Questões de Concurso Comentadas sobre psicologia
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Sobre esses conceitos psicanalíticos, identifique as afirmações com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas:
( ) A perversão foi um conceito retomado por Sigmund Freud partir de 1896, sendo definitivamente adotado pela psicanálise que, assim, descartou a ideia de desvio sexual em relação a uma norma.
( ) Vale ressaltar que, na definição Freudiana, o conceito de perversão não é desprovido de conotação pejorativa ou valorizadora.
( ) Em 1987, a palavra perversão foi substituída, na terminologia psiquiátrica mundial, por parafilia, que abrange práticas sexuais nas quais o parceiro ora é um sujeito reduzido a um fetiche (pedofilia, sadomasoquismo), ora o próprio corpo de quem se entrega à parafilia (travestismo, exibicionismo), ora um animal ou um objeto (zoofilia, fetichismo).
( ) Embora a histeria não seja classificada como neurose do ponto de vista freudiano, as neuroses foram classificadas como neurose obsessiva, às quais é preciso acrescentar a neurose atual, que abrange a neurose de angústia e a neurastenia, e a psiconeurose, que abarca a neurose de transferência e a neurose narcísica.
( ) O termo psicose foi primeiramente empregado para designar a reconstrução inconsciente, por parte do sujeito, de uma realidade delirante ou alucinatória.
Assinale a sequência CORRETA:
Com base nesta resolução, é CORRETO afirmar:
Assinale a opção CORRETA: Analise os seguintes passos:
I. Formulações das perguntas básicas ou hipóteses, contrato de trabalho, diagnóstico e prognóstico.
II. Administração de testes e técnicas: particularidades da situação da interação com o examinando e do manejo clínico.
III. Estabelecimento de um plano de avaliação, levantamento, análise, interpretação e integração dos dados, comunicação dos resultados.
Os passos para o processo psicodiagnóstico estão CORRETOS em:
Sobre o Laudo Psicológico, é CORRETO afirmar:
Analise as afirmativas, identificando-as com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas:
( ) O significado da existência e da ação grupal só pode ser encontrado dentro de uma perspectiva histórica que considere a sua inserção na sociedade, com suas determinações econômicas, institucionais e ideológicas.
( ) O próprio grupo só poderá ser conhecido enquanto um processo histórico, e, neste sentido, talvez fosse mais correto falarmos em processo grupal, em vez de grupo.
( ) A sequência do trabalho se caracterizou pela discussão de como uma análise dialética poderia captar o grupo enquanto processo e, inserido numa totalidade maior, levar ao conhecimento dos aspectos concretos desse fato social.
( ) O ambiente, visto como produto humano, se desenvolve a partir da necessidade de sobrevivência, que implica o trabalho e a consequente transformação da natureza.
Assinale a alternativa CORRETA:
Observe as afirmativas abaixo, em relação às intrínsecas relações entre a COVID-19 e o quesito raça/cor, e avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F)
I. A pandemia evidenciou a gravidade das condições sócio-históricas de desigualdades, manutenção das assimetrias e privilégios raciais do Brasil, intensificando efeitos nocivos à saúde da população negra. Estudos apontaram que a população negra sofreu mais severamente os impactos da pandemia, incluindo morte. Essa constatação remete a uma das dimensões da necropolítica: há corpos classificados como descartáveis e supérfluo.
II. A COVID-19, em seu espraiamento global de caráter pandêmico, não apenas expôs as desigualdades, como reatualizou e reificou as demarcações coloniais de base racial, que são fundantes do mundo moderno, tendo na delimitação Norte/Sul, sob o ponto de vista geográfico e sociológico, uma de suas principais ancoragens.
III. No Brasil, “importado” pelas classes média e alta, o vírus ajudou a construção de um discurso reverberado pela imprensa de que a COVID-19 seria uma doença que atinge a todos, cujas consequências são igualmente sentidas. Uma doença “democrática”. Tão democrática que atingiu todas as regiões do país e diversas populações igualmente, tornando-os todos vulneráveis à contaminação, à infecção e a morte.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
I. terapia antirretroviral (TARV) revolucionou o curso da doença, transformando a infecção pelo HIV de potencialmente fatal para doença crônica passível de tratamento. A TARV é o tratamento padrão para pacientes com HIV/aids. Contudo, requer taxas de adesão da ordem de 80%-90% para ser efetiva.
II. A adesão é um fenômeno multidimensional, que engloba o sistema e a equipe de saúde, fatores relacionados ao paciente, além de variáveis relacionadas ao tratamento, à doença, a aspectos culturais e socioeconômicas. Dentre os fatores psicossociais que têm sido associados a não adesão à TARV, pode-se citar a ausência de suporte social e a presença de transtornos mentais.
