Questões de Concurso
Sobre psicologia da saúde em psicologia
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Na evolução do conhecimento na área da saúde, é observado que o espaço ocupado pela psicologia foi sendo ampliado à medida que avançava o desenvolvimento científico e tecnológico da medicina. A identificação das relações de interdependência entre os fatores psicológicos e a etiologia de algumas doenças são exemplos de contribuições da psicologia.
A utilização da terminologia sobrevivente de câncer está, de algum modo, associada à mudança de prognóstico da doença oncológica, a qual era quase inevitavelmente uma doença fatal. Recentemente, passou-se de vítima de câncer para sobrevivente de câncer, e apesar de se referir a uma variável que se reporta ao processo de vida humana, já existe consenso na literatura acerca de uma definição objetiva de sobrevivente de câncer.
Historicamente, o primeiro registro de câncer na espécie humana, ou de doença similar, ocorreu por volta de 1870. Todavia, a investigação de fatores etiológicos, incluindo variáveis psicológicas que pudessem explicar a vulnerabilidade individual ao câncer, possui pouco mais de meio século de estudos.
A psico-oncologia se caracteriza como uma subespecialidade da oncologia, que estuda duas dimensões psicológicas do câncer, que são o impacto da doença sobre o funcionamento emocional do paciente, sua família e dos profissionais de saúde e o papel de variáveis psicológicas e comportamentais na incidência e sobrevivência do câncer.
Mudanças na dieta de paciente cardiopata, exercícios de relaxamento por visualização de imagens e orientação familiar para melhoria da qualidade de vida são elementos de um programa de prevenção terciária.
Considere que determinado órgão público realize um programa de relaxamento e qualidade de vida, com atividades duas vezes ao dia, do qual participam funcionários saudáveis, segundo avaliação do serviço médico local. Nesse caso, esse programa é de prevenção primária
Ao ser hospitalizado por adoecimento, o paciente tabagista pode entrar em abstinência em razão das contingências hospitalares, o que é um bom momento para a introdução de técnicas psicológicas e medicamentosas antitabágicas, mas isso é incompatível com o tratamento da doença de base.
Embora mais de 90% dos portadores de câncer de pulmão sejam tabagistas, menos de 30% dos tabagistas desenvolvem esse tipo de doença, o que sugere que as diferenças e suscetibilidades individuais são mediadores do desenvolvimento desse tipo de câncer.
Em razão da co-ocorrência de variáveis como possível predisposição genética, modelagem parental e fatores socioambientais, é maior a probabilidade de filhos de alcoolistas e de tabagistas desenvolverem a mesma condição de seus pais.
Cuidadores de doentes crônicos e graves podem adoecer em decorrência dos estressores associados às tarefas de cuidar, sendo a motivação afetiva definida pelo vínculo entre cuidador e doente o fator de proteção ao cuidador reconhecido como indispensável.
Filhos de pais obesos requerem tratamento preventivo no início da idade adulta, quando há maior propensão de ganharem peso devido à produção de hormônios como a grelina e a leptina, que se inicia a partir da adolescência.
O tratamento médico associado ao tratamento comportamental pode incluir o uso de sacietógenos associados a contratos de contingência feitos com o terapeuta e a técnicas de relaxamento para controle da ansiedade.
Por ser um transtorno psiquiátrico alimentar, com implicações para a estabilidade do humor, do controle de eletrólitos e da função renal, o tratamento da obesidade precisa incluir um psiquiatra, um nutricionista e um psicólogo na equipe interdisciplinar.
Para crianças obesas em processo terapêutico, os alimentos preferidos devem ser usados como reforçadores e elas devem fazer as refeições sozinhas de modo a receber atenção adequada e um cardápio especial orientado por um médico ou nutricionista.
A criança obesa é mais vítima de bulling que seus pares não obesos. Se a criança vitimada refere se sentir mal com o bulling, seus sentimentos devem ser validados e deve ser assegurado a ela que o bulling é inaceitavel, independentemente de quão obesa ela esteja, mas o tratamento para redução do peso é adequado.
Com base na situação hipotética acima, julgue os itens de 85 a 90.
Embora o paciente tema uma doença degenerativa, ele pode também se tornar dependente se sofrer um acidente vascular cerebral, que não é uma doença degenerativa, mas que pode ser incapacitante e tem maior chance de acontecer em idosos.
A respeito da situação hipotética acima, julgue os itens a seguir.
Para o abuso de drogas ilícitas, o tratamento pela técnica de redução de danos não se aplica porque o abuso concomitante de álcool inviabiliza o processo.
Com base no caso clínico acima, julgue os itens que se seguem.
O paciente é obeso mórbido e isso é um importante fator de risco para o agravamento de sua doença coronariana e, se houver, predominância de gordura visceral, o risco é ainda maior do que se houver predomínio de gordura subcutânea.
Com base no caso clínico acima, julgue os itens que se seguem.
No caso desse paciente, em razão de sua doença coronariana, o tabagismo e a não realização de atividades físicas, considerados barreiras à saúde, constituem fatores de risco acentuado.
Com base no caso clínico acima, julgue os itens que se seguem.
As situações estressantes, típicas do trabalho do paciente, e o padrão de comportamento tipo A descrito nesse caso são condições que devem ser trabalhadas em psicoterapia porque são fortemente associadas a doenças cardíacas.