Questões de Concurso Sobre psicologia
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De acordo com as referências técnicas para a atuação de psicólogos nos serviços hospitalares do SUS publicadas pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em 2019, julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) O setting terapêutico criado pelo psicólogo na atenção a pacientes hospitalizados e/ou seus familiares tem por princípio garantir um espaço para a escuta do sofrimento psíquico sem desconsiderar as interfaces com os processos biológicos e socioculturais que se apresentam naquele momento.
( ) O primeiro contato com o paciente deve acontecer mediante agendamento prévio do atendimento com a realização da entrevista inicial (Busca Ativa ou por solicitação de algum membro da equipe). O Psicólogo coloca-se à disposição numa atitude de interesse e pela resolução dos problemas apresentados naquele momento de fragilidade do paciente/família.
( ) A escuta clínica do psicólogo hospitalar é ampliada a três diferentes grupos de atenção: pessoa assistida, família e instituição. Esta tríade configura um diferencial importante do trabalho da Psicologia dentro das instituições de saúde, em contraponto com a atuação na clínica, pois o foco central no sujeito adoecido ou em sofrimento preconiza um olhar ampliado à família do paciente como extensão dessa dor emocional e uma necessidade de interação efetiva com a equipe de saúde que acompanha o caso.
( ) A rotina de trabalho do psicólogo deve situar a demanda do paciente e estabelecer rotinas nítidas, com protocolos de atendimentos com registros psicológicos escritos nos prontuários com coerência e indicativo do estado emocional, tipo de intervenção, ações junto à equipe e familiares e os resultados obtidos ou que se espera alcançar.
A sequência correta é:
A Resolução CFP nº 06/2019 institui regras para a elaboração de documentos escritos produzidos pela psicóloga no exercício profissional e revoga a Resolução CFP nº 15/1996, a Resolução CFP nº 07/2003 e a Resolução CFP nº 04/2019. Associe as duas colunas, relacionando-as às diversas modalidades de documentos emitidos pelos psicólogos.
I. Consiste em um documento que, por meio de uma exposição escrita, descritiva e circunstanciada, considera os condicionantes históricos e sociais da pessoa, grupo ou instituição atendida, podendo também ter caráter informativo.
II. É um pronunciamento por escrito, que tem como finalidade apresentar uma análise técnica, respondendo a uma questão-problema do campo psicológico ou a documentos psicológicos questionados.
III. Consiste em um documento escrito que tem por finalidade registrar, de forma objetiva e sucinta, informações sobre a prestação de serviço realizado ou em realização.
IV. Consiste em um documento que certifica, com fundamento em um diagnóstico psicológico, uma determinada situação, estado ou funcionamento psicológico, com a finalidade de afirmar as condições psicológicas de quem, por requerimento, o solicita.
V. É o resultado de um processo de avaliação psicológica, com finalidade de subsidiar decisões relacionadas ao contexto em que surgiu a demanda. Apresenta informações técnicas e científicas dos fenômenos psicológicos, considerando os condicionantes históricos e sociais da pessoa, grupo ou instituição atendida.
a – Declaração.
b – Atestado Psicológico.
c – Relatório Psicológico.
d – Laudo Psicológico.
e – Parecer Psicológico.
A associação correta é:
_____________________ significa a capacidade de atribuir estados mentais a outras pessoas e predizer o seu comportamento em função destas atribuições. O termo "teoria" resulta do fato de que tais estados não são diretamente observáveis, solicitando uma verdadeira "teorização" de quem infere um estado mental em outro indivíduo. Ela é essencial para o ser humano, uma vez que permite a teorização do estado mental das outras pessoas, o que sentem, o que pensam, quais as suas intenções e como poderão agir. Isto nos permite modular nossas reações e nosso comportamento social, além de desenvolver nossa empatia frente a sentimentos inferidos nas outras pessoas.
A palavra que completa corretamente o trecho citado é:
Desenvolvimento de múltiplos déficits específicos após um período de funcionamento normal nos primeiros meses de vida. Desaceleração do crescimento do perímetro cefálico. Perda das habilidades voluntárias das mãos adquiridas anteriormente, e posterior desenvolvimento de movimentos estereotipados semelhantes a lavar ou torcer as mãos. O interesse social diminui após os primeiros anos de manifestação do quadro, embora possa se desenvolver mais tarde. Prejuízo severo do desenvolvimento da linguagem expressiva ou receptiva (BELISÁRIO e FERREIRA, 2010).
O trecho citado diz respeito ao seguinte Transtorno Global de Desenvolvimento:
Leia o relato do caso a seguir.
