Questões de Concurso
Sobre psicologia social em psicologia
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Leia o texto a seguir.
“Em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais no país chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era de 7,4% da população [...] O aumento da população de 65 anos ou mais em conjunto com a diminuição da parcela da população de até 14 anos no mesmo período, que passou de 24,1% para 19,8%, evidenciam o franco envelhecimento da população brasileira”.
Disponível em: <https://www.gov.br/secom/pt-
br/assuntos/noticias/2023/10/censo-2022-numero-de-idosos-na-populacao-do-
pais-cresceu-57-4-em-12-
anos#:~:text=Em%202022%2C%20o%20total%20de,sexo%2C%20do%20Cen
so%20Demogr%C3%A1fico%202022>. Acesso em: fev. 2024. [Adaptado].
Os dados do último Censo apontam para a consolidação de
uma mudança na base e no topo da pirâmide etária
brasileira, com um maior número de pessoas idosas vivendo
e circulando nos espaços urbanos e sociais. Frente ao
exposto, e levando em consideração os estudos e
pesquisas da Psicologia Social Crítica, o significado social
do envelhecimento funda-se:
Leia o texto a seguir.
“O homicídio aparece como a principal causa de óbitos da juventude masculina, sendo 55,6% das mortes de jovens entre 15 e 19 anos. Dentre esses jovens, os negros representam 75,7% das vítimas de homicídios, com uma taxa de 37,8 a cada 100 mil habitantes, enquanto entre os não negros a mesma taxa recai para 13,9. Essa estatística acusa que para cada indivíduo não negro morto em 2018, 2,7 negros foram mortos [...] No mesmo ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apresentou um aumento no número de mortes decorrentes de intervenções policiais com acréscimo de 19,6% em relação a 2017. Dentre as 17 mortes por dia, 75,4% das vítimas eram negros/as, 99,3% homens e 77,9 % tinham entre 15 e 29 anos”
Pressoto, Santos & Giacomazzi (2022). Psicologia Social Júrídica e a
(des)criminalização de existências da juventude negra, p. 222. In: Psicologia
Social Jurídica, Soares, Moreira, Neves & Barros. Editora Abrapso, Porto Alegre.
A análise e compreensão dos dados de homicídio da população jovem no Brasil deve ter como pressuposto que:
Nesse contexto, termo utilizado para identificar pessoas não cisgêneras, a partir de uma categorização biomédica. Pelo caráter patológico que comporta, o termo tem sido recusado por muitas pessoas.
Trata-se de
I. O autoconceito é derivado da identificação e pertença grupal. As pessoas são motivadas a manter uma autoestima positiva.
II. As pessoas estabelecem uma identidade social positiva mediante a comparação favorável de seu próprio grupo (in-group) com outros grupos sociais (out-groups).
III. Nesse sentido, quando tal comparação não se mostra favorável ao próprio grupo, elas irão adotar diferentes estratégias para recuperar o favoritismo de seu próprio grupo, como forma de assegurar uma autoestima positiva.
Assinale
A(o) psicóloga(o) atuante nas políticas públicas para os povos indígenas deve:
I. despir-se de preconceitos eurocêntricos, conhecendo e respeitando múltiplos modos de viver e conviver das diferentes etnias do território brasileiro, buscando acolher as especificidades das formas de lidar com as emoções e demais processos psicológicos;
II. compreender qual concepção está em jogo no cotidiano comunitário/ coletivo, em uma escuta dos territórios, ampliando a própria noção de sistema de garantia de direitos;
III. estudar a natureza humana a partir das pesquisas desenvolvidas pela ciência psicológica ao longo dos séculos, pois os indígenas são seres humanos como os demais, não havendo distinção na forma como vivenciam o sofrimento mental.
Está correto o que se afirma em:
Dentre as críticas aos exames criminológicos temos:
I. os exames reificam discursos que sustentam a compreensão do conflito a partir de uma suposta natureza perigosa amparada em traços pessoalizados e não a partir de uma relação dialética entre indivíduo e produções sócio-históricas;
II. as avaliações recorrem ao passado da massa carcerária, revestidas de procedimentos com certo grau de cientificidade, encontrando uma série de variáveis presumíveis como causas e determinantes para o crime ou sua reincidência, reproduzindo uma série de estereótipos e preconceitos que permeiam os processos de criminalização de nossa sociedade;
III. os efeitos mortificadores de prisão devem passar pelo olhar crítico da Psicologia, entendendo que o lugar de mera classificação ou função pericial visa a ligar criminalidade e pobreza e manter sustentadas e justificadas as medidas prisionais como controle diferencial e privilegiado do crime.
Está correto o que se afirma em:
Para gerar a individualidade disciplinada, segundo o autor de Vigiar e punir, a disciplina se constitui pelos seguintes elementos:
Trata-se da fase conhecida como:
1. Quando o psicólogo social simplesmente observa um comportamento social ou consulta um arquivo que contém informações relevantes ao objeto de seu estudo, diz-se que ele utiliza o método de observação.
2. Consulta a censos demográficos, arquivos (jornais, diários, etc.) bem como observação direta do desenrolar de um comportamento social constituem exemplos de método observacional.
3. Na atividade de observação, o pesquisador interage diretamente com as pessoas cujo comportamento está sendo observado, ou seja, tem observação participante.
4. A observação direta ou não participante é a observação feita de fora, ou seja, sem que os observados tenham conhecimento de que alguém os observa.
5. O método de observação estuda uma situação onde as variáveis independentes e dependentes já ocorreram, ou seja, ex post facto.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
O conceito que fundamenta o funcionamento dos grupos operativos é o de Esquemas Conceituais Referenciais Operativos (ECROS), que é definido como
São procedimentos do poder disciplinar no estabelecimento escolar:
Dessa forma, nos processos de colonização, a linguagem opera dinâmicas de
Considere o seguinte relato:
Eu sou gay e negro, portanto, vítima de duas formas de preconceito. Na ótica desses preconceituosos, não sou gente, não sou humano. Eles se atrevem a me chamar do que querem: bicha, veado, baitola, e outros tantos adjetivos. Dizem que é uma brincadeira. Que a lei lhes seja uma penitência.
Em função dessa declaração e considerando a ética e os direitos humanos, assinale a alternativa CORRETA.