Questões de Concurso
Sobre psicopatologia em psicologia
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De acordo com Cunha (2000) “As alucinações são definidas, simplisticamente, como a percepção sem objeto, podendo ser produzidas em relação a qualquer qualidade sensorial.”
Quadros em que há todas as características da imagem alucinatória, menos a convicção da realidade ou participação da pessoa no processo, e que frequentemente está ligada a uma causa orgânica, são chamados de:
No que diz respeito ao atendimento psicológico de urgência/emergência no ciclo gravídico-puerperal (Chiattone, 2007), correlacione a primeira coluna com a segunda.
1. Transtornos Depressivos.
2. Disforia do pós-parto.
3. Nascimento Prematuro.
4. Aborto.
5. Má-formação fetal.
( ) Condição causadora de intensa angústia para pais, profissionais e familiares. O papel do psicólogo neste tipo de intercorrência é, essencialmente, o auxílio no reestabelecimento do vínculo entre mãe e bebê e dos pais com a equipe de saúde.
( ) Fenômeno bastante comum e essencialmente fisiológico, que geralmente não compromete o funcionamento social e a relação mãe-bebê. Os sintomas de remissão espontânea sugerem que não há necessidade de tratamento específico, cabendo ao psicólogo, entretanto, a avaliação individualizada, pois a persistência de sintomas pode ser sugestiva de possibilidade de agravamento do quadro.
( ) São especialmente frequentes em mulheres com antecedentes de perda gestacional, assim como história clínica de abortos espontâneos. No planejamento terapêutico, reações de luto normais ou de sintomatologia grave e antecedentes psiquiátricos devem ser considerados como fatores de risco.
( ) O atendimento psicológico envolve pais e bebês, objetivando a melhora da interação, auxílio na reaproximação, compreensão e discriminação de seu filho, além do trabalho no conflito entre o bebê real e o imaginário.
( ) Geralmente é visto pela sociedade como um luto injustificado, embora encontre-se vivo e presente na fantasia materna. O acompanhamento psicológico deve envolver três aspectos: acolhimento e escuta empática; ajuda na transformação de um projeto de vida numa lembrança saudável; auxílio na elaboração do sentimento de culpa.
A sequência correta é:
Cassorla (2009) apresenta o seguinte paradoxo do suicídio: por que o ser humano que vive aterrorizado pela consciência de sua finitude pode buscar, conscientemente, a morte? A incompreensão que certas pessoas que tentam suicídio recebem em unidades de saúde, sendo hostilizadas e ridicularizadas por equipes de saúde despreparadas, indica que estas equipes captam o componente agressivo e, por vezes, manipulativo do ato, ignorando sua complexidade e o fato de que o paciente está, de alguma forma, pedindo ajuda. Quanto aos comportamentos variados que levam à morte, analise as afirmativas seguintes.
I. As pessoas que falam que vão se matar ou que tentam chamar atenção, uma vez que não há uma busca convicta pelo fim da vida.
II. Comportamentos variados que levam à morte, muitas vezes, são sentidos como sedutores em certos indivíduos: uso de álcool e drogas, velocidade e perigo, colocar-se em situações arriscadas, sexo sem cuidados, riscos à saúde e à vida.
III. Em alguns casos, os comportamentos variados que levam à morte são fruto da necessidade de o ser humano negar sua fragilidade, imaginando-se tão poderoso que pode desafiar a morte e derrotá-la.
IV. O fato de as pessoas, por vezes, buscarem a morte através do suicídio nos obriga a pensar que, na verdade, não é a morte (aniquilamento) que elas procuram, mas sim uma fuga do sofrimento insuportável. E o suicida se mata para escapar desse sofrimento insuportável.
V. Não é recomendado falar sobre suicídio com pessoas que apresentam comportamentos variados que levam à morte, pois isso pode aumentar o risco.
