Questões de Concurso
Sobre psicologia e cultura em psicologia
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I – Mudanças nas percepções sobre práticas e relações tendem a aparecer primeiro no clima organizacional.
II – A cultura organizacional envolve padrões mais estáveis de sentido, valores e pressupostos compartilhados.
III – Intervenções sobre comunicação, reconhecimento e gestão imediata podem alterar o clima antes de alcançarem o núcleo cultural.
IV – Clima e cultura descrevem o mesmo fenômeno, variando sobretudo o instrumento de coleta utilizado.
V – A cultura pode funcionar como referência normativa mais profunda do que as percepções momentâneas do clima.
Estão corretas as afirmativas:
I. O comportamento deve ser entendido como uma prática social em transformação, condicionada pelas transformações econômicas e culturais que produzem nuanças de subjetivação.
II. A intervenção comportamental nos serviços públicos deve priorizar a punição de famílias em situação de risco social para garantir a submissão aos protocolos nutricionais federais.
III. O profissional deve valorizar o seguimento longitudinal e o vínculo, que favorecem o reconhecimento de sutis mudanças comportamentais indicativas de recuperação funcional.
Está correto o que se afirma em:
I. A Psicologia Social investiga processos de interação, influência, identidade e construção de sentidos nas relações entre indivíduos, grupos e sociedade.
II. A Psicologia Cultural enfatiza que práticas, significados e formas de subjetivação são produzidos em contextos históricos e simbólicos.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
A partir da cronologia, tendo em mente a dimensão sociocultural da reforma psiquiátrica no Brasil, analise as sentenças a seguir e posteriormente assinale a alternativa CORRETA:
1 - Os projetos relacionados à arte e cultura tomaram um valor significativo do processo de Reforma Psiquiátrica. Franco Basaglia, em Trieste (Itália), inspirou essas iniciativas, logo as cooperativas sociais ligadas ao campo da cultura começaram a incluir os usuários nas atividades com propósitos que iam além da terapia.
2 - Os Centros de Convivência e Cooperativa (CECCO’s) surgem como dispositivos pioneiros no campo da saúde mental no município de São Paulo, estruturados a partir das diretrizes da reforma psiquiátrica brasileira.
3 - No Rio de Janeiro, em 1992, passou a existir uma escola de samba que desfila não no período do carnaval, mas no dia 18 de maio, ou seja, no Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Surgiu a partir da iniciativa patrocinada pelo Manicômio Judiciário Heitor Carrilho (atual Casa de Saúde Nise da Silveira), e é um evento que passou a fazer parte da agenda cultural da cidade.
4 - Outro projeto pioneiro foi o “Loucos pela Vida”, trata-se de um movimento cultural iniciado no começo dos anos 90 em torno do trabalho feito no Complexo Hospitalar do Juquery, originalmente liderado por Luizinho Gonzaga, que lançou o álbum “Terras do Juquery”, do qual uma das principais músicas é a “Loucos pela Vida”.
(1a Parte) A internalização de valores sociais ocorre de maneira uniforme entre os tndivíduos de um mesmo grupo, devido à homogeneidade cultura/ comparttlhada.
(2a Parte) O processo de socíalbação envolve a internalização de normas, valores e padrões culturaís, tnfluenciando comportamentos e formas de percepção da realidade.
(3a Parte) A identidade do indivíduo constitui-se a partir das interações estabelectdas com o outro e com os grupos socíais aos quais está vínculado.
Pode-se afirmar que:
I - Internalização cultural: através da socialização, o indivíduo aprende as normas e valores de sua cultura, o que molda seu caráter e sua visão de mundo. A cultura define o que é moralmente aceitável ou desejável, influenciando diretamente a personalidade;
II - Adaptação e identidade: o indivíduo se adapta às condições sociais e políticas em que vive, usando os papéis e status disponíveis para construir sua identidade. O processo de adquirir novos papéis, como a passagem para a idade adulta, não exige que o indivíduo desenvolva novas habilidades ou abandone antigos comportamentos;
III - Construção e mudança: os conceitos de status e papel não são fixos. A cultura pode criar e, consequentemente, demolir e reconstruir esses elementos ao longo do tempo. O indivíduo não é um receptor passivo; ele pode inovar e contribuir para a evolução das normas sociais, alterando o que a cultura valoriza.
Dos itens acima:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
I. Dentre princípios e posturas ético-políticas para orientar a profissão junto aos povos e comunidades tradicionais, destacam-se a unificação de cosmovisões e seus sistemas simbólicos e a compreensão do território como vetor secundário na produção de subjetividades.
II. Para os povos e comunidades tradicionais, a natureza expressa-se como seus parentes, ancestrais, pessoas, entes espirituais, extensão de seus corpos e de seu grupo, cabendo à psicologia o trabalho de superar o paradigma moderno e compreender que, para esses povos, a subjetividade não é um atributo apenas dos humanos.
III. A psicologia deve atuar junto aos povos tradicionais, pautando-se nos princípios de neutralidade, objetividade e da racionalidade técnica, centrada no cuidado dos sujeitos, com ênfase às suas individualidades.
São condizentes com as Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) com povos tradicionais (2019)
(__) Ao observarmos a história do Brasil e dos demais países da América Latina, a partir de seus processos de longa duração, podemos observar dois aspectos centrais na formação dessas sociedades, desde o momento inicial da colonização: a violência estrutural e a heterogeneidade histórico-cultural.
(__) Juntamente a processos de extermínio, escravidão, servidão e exploração de mão-de-obra, os povos indígenas e africanos passaram por uma intensa repressão e destruição de seus símbolos, modos de vida e cultura. Essa expropriação, extermínio, epistemicídio e violência extrema, que caracterizam a colonização desde sua gênese, representam a base estrutural da sociedade colonial.
(__) A colonialidade se estruturou também a partir de relações específicas de hierarquia entre gêneros. Como no caso da raça, a opressão de gênero fundamenta-se na premissa de que a mulher — e demais identidades de gênero não masculinas, patriarcais ou heterossexuais — não tem plenitude ontológica.
(__) Um eixo central da colonialidade é também a colonização da natureza, compreendida como recurso que deve ser explorado para a construção do projeto civilizatório moderno/colonial. Essa concepção considera a natureza como mero objeto e recurso — perspectiva resultante de uma epistemologia eurocêntrica colonial, que organiza práticas exploratórias do território.
A sequência correta é