M., do sexo feminino, de 14 anos, chega ao CAPS AD III Infanto-juvenil de Aparecida de Goiânia em uma sexta-feira tarde da noite, acompanhada por conselheira tutelar, após ter sido encontrada por um policial numa festa, com claros sintomas de intoxicação e ter se recusado a informar nome ou local de residência. No dia seguinte, concorda em prestar as informações necessárias e sua família é localizada. A mãe chega à unidade surpresa porque supostamente a filha estava passando o final de semana em casa de uma amiga e jamais havia tido qualquer envolvimento com drogas que fosse de seu conhecimento. A adolescente confirma o uso de drogas lícitas e recreativas já há cerca de três anos e que, na noite anterior, havia experimentado crack. Após este evento, passa a fazer acompanhamento no CAPS em atendimentos grupais e individuais com os diversos profissionais. M. é filha única de pais separados, sendo que o genitor vive fora do país desde que esta tinha quatro anos e não vê a filha mesmo antes da separação. É reservada, mas desenvolve bom vínculo com a psicóloga que passa a ser sua profissional de referência. Em dado momento, a terapeuta suspeita que M. tenha sido vítima de abuso sexual durante a infância, fato que não pôde ser comprovado ou descartado na relação terapêutica. Após dois anos e meio, a adolescente muda de cidade e interrompe o atendimento, havendo alcançado a abstinência e sem histórico de recaídas nos últimos 27 meses.
De acordo com as resoluções do CFP e notas técnicas do CRP 09, qual atitude deve ser adotada na condução deste caso?
Leia o relato do caso a seguir.
Uma pessoa perde seu cãozinho de estimação, porém este cãozinho era muito peralta e desobediente, e ela sempre reclamava por ele ser assim. Ela o amava muito. Inconsolada, ela fala que não quer mais nenhum cãozinho para que não se apegue e sofra novamente. Entretanto, após alguns dias, ela ganha outro cachorro de alguém que tenta confortá-la pela perda do outro. Ela fica contente com a possibilidade de ter um novo amiguinho e coloca-lhe, logo, um novo nome. Mas erra, chamando-o pelo nome do que já morreu. O novo cãozinho é mais obediente e até adestrado, mas ela reclama dele. Ou seja, ela não queria um novo cãozinho porque ainda não havia superado a perda do outro. Assim, ela chama sempre o novo cãozinho pelo nome do antigo, porque, na verdade, ela queria que aquele cãozinho fosse o que morreu e, por isso, também o trata implicando com ele, como se ele fosse o outro, mesmo sendo mais comportado.
Segundo Freud, esse tipo de manifestação do inconsciente é denominado
Leia o relato do caso a seguir.
Durante atendimento, o psicólogo detecta sintomas importantes na paciente. Esta se mostra com falta de empatia; indecisão; pensamento e comunicação simples e concretos; aparência distante e fria; com grande dificuldade de usar uma linguagem apropriada para expressar e descrever sentimentos, e para diferenciá-los de sensações corporais. Demonstra dificuldade em manter relações interpessoais, bem como de reconhecer e responder às emoções dos outros, incluindo tom de voz e expressões faciais.
Segundo Valente (in Rodrigues et al., 2020), esses são sintomas indicativos de
Analise a figura a seguir que retrata o que George Engel (1967) considera sobre as interações psicossomáticas.

Fonte: Psicologia da saúde hospitalar: Uma abordagem psicossomática. São Paulo: Manole, 2020, pág. 20.
Rodrigues et al. (2020) assumem a mesma posição quando falam de interação mente e corpo e consideram que
Leia o relato do caso a seguir.
G. chega ao consultório psicológico relutante e por insistência da esposa. Está chateado com ela, acha que sua esposa duvida de seu sofrimento, mas são 17 anos de casamento e sua família é a coisa mais importante que tem. Conta que é trabalhador da construção civil e sofreu um acidente de trabalho que levou à fratura do fêmur. Foi necessário uma cirurgia e meses de fisioterapia. Foi encostado pelo INSS por um período, mas há alguns meses o perito suspendeu seu benefício e o declarou apto ao trabalho. Só que G. ainda sente fortes dores. Inicialmente, seu médico preencheu novo relatório e ele entrou com recurso que foi negado. Enquanto corria o recurso, seu médico realizou vários exames, prescreveu mais sessões de fisioterapia e, há duas semanas, o informou que concorda com o perito, considerando-o apto ao trabalho, já que os exames não mostraram nenhuma lesão que justifique a dor. Também o encaminhou ao psiquiatra. G. só marcou a consulta com o psiquiatra e o psicólogo pela insistência da esposa. Entende que ela esteja sobrecarregada por ter precisado voltar ao mercado de trabalho, já que a renda da família foi comprometida com a suspensão do seguro saúde. Tem a intenção de dar continuidade ao processo terapêutico, mas confidenciou que contratou um advogado. Pretende processar o INSS e a empresa em que trabalhava.
Diante da experiência de G., qual hipótese terapeuta pode ser formulada?