Questões de Concurso
Comentadas sobre psicoterapias em psicologia
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Leia as proposições e assinale a opção CORRETA.
I. A Psicologia Clínica vem ampliando seu escopo de investigação para além do aspecto individual, pois já não entende o ser humano sem considerá-lo como parte dos contextos em que está inserido. Necessita, cada vez mais, definir como objeto de estudo as relações grupais, e não apenas o indivíduo isoladamente. Dutra mostra esta mudança de rumo da pesquisa nesta área, apontando a necessidade de se considerar o contexto social na observação clínica. Os elementos presentes na prática clínica e que a caracterizam incluem: a observação acurada do ser, a escuta, o sofrimento psíquico e a expressão da subjetividade. Estes elementos, cada vez mais, passam a ser considerados também em relação ao contexto, o que leva à observação das relações, das escolhas e dos movimentos grupais. A pesquisa em Psicologia Clínica pode privilegiar esses aspectos e, deste modo, realizar estudos de grupos, com enfoque clínico, voltados para o conhecimento da dinâmica grupal e da ética presente nas práticas que se centram nas relações;
II. Batista Pinto aponta que a pesquisa em Psicologia Clínica pode se beneficiar do princípio que rege o progresso da ciência: a influência do conhecimento novo, que traz contradições e evidências de paradoxos nos fenômenos observados, possibilitando que o estudioso de um determinado tema compreenda as dimensões que se complementam ou se suplementam de um objeto estudado. Segundo esta autora, teoria e método são a base da pesquisa científica e permitem que se possa conhecer o conjunto de problemas relativos ao foco de estudo. Esta definição ampara a escolha do método qualitativo para se aprofundar o conhecimento sobre as várias nuances de informações que o grupo, em contexto clínico ou de intervenção psicossocial, possa oferecer;
III. As Psicoterapias Breves Psicodinâmicas (PBPs) são assim denominadas por visarem atendimentos de curto prazo e que seguem orientações embasadas na teoria Humanista. Essa modalidade de psicoterapia, para ser considerada breve, deve, além de ser circunscrita no tempo, obedecer a outros critérios, como por exemplo, o estabelecimento de um foco a ser trabalhado, a definição dos objetivos a serem alcançados e a existência de um planejamento de estratégias. Outras características peculiares são a disposição face a face entre terapeuta e paciente, a flexibilidade e a atividade do terapeuta;
IV. Para demarcar uma clínica de compreensão fenomenológica existencial, pode-se entender a atitude clínica como possibilidade do cuidado do psicólogo implicado no movimento de atenção ao cliente como existência, acompanhando-o na tarefa de apropriar-se daquilo que sabe pré-ontologicamente, possibilitando, na sua situação concreta e totalmente singular, que se compreenda e assuma o que ele é, em seu estar-lançado, e o que pode ser. É mediante essa apropriação narrativa da sua conjuntura e das suas maneiras de sentir-se e de responder praticamente a ela, que o cliente chegará a compreender-se como aquele cujo ser está sempre em jogo no conjunto das circunstâncias existenciais que lhe são tematicamente abertas na interlocução clínica. Dessa forma, pode compreender-se e aceitar-se, sejam quais forem os seus sofrimentos, como responsável, no sentido de responder e apropriar-se das solicitações concretas da vida.
A sequência correta é:
Assinale a alternativa com o termo que preenche CORRETAMENTE a lacuna existente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I - O número limitado de sessões, ou seja, a brevidade do tratamento tem sido foco de inúmeras discussões e algumas vezes críticas que acabam por associar brevidade com superficialidade, no que diz respeito às psicoterapias breves de orientação psicanalítica.
II - A indicação da psicoterapia breve deve ser cuidadosa, ela não serve a qualquer um; nem a qualquer situação problema; além disso é preciso ter em mente que nem todas as questões do paciente serão abordadas em uma psicoterapia de tempo determinado (breve).
III - O tempo de duração do tratamento breve pode variar, mas nunca pode ultrapassar o tempo limite de 10 sessões; caso isso ocorra o tratamento já não pode ser considerado breve.
IV - Uma das argumentações bastante frequentes, que tentam justificar a eficácia das psicoterapias breves de orientação psicanalítica pressupões que nada pode garantir o retorno ou não retorno do processo psicopatológico; nem mesmo uma psicoterapia tradicional ou uma análise clássica.
V - O término das sessões em Psicoterapia Breve está definido, via de regra, de antemão. Assim a alta do paciente não está atrelada aos resultados obtidos durante o processo e sim ao enquadre acordado entre terapeuta e paciente logo no início do tratamento.