado o entendimento de que os principais aspectos que interferem no enfrentamento de doenças crônicas dizem respeito às características individuais do sujeito.
Uma das políticas de saúde promovidas pelo Ministério da Saúde que fornecem informações importantes para a atuação dos psicólogos no atendimento aos pacientes crônicos, é o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que aborda doenças circulatórias, doenças respiratórias crônicas, câncer e diabetes, além de seus fatores de risco em comum.
A psicologia da saúde se destaca como uma área de conhecimento com ênfase no modo de conceber e investigar as relações entre comportamentos — individual e grupal — e saúde mental.
Na psicologia da saúde, a multidisciplinariedade é imprescindível, devido aos diferentes entendimentos a respeito de comportamentos. Diante disso, conclui-se que a fragmentação da psicologia enquanto ciência favorece a prática multidisciplinar.
A aplicação de metodologias de pesquisa em psicologia permite que sejam avaliados os indicadores e preditores das condições de saúde-doença e que sejam planejadas intervenções sistemáticas com objetivos específicos.
O processo saúde-doença se configura como condição disposta em um continuum de desenvolvimento do indivíduo, embora os conceitos de saúde e doença sejam compreendidos como qualitativamente diferentes pela psicologia da saúde.
O tratamento psicanalítico deve consistir na análise das fantasias e da castração, haja vista serem os sintomas apresentados pelas crianças efeitos da má resolução edípica.
Nos atendimentos psicoterápicos infantis, é fundamental ao psicólogo distinguir o que constitui queixa e o que constitui demanda.
Neurose, psicose e perversão são possibilidades de estruturação subjetiva decorrentes da maneira como o sujeito lida com a função materna.
Para o diagnóstico clínico, o analista deve priorizar as atualizações realizadas em transferência pelo paciente, entendendo esse processo como uma reedição de vivências e experiências do paciente atualizadas na relação com o analista.
A declaração expedida pelo psicólogo visa informar as condições do atendimento prestado, tais como o tempo de acompanhamento, o dia e a hora de sua realização.
O parecer psicológico consiste em documento produzido em decorrência de avaliação psicológica que deve ser fundamentado em referencial teórico-científico e em dados colhidos e analisados.
Os documentos produzidos pelo psicólogo, que consistem em meios de informar a ocorrência de fatos ou situações relacionadas ao atendimento psicológico, têm caráter definitivo, técnico e objetivo.
No processo de avaliação psicológica, os contextos histórico e social são os principais fatores a serem considerados no objeto de investigação, uma vez que os aspectos econômicos e políticos extrapolam a esfera psicológica.
No atestado psicológico, não devem ser registrados os sintomas ou os estados psicológicos da pessoa atendida, a fim de se resguardar a integridade desta.
Uma jovem de vinte e três anos de idade, filha primogênita, em acompanhamento psicológico desde os nove anos de idade, em virtude de passividade exacerbada nos relacionamentos interpessoais, mostrou-se, no início do tratamento, ansiosa e com dependência significativa de sua mãe. Ao longo do seu desenvolvimento, apresentou outras queixas, tais como alteração repentina de humor, agressividade, insegurança e angústia. As manifestações clínicas mais recentes relatadas pela jovem foram dificuldade na tomada de decisões e na iniciação de projetos pessoais, sentimentos de desamparo ao estar sozinha e preocupação exacerbada com a possibilidade de deixar de receber cuidado e apoio das pessoas que considera em seu rol de amizade.
Ainda com base no caso clínico apresentado e considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-IV), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10) e as abordagens psicoterápicas, julgue os itens subsequentes.
Em face dos sintomas apresentados pela jovem, é correto afirmar que ela não apresenta transtorno da personalidade esquiva.