Questões de Concurso
Comentadas sobre psicologia do desenvolvimento em psicologia
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Refere‐se a uma investigação que teve como objetivo compreender como estava sendo tratada a motricidade das crianças de seis anos de idade que, com a implantação do ensino de nove anos, passaram a frequentar o ensino fundamental. Apesar de ter focado a motricidade, não se perdeu de vista sua indissociabilidade da cognição e da afetividade. Foram observadas duas turmas de 1.º ano de uma escola municipal da Zona Oeste de São Paulo. As sessões de observação, registradas em diário de campo, foram sintetizadas em episódios. O estudo apontou que a escola ainda não reconhece a importância do ato motor para o desenvolvimento cognitivo e afetivo, oferece poucas oportunidades para que as crianças de seis anos de idade vivenciem o espaço físico, fundamental para a construção do espaço mental, e poucos momentos para brincadeiras de ficção, importantes para o fortalecimento da representação.
Fátima Bissoto Medeiros Cintra e Laurinda Ramalho Almeida. Uma
leitura do movimento: crianças de seis anos no ensino
fundamental. Psicologia Escolar e Educacional.
v. 21, n.º 2, 2017. p. 205‐214 (com adaptações).
Na avaliação assistida, o examinador utiliza estratégias educacionais, temporárias e ajustáveis ao desempenho da criança que permitem revelar seu desempenho potencial, fazendo‐a alcançar um grau crescente de autonomia em situações de resolução de problemas. Ao utilizá‐las, aumenta‐se a compreensão sobre os processos cognitivos da criança durante a realização de tarefas, complementando informações que foram obtidas com a psicometria tradicional.
Maria Beatriz Martins Linhares. Avaliação assistida em crianças com queixa de dificuldade de aprendizagem. Temas em Psicologia, v. 4, n.º 1, 1996. p. 17‐32 (com adaptações).
É correto afirmar que esse tipo de avaliação se fundamenteI. Ao planejar sua intervenção, ele deverá considerar que os estudantes desse nível estão na fase da cooperação nascente e, consequentemente, não conhecem as regras em seus pormenores, cada um tendo uma opinião pessoal a respeito delas. II. Ao planejar sua intervenção, ele deverá ficar atento às confusões, entre o ponto de vista próprio e o de outra pessoa, típicas do estágio operatório formal, pois os alunos do ensino fundamental não diferenciam seus pensamentos dos pensamentos de outrem, tendo dificuldade para se colocar na perspectiva do outro e agindo como se tudo acontecesse devido à própria vontade. III. Ao planejar sua intervenção, ele deverá concentrar seus esforços em ações relacionadas ao estágio pós‐convencional, isto é, baseadas em princípios universais éticos, já que o corpo discente do ensino fundamental está nessa etapa do desenvolvimento moral. IV. Ao planejar sua intervenção, ele deverá identificar as contingências ambientais que reforcem o juízo moral e promover a assimilação delas pelos estudantes. V. Ao planejar sua intervenção, ele deverá dedicar atenção especial ao egocentrismo, uma vez que, apesar de ser mais característico nos discentes do início desse nível educacional, ele também se manifesta em fases mais avançadas do desenvolvimento moral.
A quantidade de itens certos é igual a
I. Podem ser definidas como a capacidade de pensar a própria língua. II. Abrangem as habilidades sintática, semântica e fonológica. III. Constituem um importante preditor do sucesso em leitura e escrita. IV. Abrangem, por exemplo, a consciência fonológica que contribui positivamente para o desempenho em leitura, especialmente para a decodificação de palavras. V. São inatas.
A quantidade de itens certos é igual a
Quanto ao bullying, julgue os próximos itens.
I. Os casos de bullying de alunos contra professores têm aumentado. II. A simetria de poder é uma característica‐chave desse tipo de agressão. III. O ciberbullying é o bullying cometido por hackers. IV. O bullying atinge os estudantes indistintamente, ou seja, todos os alunos, independentemente de gênero, presença de necessidades educacionais especiais, origem étnico‐racial e desempenho escolar, são vitimizados do mesmo modo e com a mesma frequência. V. A idade não é uma variável importante ao se considerar os diferentes tipos de bullying (físico, social etc.), pois todas as formas dessa agressão se manifestam com a mesma frequência nos diferentes momentos da escolarização.A quantidade de itens certos é igual a
No que se refere à teoria de Henri Wallon, julgue os seguintes itens.
I. A afetividade e a inteligência desenvolvem‐se juntas, desde o primeiro ano de vida.
II. A exploração do ambiente permite que ocorra um processo chamado de diferenciação, em que a inteligência se desenvolve por meio das relações interpessoais e a afetividade, por meio da cultura do meio.
