Questões de Concurso
Comentadas sobre psicologia do desenvolvimento em psicologia
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A adolescência é um período de intensas transformações, em que aspectos biológicos, sociais e culturais se entrelaçam. Em contextos contemporâneos, a pressão por desempenho escolar e a exposição constante à cultura digital têm sido associadas ao aumento da ansiedade juvenil, exigindo da psicologia uma leitura integrada e crítica.
Com base nesse entendimento, avalie as afirmativas abaixo.
I. A psicologia do desenvolvimento evidencia que a ansiedade juvenil não deve ser reduzida à imaturidade biológica, pois envolve múltiplos fatores, como relações familiares, pressões escolares e interações sociais.
II. A teoria histórico-cultural permite compreender a ansiedade como fenômeno produzido em contextos mediados pela linguagem e pela cultura, indicando a necessidade de intervenções que articulem escola, comunidade e políticas públicas.
III. A psicometria contemporânea fornece instrumentos padronizados que, ao universalizar critérios diagnósticos, são tratados como suficientes para explicar a ansiedade juvenil independentemente das variações socioculturais.
IV. Pesquisas em psicologia educacional sugerem que programas de regulação emocional são eficazes apenas quando focam em estratégias individuais do adolescente, pois intervenções intersetoriais tendem a dispersar o tratamento da ansiedade e reduzir sua efetividade.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. O adolescente recorre ao grupo como comportamento defensivo na busca de uniformidade, o que proporciona segurança e estima pessoal.
II. No fenômeno grupal, a separação do grupo parece impossível, e o indivíduo pertence mais ao grupo de coetâneos do que ao grupo familiar, inclinando-se às regras de vestimenta e costumes do grupo.
III. O grupo representa uma oposição às figuras parentais e oferece reforço necessário para os aspectos mutáveis do ego, favorecendo a transição para a individualização adulta.
IV. O adolescente, ao participar do grupo, perde completamente a autonomia e fica subordinado às decisões do líder, sem possibilidade de desenvolver sua própria identidade.
Quais estão corretas?
( ) A instabilidade emocional do adolescente é um indicador de patologia quando se manifesta junto aos lutos pelo corpo infantil, pelos papéis infantis e pelos pais da infância.
( ) A adolescência deve ser compreendida como um processo evolutivo, no qual o equilíbrio estável é raro e, portanto, considerado atípico.
( ) Durante a adolescência, é comum que o indivíduo recorra temporariamente à ação imediata em vez do raciocínio estruturado.
( ) A sociedade frequentemente projeta suas próprias falhas na juventude, responsabilizando o adolescente por problemas sociais, o que pode gerar distanciamento e agravamento de conflitos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O filósofo, médico, psicólogo e político francês Henri Wallon, amplamente reconhecido por seu trabalho científico na área da Psicologia do Desenvolvimento — com foco especial na infância —, concebia o desenvolvimento humano como um processo contínuo de construção. Para ele, esse processo era caracterizado pela alternância de fases em que predominam, de forma sucessiva, os aspectos afetivos e cognitivos. Cada uma dessas fases possui características singulares e uma coesão interna, determinada pelo tipo de atividade que se sobressai. Essas atividades predominantes, por sua vez, refletem os recursos disponíveis para a criança em cada momento, capacitando-a a interagir com o ambiente. Para ilustrar essa concepção de forma mais tangível, Wallon detalhou as peculiaridades centrais de cada um dos cinco estágios propostos em sua teoria. Sobre um dos cincos estágios da psicogenética walloniana, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE.
Por volta dos seis anos, inicia-se o estágio ___________, que, graças à consolidação da função simbólica e à diferenciação da personalidade realizadas no estágio anterior, traz importantes avanços no plano da inteligência. Os progressos intelectuais dirigem o interesse da criança para as coisas, para o conhecimento e a conquista do mundo exterior, imprimindo às suas relações com o meio preponderância do aspecto cognitivo.
A psicologia da educação contribui para a compreensão dos processos de ensino e aprendizagem. Sobre esse assunto, assinalar a alternativa CORRETA.
I.A criança doente é levada a refletir sobre os acontecimentos a que deve se sujeitar, e esta reflexão "obrigatória" a impulsionaria aos mesmos tipos de representações e de conclusões sobre a morte dos adultos.
II.Os autores Aquino, Conti e Pedrosa (2014), em seu estudo sobre as vivências narradas por crianças com câncer em diferentes etapas do tratamento, observaram que crianças cujo diagnóstico e tratamento apresentam-se em período prolongado, expressam maior angústia frente ao adoecimento e possibilidade de final da vida, trazendo em suas narrativas conteúdos em que emergem os sentimentos mobilizados, num movimento de organizar a angústia frente à possibilidade de morte.
III.O estudo de Jalmsell et al. (2015) reforça que utilizar história e contos de fadas, parece tornar mais difícil aos pais a experiência de falar sobre assuntos difíceis, sem referir-se especificamente à iminência de morte da criança.
Fonte: DE ALMEIDA BARBATO, K. B.; ANTUNES, K. R. ; LOURENÇO, M. T. C. Reflexões sobre vivências da criança com câncer diante da morte. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, v. 22 nº 1, 306-327, 2019.
É CORRETO o que se afirma em:
(_)O entendimento sobre a morte deve ser um conceito multidimensional, sendo seus componentes a universalidade, não-funcionalidade e irreversibilidade.
(_)A maneira como as crianças recebem informação sobre a morte afeta o entendimento sobre o processo de cessar da vida.
(_)A criança só passa a ter uma visão mais ampla do conceito de morte, com uma compreensão mais completa, a partir dos 6 anos de idade.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
Fonte: DE ALMEIDA BARBATO, K. B.; ANTUNES, K. R. ; LOURENÇO, M. T. C. Reflexões sobre vivências da criança com câncer diante da morte. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, v. 22 nº 1, pp. 306-327, 2019.