Questões de Concurso
Comentadas sobre psicologia social em psicologia
Foram encontradas 1.841 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.
Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.
Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
O texto apresenta uma reflexão sobre as reações humanas diante de opiniões divergentes, relacionando aspectos do funcionamento cerebral, processos cognitivos e comportamentos observados em situações de discordância.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com Oliveira (1998), o processo de reabilitação de pessoas com doenças físicas adquiridas demanda uma abordagem integral que considere os aspectos físicos, psicológicos e sociais do adoecimento. Nessa perspectiva, o suporte social é elemento central, pois influencia diretamente o modo como o indivíduo lida com as limitações impostas pela doença e como se reintegra à vida e cotidiana e às suas redes de pertencimento.
Considerando o papel do suporte social no processo de reabilitação, assinale a alternativa CORRETA.
I. O adoecimento é compreendido como fenômeno multifacetado, no qual fatores psicossociais assumem papel constitutivo e não meramente acessório (Rosa; Barbosa, 2019).
II. O aconselhamento psicológico, conforme descrito por Rosa e Barbosa (2019), opera como tecnologia leve, centrada na escuta, no vínculo e na corresponsabilização do cuidado.
III. Rosa e Barbosa (2019) sustentam que o aconselhamento psicológico deve priorizar a resolução imediata das queixas individuais, evitando sua politização no contexto da Atenção Básica.
IV. A leitura psicossocial das demandas permite às equipes ressignificar queixas recorrentes e medicalizadas, ampliando estratégias de cuidado (Rosa; Barbosa, 2019).
Assinale a alternativa correta:
É o material de trabalho e observação permanente, é a maneira particular pela qual cada indivíduo se relaciona com outro ou outros, criando uma estrutura particular a cada caso e a cada momento. Essa estrutura, vemo-la em diferentes campos de investigação: a psicossocial (do indivíduo para o externo), a sociodinâmica (analisa o grupo como estrutura) e a institucional (toma todo o grupo, a instituição ou todo o país como objeto de investigação).
Assinale a alternativa que, CORRETAMENTE, identifica o conceito.
ssinale a alternativa que, CORRETAMENTE, indica esse conceito.
Paulo e Pedro se conhecem há muito tempo. Faz muitos anos que estão morando juntos. Discutindo sobre ser pai, disseram um ao outro que desejariam sê-lo e foram. No final do ano de 2012, recebeu-se a convocação para Paulo fazer a adoção de um menino que tinha HIV. Hoje, a criança é um adolescente com 16 anos e está muito feliz com o convívio que mantém.
Assinale, conforme a situação descrita, a afirmativa CORRETA.
É o material de trabalho e observação permanente, é a maneira particular pela qual cada indivíduo se relaciona com outro ou outros, criando uma estrutura particular a cada caso e a cada momento. Essa estrutura, vemo-la em diferentes campos de investigação: a psicossocial (do indivíduo para o externo), a sociodinâmica (analisa o grupo como estrutura) e a institucional (toma todo o grupo, a instituição ou todo o país como objeto de investigação).
Assinale a alternativa que, CORRETAMENTE, identifica o conceito.
Essa coisa de WhatsApp é muito boa. Podem dizer o que quiserem, mas, para mim, é excelente. Converso e bato papo sobre bobagens e até me encontro com pessoas. Antes ficava esperando quem me ligasse. Hoje, não. Nada doentio, tudo saudável. Estou mais perto, muito mais, da minha família.
Podemos dizer, segundo o texto, que o Sr. Paulo tem no WhatsApp um dispositivo que o ajuda no monitoramento da sua vida, ou seja, que lhe permite o(a)
I. planejamento financeiro e previdencial.
II. manutenção de hábitos saudáveis ao longo da vida.
III. estabelecimento de uma rede de apoio social.
IV. adaptação às inovações tecnológicas.
V. educação contínua e flexibilidade.
Podemos constatar, CORRETAMENTE, o alcance dos seguintes objetivos:
É o material de trabalho e observação permanente, é a maneira particular pela qual cada indivíduo se relaciona com outro ou outros, criando uma estrutura particular a cada caso e a cada momento. Essa estrutura, vemo-la em diferentes campos de investigação: a psicossocial (do indivíduo para o externo), a sociodinâmica (analisa o grupo como estrutura) e a institucional (toma todo o grupo, a instituição ou todo o país como objeto de investigação).
Assinale a alternativa que, CORRETAMENTE, identifica o conceito.
Assinale a alternativa que, CORRETAMENTE, indica esse conceito.
Essa coisa de WhatsApp é muito boa. Podem dizer o que quiserem, mas, para mim, é excelente. Converso e bato papo sobre bobagens e até me encontro com pessoas. Antes ficava esperando quem me ligasse. Hoje, não. Nada doentio, tudo saudável. Estou mais perto, muito mais, da minha família.
Podemos dizer, segundo o texto, que o Sr. Paulo tem no WhatsApp um dispositivo que o ajuda no monitoramento da sua vida, ou seja, que lhe permite o(a)
I. planejamento financeiro e previdencial.
II. manutenção de hábitos saudáveis ao longo da vida.
III. estabelecimento de uma rede de apoio social.
IV. adaptação às inovações tecnológicas.
V. educação contínua e flexibilidade.
Podemos constatar, CORRETAMENTE, o alcance dos seguintes objetivos:
A publicação do CFP intitulada “Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) no atendimento às mulheres em situação de violência” analisa criticamente a trajetória histórica da Psicologia na construção das noções de feminino e normalidade.
Com base nesse trecho apresentado, analise as afirmativas:
I- A Psicologia, em determinados momentos históricos, contribuiu para sustentar ideias de inferioridade feminina por meio da reiteração de diferenças sexuais.
II- O saber psicológico foi utilizado, no Brasil do século XX, para justificar a internação de mulheres consideradas “anormais”.
III- A crítica feminista questionou quem define a normalidade do ser feminino e tensionou teorias psicológicas dominantes.
IV- A Psicologia brasileira manteve-se historicamente afastada dos movimentos sociais, evitando diálogo com suas contribuições.
Estão CORRETAS as afirmativas