III. A afetividade dá lugar ao desenvolvimento cognitivo quando a criança começa a construir a realidade por meio de inteligência prática.
Assinale a alternativa correta.
Em uma sala de aula, a professora convidou um aluno para refletir sobre seu comportamento de conversar durante a aula. Relatou que ela (a professora) tinha de falar mais alto ainda para ser ouvida, o que prejudicava sua saúde. Após a intervenção, a criança compreendeu a colocação e disse que percebia que sua voz estava rouca e se comprometeria em tentar modificar seu comportamento.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa incorreta em relação às habilidades mais estabilizadas nessa criança à luz da teoria de Jean Piaget.
No que se refere ao desenvolvimento cognitivo e ao processo de escolarização da criança de zero a seis anos de idade, julgue os itens que se seguem.
I. Na pré‐escola, o interesse maior da escola deve ser pelo desenvolvimento sensório‐motor, que servirá de base para a aprendizagem da leitura e da escrita.
II. A alfabetização no Brasil precisa de ser revista, incluindo o método fônico, mais indicado como estratégia de ensino.
III. O desenvolvimento do processo de mielinização tem relação discreta com o aumento do vocabulário aos doze meses de vida.
Assinale a alternativa correta.
Em relação às contribuições de Reuven Fuerstein para o campo da psicopedagogia, julgue os itens a seguir.
I. O conceito de “experiência de aprendizagem mediada” trazido por Fuerstein deve ser visto como uma postura que favorece a apropriação do conhecimento pelo sujeito.
II. As dificuldades do desenvolvimento cognitivo‐intelectual devem ser atribuídas, principalmente, à pobreza nas mediações construídas nos primeiros anos de vida.
III. Uma criança que tenha dificuldade de distinguir entre o que é e o que não é relevante, segundo Fuerstein, necessita de intervenção psicopedagógica na função cognitiva de “análise”.
Assinale a alternativa correta.
( ) Apesar de os pais entrevistados demonstrarem interesse e desejo em desempenhar atividades de cuidado com seus bebês, as dificuldades de adaptação às demandas que impelem o pai a participar ativamente das rotinas de cuidado com o filho, abrindo mão, em certa medida, do tempo de que antes dispunham para si - também se fizeram presentes. ( ) A participação do pai no parto foi apontada como insignificante no despertar para a paternidade. ( ) A crescente participação masculina na esfera doméstica parece conferir um lugar apenas secundário para o pai no seio da família ao longo dos primeiros meses de vida do bebê, aumentando seus sentimentos de exclusão familiar e de percepção da própria masculinidade como diminuída.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O ser cognoscente, do ponto de vista interacionaista, refere-se a um sujeito que aprende, capaz de conhecer sobre si e sobre o ambiente do qual é parte.
Nesse sentido, é correto afirmar:
Sigmund Freud designa sob o nome de sexualidade infantil tudo o que diz respeito às atividades da primeira infância em busca de prazer local que este ou aquele órgão pode proporcionar.
A respeito dos estágios libidinais, é correto afirmar que:
A aprendizagem é um processo contínuo, caracterizado por saltos qualitativos, de um nível a outro de aprendizagem. Com efeito, haveria dois tipos de desenvolvimento, o real e o potencial, diferentes entre si pela capacidade da criança de realizar atividades sozinha ou com o auxílio de outro indivíduo. A distância entre um e outro nível é compreendida como zona cooperativa de desenvolvimento, sobre a qual o mediador deve atuar elaborando estratégias que ajudem a transformar desenvolvimento potencial em real.
O trecho acima assenta-se no conceito de:
I. Anomia, em que crianças de até cinco, seis anos de idade (em média) não seguem regras coletivas. Interessam-se pelo jogo, mas para satisfazer seus interesses motores ou suas fantasias simbólicas, não tanto para participar de uma atividade coletiva. II. Autonomia, em que crianças de até nove, dez anos de idade (em média) interessam-se em participar de atividades coletivas e regradas. Sem conceber, no entanto, tais regras como um contrato firmado entre jogadores, mas sim como algo sagrado e imutável, não tendo a si própria como “legisladora”, ou seja, como possível inventora de regras que possam ser, por mútuo acordo, legitimadas coletivamente. III. Heteronomia, que corresponde à concepção adulta do jogo, em que as crianças jogam seguindo e respeitando as regras por compreendê-las como decorrentes de acordos mútuos entre os jogadores, cada um concebendo a si próprio com possível "legislador", ou seja, criador de novas regras que serão submetidas à apreciação e aceitação dos outros.
Está CORRETO o que é expresso em