Questões de Concurso
Sobre psicologia e políticas públicas de proteção e promoção à saúde em psicologia
Foram encontradas 4.164 questões
I- Mapeamento e interação com as demandas sociais, coletivas e subjetivas de saúde.
II- Valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores.
III- Fomento da autonomia e do protagonismo desses sujeitos e dos coletivos.
IV- Fortalecimento de vínculos políticos entre os técnicos, a comunidade e as autoridades do município, em prol da eficiência na gestão.
V- Proposta de um trabalho coletivo para que o SUS seja mais acolhedor, mais ágil e mais resolutivo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
As ideias acima descritas acerca do conceito de saúde estão expressas na:
I. Atendimento às necessidades e às expectativas das pessoas. II. Aumento da utilização de serviços e exames III. Melhoria do custo da efetividade dos serviços de saúde. IV. Produção de uma oferta desbalanceada de atenção geral e especializada. V. Aumento da satisfação dos usuários e do autocuidado.
Sobre tais afirmações, podemos dizer que
I. Institui os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como dispositivos que buscam operar o cuidado em saúde mental orientado a partir de uma ética antimanicomial transversalizada pelos Direitos Humanos.
II. Insere práticas de cuidado que buscam um deslocamento de um processo de medicalização social para a incorporação de outras formas de promoção da saúde mental, por exemplo, com a valorização das artes, da música, da cultura.
III. Contrapõe-se à prática da violência e do saber-poder científico circunscrito no controle do corpo e da experiência desviante, mostrando a instituição asilar, isto é, os manicômios como espaços primordiais de operação desse poder.
IV. Promove uma política nacional na qual um novo modelo é capilarizado em termos de política pública, a partir de uma ação estatal que reorienta uma prática de atenção psicossocial e territorial, em oposição ao modelo asilar.
Sobre estas, estão CORRETAS
A Portaria no 3.088, de 23 de dezembro de 2011, institui a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste contexto temos a Julia Barreto, jovem de 18 anos que está em seu quarto encontro com sua referência de acordo com o PTS estabelecido entre eles no CAPS. Julia relatou no acolhimento inicial que está fazendo uso prejudicial de maconha, apresentando comportamento desorganizado, fala desconexa e por vezes apresenta lapsos de esquecimento. Fazendo uso da auriculoterapia para atendê-la, é possível indicar para aplicação, a partir dos estudos de Yamatura , os seguintes pontos:
A partir da escrita de Yamatura (1991), encontrou-se na anamnese do pavilhão auricular pontos brancos isolados ou com escamas, depressões, inchaço e pápulas brancas sem secreção sebácea com cor brilhante que traduzem uma enfermidade
A energia dos 5 movimentos se descreve, segundo Yamatura (1991), da seguinte maneira:
O ponto biliar, segundo Nogier (1998), tem como ação secundária a atuação
Apontando a eficácia da auriculoterapia em seu estudo, Kurebayashi et al (2012) relata que tal prática vem se mostrando bastante apropriada para o tratamento de diferentes doenças. Mostrou-se similar em eficácia, quando comparada ao efeito do Midazolam para ansiedade, por exemplo. Nesses casos, segundo Nogier (1998), poderia ser aplicado os seguintes pontos como indicativos de tratamento:
O ponto que tem por função acalmar o Coração, a mente e abolir a dor, também utilizado para ansiedade, insônia e desordens mentais segundo Yamamura (1991) é denominado
Afirmam os autores Viana e Melo (2021) que o cuidado em saúde mental vai além da prática de medicalização, pois os usuários, muitas vezes, apresentam outros problemas de saúde que podem, inclusive, dificultar sua permanência no tratamento, sendo necessária melhor articulação entre os serviços de saúde para ofertar uma assistência clínica de mais qualidade. Esta afirmativa denota que
Em seu estudo, Viana e Melo (2021), reconhecem a auriculoterapia como ferramenta de cuidado em saúde mental, apontam sua eficiência e benefícios, além de uma boa aceitação como cuidado ofertado aos usuários do Centro de Atenção Psicossocial. Neste sentido
Beckman, Christovam e Pitta (2018) em seu relato de experiência sobre a aplicação da auriculoterapia em um Centro de Atenção Psicossocial, observou que tal prática integrativa
Nogier (1998) sustenta a existência de mapas auriculares com pontos distintos, variando de acordo com a escola de origem (chinesa ou francesa). No entanto, ambas as escolas adotam a concepção de um feto invertido no pavilhão auricular, com pontos estrategicamente situados em áreas reflexas do corpo humano. Assim temos:
Com uma trajetória no Brasil que remonta ao início de 1975 e obtendo o reconhecimento oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) a partir de 1990, a auriculoterapia emerge como uma distinta modalidade terapêutica. Sua singularidade como abordagem de cuidado natural, alternativa e complementar, destaca-se no cenário da assistência à saúde. Manifestando-se como um recurso altamente benéfico, essa prática opera de maneira dinâmica ao explorar o processo saúde-doença, atentando especialmente à subjetividade dos indivíduos. A versatilidade da auriculoterapia permite sua aplicação de forma independente ou integrada a diversas modalidades de cuidado, consolidando assim sua posição como uma valiosa contribuição ao espectro terapêutico. Essa abordagem terapêutica envolve a estimulação de pontos específicos localizados no pavilhão auricular, podendo ser utilizadas(os)