Estão corretas:
Desenvolvimento de múltiplos déficits específicos após um período de funcionamento normal nos primeiros meses de vida. Desaceleração do crescimento do perímetro cefálico. Perda das habilidades voluntárias das mãos adquiridas anteriormente, e posterior desenvolvimento de movimentos estereotipados semelhantes a lavar ou torcer as mãos. O interesse social diminui após os primeiros anos de manifestação do quadro, embora possa se desenvolver mais tarde. Prejuízo severo do desenvolvimento da linguagem expressiva ou receptiva (BELISÁRIO e FERREIRA, 2010).
O trecho citado diz respeito ao seguinte Transtorno Global de Desenvolvimento:
Leia o relato do caso a seguir.
Durante atendimento, o psicólogo detecta sintomas importantes na paciente. Esta se mostra com falta de empatia; indecisão; pensamento e comunicação simples e concretos; aparência distante e fria; com grande dificuldade de usar uma linguagem apropriada para expressar e descrever sentimentos, e para diferenciá-los de sensações corporais. Demonstra dificuldade em manter relações interpessoais, bem como de reconhecer e responder às emoções dos outros, incluindo tom de voz e expressões faciais.
Segundo Valente (in Rodrigues et al., 2020), esses são sintomas indicativos de
Leia o relato do caso a seguir.
G. chega ao consultório psicológico relutante e por insistência da esposa. Está chateado com ela, acha que sua esposa duvida de seu sofrimento, mas são 17 anos de casamento e sua família é a coisa mais importante que tem. Conta que é trabalhador da construção civil e sofreu um acidente de trabalho que levou à fratura do fêmur. Foi necessário uma cirurgia e meses de fisioterapia. Foi encostado pelo INSS por um período, mas há alguns meses o perito suspendeu seu benefício e o declarou apto ao trabalho. Só que G. ainda sente fortes dores. Inicialmente, seu médico preencheu novo relatório e ele entrou com recurso que foi negado. Enquanto corria o recurso, seu médico realizou vários exames, prescreveu mais sessões de fisioterapia e, há duas semanas, o informou que concorda com o perito, considerando-o apto ao trabalho, já que os exames não mostraram nenhuma lesão que justifique a dor. Também o encaminhou ao psiquiatra. G. só marcou a consulta com o psiquiatra e o psicólogo pela insistência da esposa. Entende que ela esteja sobrecarregada por ter precisado voltar ao mercado de trabalho, já que a renda da família foi comprometida com a suspensão do seguro saúde. Tem a intenção de dar continuidade ao processo terapêutico, mas confidenciou que contratou um advogado. Pretende processar o INSS e a empresa em que trabalhava.
Diante da experiência de G., qual hipótese terapeuta pode ser formulada?
Leia o relato do caso a seguir.
D. tinha 16 anos quando estava indo com os amigos a uma apresentação de sua banda favorita contra a vontade de seus pais, no dia em que sua mãe se submetera a uma cirurgia. Momentos antes de cruzar os portões, D. parou assustado e gritou que não conseguia enxergar nada. Socorrido por seus amigos que tentaram levá-lo a um local mais calmo, não conseguiu mover as pernas e precisou ser carregado. Logo em seguida, começou a gritar que seu corpo estava pegando fogo e que isso significava que algo horrível havia acontecido com sua mãe. Desesperados, seus amigos ligaram para sua família e o adolescente foi se acalmando aos poucos enquanto conversava com a mãe ao telefone. O pai veio buscá-lo e achou prudente levá-lo a um pronto-socorro, mas os médicos não puderam achar nada de errado e todos os sintomas já haviam sumido. Hoje D. está com 48 anos e nada assim jamais se repetiu. A banda voltou à cidade três anos depois e os amigos puderam finalmente assistir à apresentação pela primeira vez. Aliás, são amigos até hoje e, de vez em quando, lembram do ocorrido que acabou por se tornar uma anedota entre eles.
Em psicopatologia, como se chama a situação descrita?