III. Embora se possa dizer que avanços tecnológicos e biomédicos foram alcançados em relação à epidemia de HIV/aids, no Brasil, o estigma e a discriminação estão entre as principais barreiras para o acesso a serviços de prevenção e testagem para o HIV.
Das afirmativas acima:
I. Falta de informações adequadas sobre o estado do paciente: nem sempre a equipe de saúde sabe o que informar à família sobre o estado do paciente, ou mesmo tem disponibilidade interna e/ou externa para tal.
II. A família se vê frente a desafios na hora de eleger quem acompanhará em sua estada no hospital. A maioria dos hospitais tem horários de visita que não são sempre compatíveis com a vida dos membros da família que tem seus empregos, afazeres, tarefas, etc.
III. Responsabilidade frente a decisões difíceis: não raro, a família se vê frente a exigências de tomadas de decisões angustiantes (amputações, medicamentos, procedimentos invasivos, internação em CTI etc), enfrentando situações com intenso nível de ansiedade e dúvidas.
Sobre as dificuldades que as famílias podem encontrar, pode-se dizer que:
I. A inserção obrigatória do psicólogo na equipe de saúde atuante nas UTIs é recente. Ele é chamado de intensivista, e algumas de suas funções junto ao paciente consistem em: a) assistência psicológica, atentando a fatores que podem influenciar sua estabilidade emocional; e, b) a avaliação da adaptação do paciente à hospitalização, considerando seu estado psíquico e sua compreensão do diagnóstico, além de suas reações emocionais diante da doença.
II. O psicólogo de UTI não atua junto à família acolhendo, orientando e informando as rotinas da UTI a seus familiares e visitantes, mas sim junto à equipe multiprofissional. Sua tarefa é apenas atender a solicitações dos profissionais da equipe, promover a adesão e compreensão do tratamento por parte dos envolvidos no processo de hospitalização.
III. A atuação do psicólogo na UTI deve se ater apenas ao suporte psicoterapêutico que o paciente necessita em virtude da possibilidade de apresentar uma série de transtornos/distúrbios psicológicos, relacionados ou não ao processo do adoecimento e da internação na UTI.
IV. Na UTI, onde a iminência da morte está sempre presente, as interferências emocionais da hospitalização no paciente e seus familiares tornam-se ainda mais extremadas podendo configurar um luto antecipatório. O atendimento psicológico pode ajudar o familiar a lidar com questões não resolvidas com a pessoa que está morrendo, a identificar e expressar sentimentos.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
I. Todo grupo operativo é terapêutico, mas nem todo grupo terapêutico é operativo. O grupo operativo é um instrumento de trabalho, um método de investigação e cumpre, além disto, uma função terapêutica.
II. Grupo operativo é um conjunto restrito de pessoas, que, ligadas por constante de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação interna, propõe-se, de forma explícita ou implícita, a uma tarefa que constitui a sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de assunção e de adjudicação de papéis.
III. O papel de coordenador no grupo operativo é de coopensor, aquele que pensa junto com o grupo ao mesmo tempo que integra o pensamento grupal, facilitando a dinâmica de comunicação grupal.
IV. A técnica de grupo operativo propõe a presença e intervenção de um coordenador, que nem indaga nem problematiza, as falas dos integrantes, e de um observador que, posteriormente, analisa com o coordenador os pontos emergentes, o movimento do grupo em torno da tarefa e os papéis desempenhados pelos integrantes.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
Observe as afirmativas a seguir, em relação ao comportamento suicida.
I. É um tema de extrema importância devido a seu impacto social, seja em termos numéricos, seja em relação a familiares, amigos ou conhecidos das pessoas que fazem uma tentativa ou ameaçam se matar.
II. É um fenômeno complexo e difícil de ser abordado, porque, no mundo ocidental, a morte, por si só, já é um tema difícil de ser trabalhado nos diversos espaços sociais.
III. Falar de um comportamento relacionado à morte vai na contramão da ciência, pois a ciência emprega grandes esforços para alongar o tempo de vida das pessoas. A pessoa que comete o suicídio vai de encontro a essa ideia.
É correto afirmar que:
Observe as afirmativas a seguir, em relação psicanálise e aos psicanalistas nos ambulatórios públicos.
I. A psicanálise não está no ambulatório para negar os avançados tratamentos das mais diversas patologias, mas para escutar os sujeitos que portam tais patologias.
II. O psicanalista faz de sua diferença uma especificidade e não uma especialidade.
III. Trabalha-se sobre o que resta das demandas, das outras modalidades de tratamento, do que ficou sem resposta. Esta é a diferença que diz respeito ao psicanalista.
As afirmativas I, II e III são respectivamente: